— BORIS! — Gritou.
Afastei suas mãos empurrando para o chão.
Andreia sorriu numa posição que deveria sempre ser sua, a única mulher que deveria permanecer ao meu lado.
Vi no rosto a confusão na mente de Anabela, tentando compreender o que está acontecendo. Os empregados e seguranças em volta confusos com minha atitude evasiva da única que sempre fez o que bem entendeu.
Andreia com ar de superioridade me encarou esperando obediência.
Retirei minha gravata ficando de joelhos envergonhado pelos olhares de todos.
— Serei o que quiser que seja.
Rindo como serpente falou bruta.
— Cachorro não fala.
— BORIS! O QUE ESTÁ FAZENDO? — Gritou Anabela tentando me retirar do chão.
— CALADA! — Gritei me afastando dela.
Virando o rosto trincando meus dentes, constrangido por estar nessa situação.
— Au! Au! — Imitei o som do cachorro.
Andreia riu como uma vilã enlouquecida pelo prazer de me ver sendo submisso.
Numa piada de mal gosto de algum Deus antigo, afim de me humilhar por ter sido um completo babaca no passado.
— Muito bem, meu cachorro. De agora em diante sempre ande atrás de mim, seja um servo e terá sua recompensa.
— Andreia por favor...
"Deixa te tocar".
Quis lhe dizer, sendo preso na garganta a minha voz.
Ela saiu pela porta deixando o ambiente constrangedor, todos evitaram me olhar nos olhos, o arrogante jovem mestre da casa se ajoelhando e latindo para uma mulher.
Nunca na minha vida me rebaixaria tão baixo por alguém.
Benedicto incrédulo estava calado tentando compreender o que está se passando da noite para o dia.
Uma mudança drástica de comportamento, me levantei do chão com mudança de ar. Andreia tem razão, conheço o futuro e vi cada um dos traidores dentro dessa casa.
— Benedicto. — o chamei frio.
Olhando para os rostos das empregadas que humilharam e prolongou o sofrimento de Andreia.
Mas, quem eu tenho ódio infinito é por Anabela que falsamente fingi se importar comigo.
— Se livre deles.
Pelo meu bater de olho, Benedicto mandou os outros retirarem as pessoas da casa, homens e mulheres que em gerações trabalhavam para a casa.
Pessoas que confiei minha vida, ouvi suas opiniões e tentei os manter protegidos. Filhos das empregadas que estudaram graças a bondade de meu pai, conseguindo beca na faculdade.
Proprietários de seu próprio terreno pelos anos dedicados a atender nossas necessidades. Porém, essas mesmas pessoas deixaram minha amada avó enlouquecer na solidão, usaram remédios para causar alucinações.
A mando do meu tio e Anabela envenenaram meu avô, essas pessoas que tanto confiei.
Claro que não saíram por vontade própria, causando escândalo pela casa fazendo minha avó descer as escadas pedindo por eles.
No entanto, Andreia mais uma vez demonstrou sua competência diante do meu fracasso. Deixando nas mãos do meu avô as provas dos crimes deles.
Em pouco tempo ela conseguiu o que em anos não fiz.
— Foi por isso que aceitou ela como minha esposa? — Perguntei para ele.
— As notas dela são excelentes, conseguiu bolsas de estudo e faz faculdade para os outros em troca de dinheiro.
— Nunca vou me comparar a ela.
— Não sei o que fez de ruim para ela, mas sugiro que peça logo seu perdão.
— Eu já implorei seu perdão.
Ele suspirou longamente dando tapas no meu ombro balançando a cabeça em negação.
Observando as pessoas irem embora da mansão com seus pertences. Foi um momento triste para minha avó ver aqueles que passaram tanto tempo ao seu lado partir.
Vendo sair da mansão xingando e amaldiçoando nossa família, mas quem lhe doeu de verdade que arrancou seu choro dolorido foi a governanta que possui a chave do armazém.
Desde a infância elas foram amigas, tratada como parte da família. Escondendo debaixo de máscara sua verdadeira intenção.
A mulher caminhou de cabeça erguida nem um pouco arrependida dos seus atos para piorar.
— Por que Rosa? — Tenta lhe tocar com tristeza no rosto.
— Deveria saber que não se pode confiar em ninguém, diferente de você tenho todas as qualidades para ser a matriarca da família. Mas... — Olhou de rabo de olho para meu vô. — Estúpidos.
Queria arrancar a cabeça do seu pescoço, porém, meu avô impediu.
— Estou indo tarde desse lugar.
— Diga, Rosa. Alguma vez me considerou amiga?
Queria impedir dela magoar minha avó, todavia, meu avô continuou me fazendo ouvir quieto.
Rosa saiu da mansão com a cabeça erguida, mas, sei que seu castigo não terminou. Está mulher foi quem judiou de Andreia, deu comida estragada e a rebaixou ao status de amante.
Também deu veneno para que sua mãe sofresse dolorosamente seus últimos dias de vida. Ela pode ter escapado da minha fúria, entretanto, jamais vai escapar do rancor de Andreia.
Respirei fundo acalmando meu nervosismo, indo confortar a mulher mais doce do mundo.
— Quando descobriram tudo?
— A noiva de nosso neto trouxe as provas.
Ela olhou com desprezo todas as notas dos crimes deles.
— O que vai acontecer com eles?
Sabendo que seu marido é alguém que não costuma perdoar, perguntou aflita.
— Como pode se preocupar com esses traidores? — Falo inconformado.
Meu avô apenas a abraçou com carinho.
— Só posso prometer que, minhas mãos ficará limpas, não farei nada. — Beija a sua testa.
Eu gritei inconformado sendo ignorado pelos dois.
— ESTÃO LOUCOS! SABEM O QUE FIZERAM? SEU FILHO, SUA NORA...
Meu avô riu de uma forma assustadora.
— Estou velho demais pra cuidar disso.
Os dois foram para seu quarto enquanto continuei paralisado no lugar.
Tendo de lidar com a única que falta colocar no lugar.
Anabela ainda continua insistindo em conversar quando não tem nada do que falar. Achando que pode me manipular como fez a vida inteira.
Na sala com as malas prontas, sentou no sofá, choramingando o tamanho do seu amor e como estava sendo injustiçada.
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Souza França
"A dominadora e o submisso". 👏👍legal!
2024-10-20
1
Souza França
exatamente!!!!🤣🤣🤣😂😂😂 um Loki da vida!!!
2024-10-20
1
Souza França
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-10-20
1