"Quero parar mas não posso. Não sei se é prazer ou é desejo.
Solange Moretti.
Eu precisava tirar um bom aprendizado daquela punhalada que minha mãe me deu.
Sem contar que tinha um homem sexy, lindo e inteligente me esperando. A pausa
que eu precisava para seguir daquele ponto.
Sorri, empurrando a tristeza para longe, mas minhas expectativas foram rompidas antes que eu alcançasse os últimos degraus.
Lorenzo estava ao lado de uma mulher oriental, bonita e elegante.
Rindo com ela, sendo tocado no peito, envolvidos em um assunto
provavelmente íntimo. Que m&rda!
Galanteador descarado!
Aborrecida e desanimada, firmei a mão na alça da minha bolsa tiracolo e girei o corpo para fugir.
— Ragazza!
Chamou-me, mas continuei subindo os degraus.
— Sol! Ei, espera!
Ele me acompanhou, tocou minha coluna com leveza e deu a volta, parando no degrau de cima.
— Você demorou.
Segurou minha mão direita, procurando meus olhos.
— Volte para lá. Não quero atrapalhar.
Puxei a mão e fui apanhada pela cintura, recebendo o impacto de um beijo molhado e maduro, que terminou antes que eu pudesse reagir, mas provocou um vento louco no interior da minha barriga.
Sim, ele era bom em causar expectativas e estava fazendo um rebuliço na minha libido.
— Venha, precisamos de um lugar reservado.
Levou-me antes que eu protestasse. Não que eu tenha tentado. Ainda respirava irregular.
— Você não é psicopata, né?
Observei nossos dedos entrelaçados.
Ele levou minha mão aos lábios, deu um beijo carinhoso e sorriu, ignorando o
questionamento.
— De qualquer maneira, sei reagir na proporção da necessidade. Sou bem treinada e violenta. Já derrubei homens grandes.
— Eu não duvido, ragazza.
Disse com ar divertido.
— Lorenzo…
— A mulher quis dizer algo quando passamos por ela, mas bastou o levantar de uma das mãos do homem para fazê-la se calar. Foi, no mínimo, curioso.
— Você não acha melhor terminar de atendê-la?
Olhei para trás, identificando um lampejo de desagrado nos olhos da oriental.
— Ela pode querer prejudicar você no trabalho.
— Ah, não, ela é discreta, não se preocupe.
Respondeu risonho, direcionando-me para a parte interna do iate.
Fiquei deslumbrada com a decoração em mogno escuro que contrastava com acabamentos em couro.
Um luxo que observei pouco, pois
fui arrastada pela mão e colocada dentro de um quarto que mais parecia um
mini palacete.
— Uau…
Suspirei, girando meu corpo, admirando o requinte dos detalhes, a cama gigante com lençóis bem alinhados.
— Essa não é a suíte master?
— É.
— E você tem acesso?
Indaguei, vendo-o trancar a porta por
dentro.
— Por que não teria?
— Vamos sair agora.
Firmei a palma da mão no peito dele e o
empurrei na direção da porta.
— Abre, Lorenzo. Não quero me meter em
encrenca.
— Calma, ragazza. Estamos na minha suíte, na minha embarcação. Está tudo bem.
— Su-sua o quê?
Meu questionamento saiu em tom de sussurro.
— Você está ficando… É louco?
— Talvez. Não posso pensar em uma loucura mais agradável.
Sua mão penetrou meus cabelos, mas fui rápida e consegui me desvencilhar.
— Que arredia. Isso me dá t&são.
Cruzou os braços e me examinou.
Lorenzo? Olhei-o de cima a baixo, parando um pouco nas coxas grossas e
balançando a cabeça para voltar ao raciocínio.
Segundo Luh, o iate pertencia a um empresário, bilionário e muito discreto. Um coach de liderança que cobrava absurdos por uma consultoria e tinha propriedades espalhadas por quase todas as praias de Sardenha. Não era possível!
— Qual seu sobrenome?
— Varrialle.
Respondeu no ritmo do meu sussurro.
— O CEO fundador do grupo Varrialle?
Coloquei o dedo em riste e movi em negação.
— Você não é garçom?
Ele riu preguiçosamente e se afastou, desfilando o corpão magnífico.
O traseiro torneado chamava meus dedos para uma generosa cravada.
— Hoje serei o que você quiser, ragazza.
— Que loucura!
Corri a mão por meus cabelos.
— Por que está vestido assim… de chinelos?
Ele liberou aquela risada de pombo e voltou para mim, trazendo um recipiente de vidro repleto de doces.
— Tenho raros momentos de folga, então gosto de me espalhar sem virar notícia. Você tem alguma coisa contra chinelos?
— É igual ao do finado, que é um lascado, mas… Não tem liberdade no seu próprio iate?
— Meus amigos trouxeram modelos, que trouxeram amigas com celulares. Você é da região. Por um momento, pensei que me conhecia.
— Como conhecia se até o chamei de pombo velho? Não sou daqui, sou brasileira.
Só então observei que no bolso de sua camisa tinha uma minúscula etiqueta Prada,
esculpida em metal com três pontinhos de luz.
Claramente não era o uniforme
dos funcionários.
Lorenzo Varrialle! Santo Deus!
Eu já tinha ouvido falar dele por alto. Catarina revendia produtos de beleza da Varrialle.
Tinha um perfume no catálogo que eu amava. Só usava a amostra por ser tão caro. Economizava em tudo para pagar as horas de voo e conseguir minha licença de piloto.
— Quer um chocolate, observadora?
Chamou minha atenção, colocando um doce perto dos meus lábios.
— Bebida sei que não quer.
Traguei o ar vagarosamente, saboreando o cheiro sutil de seu perfume requintado.
— Não posso.
Recusei depois de uma rápida lambida na tentação ao leite.
— Dieta?
Ele comeu o doce e semicerrou os olhos.
— Tenho intolerância à glicose. Bebi dois dedos de gim tônica agora pouco e posso dizer que enchi a cara.
— Você é uma gracinha, ragazza.
Riu animado e o acompanhei, rindo
de nervoso.
— Minha noite será divertida.
A mão grande acariciou meus cabelos.
— O senhor me desculpe, viu, Senhor Lorenzo? Não tive intenção de ofendê-lo ao comparar sua risada a arrulhos de pombos.
Ele limpou a garganta, colocou mais um doce na boca, descansou o recipiente sobre uma espécie de aparador e seguiu até a porta.
— Vou buscar salgadinhos para você. Prefiro que esteja bem alimentada.
— Não, não precisa.
Dei a volta nele.
— Estou ótima.
Meu peito subiu e desceu, um pouco incrédula, atraída. Ele era tão simples e, ao
mesmo tempo, preponderante.
— Senhor Lorenzo, somos de universos sociais diferentes.
— Meu nome nunca soou tão doce, mas esqueça a formalidade.
Deslizou o indicador na lateral do meu rosto, comportando uma camada do meu longo e volumoso cabelo.
— Estou toda sem jeito.
Calou-me, apoderando-se dos meus lábios. Fechou uma mão na minha nuca, pressionando-me contra a porta, e escorregou os dedos até meu
quadril, cravando-os ali.
Precisei respirar.
Ele mordiscou meu lábio e seguiu para o pescoço.
— Lorenzo…
— Se continuar sussurrando meu nome assim, serei obrigado a te sequestrar por alguns dias. Ver você goz@r até o nascer do sol não será suficiente.
Quase me engasguei com a saliva.
— Tudo bem, ragazza?
— Foi só uma coceira… na garganta.
Limpei o pigarro, sentindo-me uma tola por estar tão insegura.
Ele esperava muito. Sentia-me lisonjeada e, ao mesmo tempo, com medo de cometer gafes.
— Vamos dançar, assim você relaxa.
Uniu os braços ao redor do meu corpo e afundou o nariz nos meus cabelos.
Consegue mover os pés?
Ardiloso! Doido para me colocar no papo.
— Você não é casado, né?
— Não tenho ninguém, só você, ragazza.
— Conta outra! Você é velho, então deve ter alguém por aí.
O homem travou.
— Não, não tão velho. Você nem tem rugas, só uma perto do olho esquerdo. Esquece, estou nervosa.
Que m&rda, Solange!
Ele colocou o rosto diante do meu, tateou a pele com o dedo e inclinou o pescoço para ficar na minha altura.
— Veja, é cicatriz. Foi um acidente na infância
Justificou, tentando não parecer irritado.
— A ruga está um pouquinho acima. Ah…
A respiração pegou na garganta e saiu como gemido quando fui pressionada contra uma crescente ereção. Era tudo o que eu precisava para relaxar, até encostei o rosto no peito dele e fechei os olhos.
— Tenho trinta e três. Você tem o quê? Dezoito?
— Dezenove.
— Não mesmo, ragazza.
— Sim. Tenho dezenove. Perdi seis quilos nos últimos dez dias, por isso pareço mais nova. Aquelas janelas abrem? Está quente aqui.
— Prefere dançar deitada, com minha boca em seu corpo, provando você?
Disse como se fosse uma contrarresposta.
— Seu desejo é uma ordem, querida. Tira o vestido e o sutiã.
Ordenou, desabotoando a camisa.
— Quer água?
Indagou, genuinamente preocupado, vendo-me afastar outro pigarro da garganta.
— Acho melhor você voltar para sua festa, ficar com as moças do seu meio. Foi bom te conhecer pessoalmente. Não imaginei que fosse assim, tão gos… Gentil.
Cobri minha testa com a mão.
— O senhor pode abrir a porta para eu passar e depois trancar por dentro, por favor?
— Não me quer ou está com preconceito contra o meu status?
Indagou com uma das sobrancelhas arqueadas.
— Não, não é nada disso! Só acho demais para mim, entende?
— Garanto dar prazer e jamais machucar.
Levantou as mãos em rendição, fazendo meus olhos penderem involuntariamente para sua bermuda branca, que comportava um generoso relevo inclinado para o lado, a extremidade larga bem desenhada e saliente.
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Atualizado até capítulo 85
Comments
Alisa TorYos
Hmmmm.....
Não disse?
Aquele chinelo não me desceu.
Existe garçom que trabalha de chinelo?
Acho que nem garçom de praia usa.......kkkkkk
2024-08-13
0
Alisa TorYos
kkkkkkk
Aí, uma pessoa que normalmente raciocina começaria a pensar....
Espera aí, um garçom pode vir para esses lados. e pode usar um dos quartos?
Sério, o chinelo não me desceu até agora.
Eu tenho certeza que ele não era garçom coisa nenhuma, só vestia uma roupa parecida, só que mais cara........kkkkkkkk
2024-08-13
2
galega manhosa
sério que aconteceu tudo isso ê ele não se lembra
2024-02-29
4