"Os desejos da vida formam uma corrente cujos elos são as esperanças."
Solange Moretti.
No dia seguinte ao incidente.
Despertei com o alarme de meu celular. Cinco e cinquenta e cinco da manhã.
Eu sempre acordava naquele horário para iniciar a maratona de pegar o avião antes das oito horas da manhã, quando saia o voo para o Rio de Janeiro/Brasil. Era muito exaustivo.
Meu plano era financiar um apartamento pequeno em Nápoles, mas Pasqualini nunca aceitou sair de Sardenha, então compramos uma casinha no centro.
Minha casa pelo menos estava no meu nome. Herdei as dívidas, mas fiquei com a parte dele na propriedade.
Preguiçosa, separei uma brechinha dos meus olhos e tentei me mover sobre a cama, lutando contra o forte peso atado às minhas costas.
A cabeça de Lorenzo estava na curva do meu cóccix e o corpo tatuado, atravessado na
cama.
O homem tinha um péssimo comportamento durante o sono. Ficava inquieto. Talvez fosse cansaço, mas até caiu da cama no meio da madrugada e se levantou com a minha ajuda.
Sem forças e muito satisfeita, arrastei-me devagar e substituí minha bunda pelo travesseiro.
O homem apenas virou de lado e continuou preso no sono profundo.
Fui ao banheiro, cuidei-me superficialmente e voltei para colocar o vestido na frente dele, vendo-o dormir, tão lindo, gravando um pouco mais na memória.
Procurei meu celular na bolsa e me assustei com a quantidade de mensagens de Luh. Peguei um bloquinho sobre o aparador e escrevi meus dois números e e-mail com batom.
— Obrigada, Lorenzo.
— Toquei os cabelos úmidos de Lorenzo,
espalhando o cheiro fresco do xampu.
— Foi a noite mais incrível da minha
vida. Espero que me ligue quando sair do coma. Agora preciso trabalhar.
Coloquei os contatos na mão dele, peguei minhas sandálias e saí descalça da suíte. Encontrei Luh esparramada no sofá de couro, sob um cobertor de lã.
O homem na noite passada estava sentado na frente dela, os braços cruzados, como se estivesse escoltando algo.
Tinha um olhar carrancudo, totalmente diferente da devoção que eu me lembrava.
— Você estava com Lorenzo?
Perguntou ele com um tom mal-humorado.
— Vem, Luh.
Balancei o rosto da minha amiga.
— A vodca subiu à cabeça. Está bêbada.
O sujeito informou.
— Lorenzo pagou o seu dinheiro?
— Que dinheiro, moço? Vem, Luh. Acorda, amiga.
— Já dispensei todas. Tem um bote esperando vocês. Já informei para deixar as duas na hidroviária. Se apresse, pois preciso dormir. Passei a noite sendo babá de put@.
— Você é bem escroto, viu? Espero que minha amiga não tenha te dado moral!
— Não se pode dar o que não tem.
Ele resmungou antes de se levantar e desaparecer por uma porta.
— Vou… quebrar sua cara.
Luh disse grogue, sentada no sofá.
— O que aconteceu, amiga? Ele mexeu com você?
— Me ofereceu dinheiro e… quebrei uma garrafa na cabeça dele. Ai…
Segurou a testa.
— Ele tem a cabeça de coco, dura. Não quebrou.
Vou bater outra vez! Viu uma garrafa por ai?
— Vamos sair daqui. Não deveria beber tanto, sabe que é fraca.
Afastei o cobertor e puxei o corpo pesado de minha amiga, arrastando-a com dificuldade para levá-la para longe do sujeito esquisito.
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Atualizado até capítulo 85
Comments
Anilda Alves da Cruz
Deus do céu ! foram confundidas co. prostitutas /Cry//Drowsy/
2024-08-15
0
Angela Rodrigues
A história está ótima, simplesmente incrível!!!!!
2024-03-03
5
Lulu 🌹
Meu Deus! Tô amando vc Solange 🥰🥰🥰🥰
2024-02-24
1