"Neste mundo, há apenas duas tragédias: uma a de não satisfazermos os nossos desejos, e a outra a de os satisfazermos."
Solange Moretti.
— Minha nossa, Senhor Lorenzo, não estava me referindo…
Engoli o excesso de saliva, meus joelhos querendo tocar o chão, as mãos coçando em
busca de algo sólido.
— Se preferir, finja que sou um dos funcionários. O garçom, como
você mesma pensou. Mas não fuja, ragazza. Quero você desde que entrou no
iate. Acredito que tem prova suficiente.
— É… Eu… acho que vou ficar. De repente eu aguento, né?
Decidi, pendendo o pescoço para o lado, encarando o monumento.
— Juro que não vou contar a ninguém. Só para minha melhor amiga, mas ela é
discreta, garanto. Vou desligar o celular…
— Relaxa, ragazza.
Acariciou minha boca com o polegar.
— Se decidir voltar para a festa, tudo bem, mas vai me fazer companhia lá em cima e deixar seu contato.
— Vamos ficar por aqui mesmo, então.
Livrei-me da bolsa, resvalando meus pés para abandonar as sandálias, sentindo lábios
escorregarem sobre meu ombro.
— Meu nome é Solange. Prefiro que me
chame assim.
Mãos puxaram o tecido do meu vestido frouxo na direção do pescoço.
— Continua sendo uma ragazza para mim.
Afastou-se três passos e desenhou meus ângulos com os olhos.
— Linda… Parece saída de um sonho.
Engoli em seco sob o olhar cobiçoso e desci as alças do sutiã bege, um dos meus preferidos por ser mais confortável, portanto, visivelmente surrado.
Fui rápida em eliminar a peça e deixá-la cair no chão. Empurrei para o cantinho da cama e, em seguida, fiquei meio de lado, receosa, tímida com minha exposição.
— Um frio de repente, né?
Ele trouxe uma das mãos para meus cabelos, mexendo nas mechas soltas, com os olhos na altura dos meus.
— Senta.
— O quê, já?
Ri com os olhos baixos e suas mãos cobriram minha cintura, direcionando-me para a cama.
— Ah sim.
Sentei-me, cobrindo meus seios com as mãos, observando-o arrancar a camisa do corpo e exibir mais do corpão forte e tatuado.
Nunca gostei de tatuagens, mas não tinha como ignorar o ar de grandeza que elas traziam ao corpo daquele homem. Era difícil não babar.
— Preciso que me responda com sinceridade, porque estou cheio de tesão e não quero correr o risco de machucar você.
Ajoelhou-se à minha frente.
— Perdi há quatro anos.
Adiantei-me.
— Sou homem feito, ragazza, sei identificar cheiro de ingenuidade. Esse seu olhar inexperiente…
— Não sou virgem, garanto.
Meus olhos enterneceram-se e passei
o dorso dos dedos na curva das minhas pálpebras.
— Desculpa, sou emotiva no momento errado.
— Calma, mas não peça desculpa, assim você ofende suas lágrimas.
Lorenzo ergueu o meu queixo. Ele parecia ter resposta para tudo e conseguia me acalmar.
— Quer tomar uma água?
Meus cabelos foram comportados nas costas.
— Posso mandar trazer um chá, se preferir.
— Não precisa.
Minhas bochechas arderam, mas relaxei e abri um sorriso.
— Não sou virgem, mas assumo ser uma péssima amante.
— Não, não se torture. Acredite, você é perfeita.
Passou os polegares abaixo dos meus olhos.
— O que acha de ficar alguns dias comigo,
na minha casa de veraneio?
Mordiscou meus lábios.
— Fica comigo na festa, só dorme aqui esta noite, que amanhã começo a cuidar de você de dentro para fora.
Lamentei por não estar de férias. Seria maravilhoso passar dias aprendendo, sobretudo com aquele homem, desfrutando de sua experiência.
— Viajo amanhã ao meio-dia.
Murmurei, completamente presa nas
teias sedutoras.
— Desmarca.
Mordiscou minha pele e me cheirou, encantando o meu corpo, impregnando-se em mim.
— Não posso. É o meu trabalho e o levo muito a sério.
— Lamento por mim.
Fui agraciada com um sorriso sincero.
— Seria um grande prazer recebê-la em minha casa. Quer vestir a roupa?
— Não.
— Então, podemos continuar?
— Sim.
— Boa menina.
Nem fez cerimônia. Afastou minhas mãos e
seduziu meus seios com a ponta da língua, bem de leve, esquentando meus mamilos.
— Doce, como imaginei.
Usou um tom rouco e vi minha insegurança desaparecer.
Arfei quando os dentes arranharam minha pele. A língua deslizou pelo contorno dos meus seios e os lábios mordiscaram sem conseguir abocanhar tudo.
Querendo mais, inclinei meu corpo para trás. Deitei minha cabeça no colchão, afastei minhas pernas e ofereci a visão da minha parte mais íntima, coberta apenas por uma renda fina e rosada.
Os olhos do homem brilharam, indo do meu rosto até a minha peça íntima, estudando-me por segundos que mais pareceram uma eternidade.
— Vem aqui.
Estendi a mão e seus dedos uniram-se aos meus.
Em um segundo, estávamos com lábios unidos em uma sintonia gananciosa. Sua boca roubou meu fôlego e engoliu meus sussurros desconexos, deixando-me encharcada, querendo mais, querendo tudo.
— Senhor Lorenzo…
Sussurrei ofegante, precisando respirar.
— Lorenzo para você, ragazza.
Ele deixou minha boca e desceu a língua entre meus seios, escolhendo o esquerdo, sorvendo-o devagar, desencadeando contrações no canal que já pulsava a espera dele.
— Lorenzo…
— Eu sei, você precisa de mais.
Passou a língua nos lábios e as mãos ligeiras arrastaram minha calcinha.
— Sim.
Levantei o quadril e fechei os olhos. Os lábios ágeis alcançaram os arredores do meu umbigo, descendo pouco a pouco, e
massagearam minha virilha, chegando rápido onde eu queria.
Sensível, pulei quando recebi o impacto. Ergui a cabeça, apoiando meu corpo nos cotovelos, e admirei o que ele fazia. Aquilo parecia tão certo, tão errado.
Mas resolvi me entregar de corpo e alma.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 85
Comments
Anilda Alves da Cruz
acho impossível não lembrar só são 3 anos
2024-08-15
0
Geane Silva
uma noite tão intensa como essa Lorenzo tem que se lembrar já que ele não tava bêbado
2023-08-03
19
rô
vc tem que ser sensata
2023-07-24
6