Durante minha viagem fiquei com um sentimento ruim por dentro, algo me dizendo que deveria voltar. Rodeado de várias empresários importantes, políticos, militares testando os novos project.
Satisfeitos com os modelos apresentados, mantendo minha cabeça e coração divididos.
Não sabia que durante está estádia, minha amada compreensiva noiva envenenou Andreia.
Assistindo desligar os aparelhos que mantêm sua mãe viva, sofrendo torturas psicológicas e mantida em cativeiro.
Quando sua mãe morreu, tentou me ligar, porém desliguei o telefone para fechar um negócio muito importante. Pai de Anabela, orgulhoso veio conversar comigo fazendo uma proposta do qual não dá pra negar.
Foram muitas, as tentativas no passado para ser aceito por este que vem até mim.
Senti como é ter todo o poder do mundo nas pontas dos dedos, como o líder dessa família em pedaços. Enquanto meu filho e esposa morrem pelas mãos daquela que tanto amei. Andreia sofreu sozinha quando a mãe morreu e foi cremada, até as cinzas da mãe tiraram das suas mãos.
Quando finalmente pude revisar as imagens, notei ela vagante pelos lugares como zumbi segurando uma faca contra o pescoço.
Liguei para o chefe de segurança para a impedir de cometer suicídio, porém conseguiu se ferir bastante colocando a vida em risco.
No mesmo instante, gritei com o homem pelo telefone, comprando uma passagem de urgência voltando para casa.
Corri para o aeroporto desesperado, sendo parado por ninguém menos que Benedicto. Junto com outros, pede para conversarmos.
— Depois do que passei para livrar dessa vida, você volta?
Sentamos numa lanchonete no salão do aeroporto.
Benedicto retirou várias fotos de um envelope colocando na mesa, contratos assinados pela letra de Anabela. Gravações de vídeo entrando num motel com meu tio, haviam tantas provas que não sabia de onde começar, doendo em descobrir que ambos foram responsáveis pela morte dos meus pais.
— Essa foi a chance que encontrei para retribuir o favor.
Chorei como uma criança, com coração apertado, fotos de Andreia e os motivos para esse casamento forçado.
Rastros de veneno no corpo do meu velho, a loucura de minha avó que sem piedade teve de ouvir da própria boca do filho seus crimes.
Tudo que Andreia tentou fazer para os salvar, como tentou livrar nós dois desse pesadelo. O pior foi o sofrimento que passou após minha viagem de negócios. Entrei no avião pedindo um último favor a Benedicto, pedi pra me ajudar a derrubar os dois.
Cheguei no país três horas depois do meu embarque,
Anabela esperava por mim com o ar de alguém que conseguiu o que desejava, seus irmãos ao seu lado junto com meu tio.
Eles sabiam do meu encontro com Benedicto, suspirei deixando a mala no canto.
— Anabela. — Disse seu nome com dor.
— Nunca deveria ter me trocado. — Diz com arrogância.
Os próprios homens que contratei me cercaram por trás, contendo de joelhos perante eles. Andreia numa camisola fina, vindo com outro segurança a forçando ficar do meu lado. Seu pescoço estava com um curativo mal feito, vi em seus olhos a morte.
Pálida, fraca, sem vida no olhar, tento tocar sua mão, sendo chutado pelos pés de Anabela.
— Deixa ela ir. — Abaixo a cabeça implorando.
— PEDE POR UMA MERETRIZ! AMA ELA TANTO ASSIM?
Anabela gritava em ódio, sacudindo meu corpo violento.
— Deveria ter ficado quieto como havia mandado. — Ri, meu tio.
— Confessem seus crimes, mataram meus pais.— Falo confrontando seus rostos.
Anabela recuou assustada, colocando as mãos na boca desaparecendo a cor.
Tudo isso começou anos atrás, pelo cego amor que tive por ela.
— Não foi ele. — Anabela diz tristemente — Fui eu.
Ficando do lado do meu Tio, o beijou na minha frente, revelando aquilo que todos sabiam, menos eu.
— Se eles tivessem ficado quietos, nada daquilo teria ocorrido.— Continuou falando com a voz mais arrogante desaparecendo o susto do momento.
— ANABELA! — Grito Incrédulo, tremendo ódio, mal conseguindo manter minha respiração.
— Garoto tolo, quem acha que a colocou do seu lado? — Fala rindo.
— Tem o dobro da sua idade. Por que ela ficaria contigo? — Em estado de negação, falo ainda querendo encontrar fagulhas de sentimentos.
— Disse que não podia me salvar. — Fala pegando a arma da cintura do velho.— É uma pena ter que matar essa mulher — Toca no cabelo de Andreia.
Fico em fúria, me movendo para impedir de tocar.
— NÃO TOQUE NELA! VOU TE MATAR! VOU MATAR TODOS VOCÊS!
— Havia lhe tido tantas vezes para se livrar do seu tio, porém nunca me ouviu. Esse é o preço que se paga em confiar nos outros. Ela não precisava morrer junto com você, mas, me irrita saber que me rejeitou por essa coisa.
Começo a rir da situação patética.
— Acha que vão assumir a liderança? Nunca vão ocupar essa cadeira, isso posso garantir.
— Besteiras. Está desesperado? Implore e talvez possa lhe deixar vivo.— Falou com arrogância, meu tio.
Meu coração bombardeia forte, minha respiração sufocou querendo derramar lágrimas de sangue. Por tanto tempo amei Anabela, tivemos muito mais do que uma relação física. Fomos cúmplices, parceiros de crimes, a retirei da sua casa devido aos abusos dos seus pais.
Lhe sequestrei quando tentaram vender para um milionário, sempre cobri seu corpo com jóias e as finas roupas da nova coleção da estação.
— Anabela realmente não deve confiar em ninguém.
Do lado esquerdo da posição de minha cabeça, o tiro atravessou percorrendo em direção ao estômago dela. Meu tio com medo puxou seu corpo para se proteger covardemente. Chovendo balas em todas as direções acertando nos traidores, ele fugiu utilizando os outros para sair vivo do local.
Fugindo do tiroteio correndo na direção do seu carro, entretanto, Benedicto o impediu atirando na sua cabeça.
Pareceu o final perfeito para todos, no entanto, havia machucado demais a única pessoa inocente disso tudo. Anabela tentou atirar em mim, mas aconteceu que foi morta no processo caindo sua arma aos pés de Andreia que está incrivelmente quieta.
Por todos os lados estavam corpos pilhados, homens gemendo e sangue, o que me distraiu por meros segundos atenção de Andreia.
Ela pegou a arma apontando para meu rumo, mudando toda a expressão do rosto contorcendo de puro ódio. Só consegui pensar no nosso bebê que carrega, pedindo para todos saírem.
— Sinto muito.— Ajoelhei no chão.
Trêmula e chorando, ruge em ódio.
Gritando estérica.
— Atire se isso acalmar seu coração, mas por favor não machuque-se está carregando nossa criança. — Imploro.
Encostando a arma na minha testa, gritou numa raiva de estremecer o chão.
Benedicto entrou para tentar acalmar a situação recebendo tiros na sua direção, escapando por pouco da morte. Ele descobriu o plano do meu tio em seu novo trabalho numa boate noturna.
Não queria acreditar que minha mulher havia me traído todos os acidentes provocados por sua ganância. A morte de meu avô por suas mãos, enquanto cego descontei minha fúria na mulher errada.
Afastei dela tentando reencontrar o amor que sentia, pensei em lhe perdoar depois de ouvir suas razões, nesse meio que vivemos uma família como a nossa temos de cumprir o desejo dos outros, mesmo que seja
passando por nossos sentimentos.
Tentei justificar suas ações, pensei que ela ficaria bem, talvez pudesse continuar cuidando das duas mulheres.
Por minha fraqueza acabou deixando matar a mãe da Andreia abrindo um buraco gigante no seu peito de trevas.
— Faça.— Fecho os olhos.
Pelo menos consegui vingar a morte dos meus pais, nesse sentimento de tranquilidade quero morrer em paz, longe de ódio, espero o barulho do tiro pronto para deixar esse mundo.
Bam!
Ouço o barulho, mas não sinto dor, nada mudou, então abro os olhos, assustado com o corpo sem vida de Andreia, sobre meus joelhos, seu sangue sujando minha roupa, seus olhos ainda estavam cheios de lágrimas.
Gritei pegando seu corpo que endurece, abraçando pedindo para voltar. Chorei, beijando sua testa implorando perdão.
Desesperado por todas as coisas cruéis que fiz, cada palavra que lhe feriu, os choros que arranquei impiedosamente vindo a culpa engolir meu espírito.
Implorei por perdão por tornar a experiência de ser mãe num pesadelo, retirado a esperança de ser amada, tudo para manter do meu lado levando retirar sua própria vida.
Desse egoísta que só percebeu o amor que sentiu após lhe perder. Um homem tão poderoso não poderia se humilhar atrás de uma mulher, então lhe tirei tudo para voltar.
E por isso não mereço viver.
Com a mesma arma que tirou sua vida, atirei contra minha cabeça.
Benedicto ainda corre para tentar retirar a arma, mas é tarde demais para me salvar.
Levado pela culpa, num tormento provocado pelas más decisões que tomei em meu caminho. A dor foi reconfortante fechando meus olhos em paz sendo guiado para uma luz, mas este não foi meu final.
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Alessandra Torres
amiga o que tá acontecendo não estou entendendo nada desa história
2024-09-02
1
Marianna Cantanhede
até agora não tô entendendo essa história nada ver
2024-08-02
1
Ana Lúcia Souza Rocha
história sem noção fui
2024-07-26
1