Toda a semana devo tirar um tempo para encontrar com minha noiva que está sempre com o olhar perdido entre as nuvens.
Passamos nossas pequenas horas passeando ou andando lado a lado sem muitas trocas de palavras. Acabei por conhecer cada movimento do seu rosto, toda vez que se sente coagida aperta as mãos movendo freneticamente, se não gosta de algo franze a testa, porém não é do tipo que reclama.
Sente-se insegura perto de mim, devo parecer um sujeito ruim em seus olhos. Diferente da autoridade nos olhos de minha amada, sabe exatamente como me manejar.
Odeio o fato de me casar com uma mulher tão fraca. Nesse mundo onde vivo será arrastada para o inferno. Olhar para sua refinada roupa, gestos tão simples, a bondade que demonstra para com os outros é algo diferente do que estou acostumado.
Faz-me sentir ruim, sempre estive cercado por seguranças numa mesa grande vazia comendo as melhores comidas feitas por grandes chefes de cozinha, com idade de 13 anos assumi a responsabilidade de um grande negócio. Liderei grupos de assassinos, matei empregados mandados para me aniquilar.
O rosto despreocupado dela enquanto mexe a xícara de chá na sua frente, faz sentir que estou manchando um coelho branco. Seus belos cílios se movimentam delicados sobre a luz que reflete como um vasto oceano claro.
Não sei nada sobre sua vida e nem quero conhecê-la, entretanto nesses tempos que estamos a sós tenho sentido próximo.
— Senhor, telefone. — diz o segurança.
Me levanto da mesa, a deixando sozinha, pegando o telefone.
— Está com ela? — Anabela.
— Sim. — Acendo um cigarro, soprando a fumaça para longe, da mesma maneira que devo manter essa mulher.
— Seu avô acabou de me retirar do meu cargo.— Diz com voz de choro.
— Ele está louco se acha que ficarei quieto! — Grito.
— Estou com raiva, meu amor. Sabe que nunca quis machucar sua noiva, porém ela quer se livrar de mim. Seu avô fez isso por ela, ao pedido dela.
— Não diga mais nada. — Desliguei o telefone.
“Essa manipuladora! É, por isso, que está sempre quieta perto de mim”. Penso.
Voltei para dentro, explodindo de ódio, achei que era um coelho puro branco arrastado para essa situação. Quis evitar seu sofrimento, pensando que ambos somos vítimas, no entanto, estava errado.
Na mesa, com os olhos sempre entristecidos conseguiu me enganar, furioso bati com toda a força do punho no pedido que o garçom acabará de deixar.
Esmaguei o bolo que sujou suas belas roupas quebrando o fino prato.
— Não passa de alguém que estou comprando por conveniência, se sabe seu lugar, viva como se estivesse morta. — Lhe ameacei.
Meus homens trouxeram pano e limpei as mãos que se sujaram, ela continuava quieta no seu lugar sem falar nada, no teatro de ser indefesa, quando tem o homem mais poderoso do país do seu lado.
Aquilo fez perder a cabeça, então derramei meu chá em sua cabeça, por sorte estava frio.
— Nunca lhe verei como minha esposa.
— Boris. — Chamou, meu fiel cão de briga.
— Você tem muito sorte. — Fui embora, descontente.
Todos no restaurante se surpreenderam pela cena, deve ter sido a primeira vez na vida que passou por uma grande humilhação. Porém, no momento que encolheu os ombros de medo, quis lhe consolar e pedir por seu perdão. Caminho para fora do local para fugir desse nó na garganta que está se formando.
Preferia que gritasse ou implorasse perdão, mas ela se conteve mordendo os lábios em mágoa como se estivesse lhe coagindo.
Esse papel de vítima não cai bem em alguém que vem do mesmo mundo sombrio.
— Benedicto. — O chamo.
— Diga mestre.
— Ela está bem? — Tampo o rosto em agonia por me preocupar com ela.
— Felizmente o chá estava frio, mas peço que tenha cuidado ou ela poderia ter saído lastimada.
— Leve-a para casa.
— Infelizmente não poderei cumprir com essa ordem.
— Me dê um bom motivo.
— Ela já não se encontra no local, também pagou a conta e pegou um táxi.
Por um momento havia esquecido que também tem dinheiro. Sendo a filha de uma família poderosa como dela, dinheiro é o menor dos seus problemas.
— Vamos para casa. — Disse assinalando para o motorista.
No caminho vi minha noiva adentrar um ônibus lotado de passageiros. Imediatamente pedi para parar o carro e desci atrás dela, não sei o porquê de lhe seguir.
No fundo, quero encontrar algo do qual possa me livrar da culpa para lhe castigar. Numa parada de ônibus perto do hospital de câncer, ela desceu.
Meu coração estava batendo forte, por pensar na possibilidade dela estar doente, isso justificaria a mudança do seu comportamento. A mulher entrou num café de frente escolhendo cheia de simpatia um pequeno bolo. Me sinto patético por imaginar estar doente, ter ficado preocupado com ela, então fui embora rindo da minha burrice.
De volta em casa, entrei no escritório do meu avô sem bater na porta gritando de ódio.
— COMO PODE FAZER ISSO?
O médico parou o exame, recolhendo seus pertences com uma expressão nada amigável para mim.
— Mestre, por favor evite aborrecimentos. — Falou o doutor com arrogância.
Meu avô riu, sinalizando para sair, o doutor respirou fundo terminando de fechar sua maleta indo embora do escritório.
— O que este arrogante estava fazendo aqui? Está doente? — Pergunto preocupado.
— Doutor Harry tem cuidado há anos de minha saúde, trate-o bem.
— Não gosto dele. Anabela...
Ele me interrompe
— Sempre essa mulher. — Suspira.
— O senhor gostava dela, o que mudou? — Pergunto aflito.
Respira fundo o velho.
— Saia, preciso descansar.
— POR QUE ESTÁ ESTRAGANDO MINHA FELICIDADE? ESTOU FAZENDO O QUE QUER, MESMO ASSIM ESTÁ TENTANDO A TIRAR DE MIM!
— Boris, saia.
— QUE DROGA! NÃO FOI O SUFICIENTE PERDER MEUS PAIS?
— BORIS!
Tive de calar dado as tosses intensas do meu avô. Fiquei ao seu lado, acalmando sua crise pela primeira vez, com medo de lhe perder.
— O senhor realmente está bem?
— Vá.
Nem nesse momento deixa de ser o arrogante mestre da família. Sai Irritado do escritório para meu quarto, culpando ainda mais minha noiva.
O dia do casamento finalmente chegou, todos das duas famílias compareceram. A família da noiva, cheia de arrogância, compareceu com sofisticação, olhando para os demais como se fossem governantes, o filho mais velho da família numa prepotência com os demais coagindo as empregadas inocentes da festa, acompanhado de duas famosas no ramo da música; do lado do seu pai uma bela jovem cujo deixou todos de queixos caídos com joias da cabeça aos pés. Parecendo mais com a descrição feita da noiva, achei estranho como ela se encaixa perfeitamente na pesquisa.
O luxo dela me fez ficar intrigado, unhas perfeitas de alguém que sempre está no salão, cabelos bem hidratados e a pele de mil produtos utilizados. Além da soberba em seu olhar de serpente para as demais, com comentários afiados, igual faca.
Desconfiado com as informações, fui atrás da única pessoa que poderia dizer nesse momento que estou errado:meu avô.
— Com quem estou casando? — Entrei no seu aposento sem bater na porta.
— O que está perguntando à poucas horas de seu casamento? — Disse arrumando seu paletó com a ajuda do alfaiate.
O alfaiate continuou arrumando seu elegante traje, ignorando minha presença.
— Estou falando sério! — Bati numa mesa próxima fazendo alto barulho.
Meu avô fez sinal para o homem sair, ele se curvou deixando nós dois a sós. Com a atitude de sempre, o velho pegou a garrafa de whisky colocando um pouco para tomar.
— Está se casando com Andrea Ndrangheta.
Este sobrenome é conhecido por todo o sub-mundo, os bandidos mais perigosos conhecem o grupo que quase dominou a Itália inteira. Eles conseguiram estabelecer o comando na Itália, após a operação da polícia contra a Camorra e a Cosa Nostra nas últimas décadas. Suas operações abrangem todos os continentes do mundo e faturam cerca de US$ 60 bilhões por ano com base em uma das regiões mais pobres da Itália.
“ Uma família tão poderosa entregando sua filha criada com mimos para outra facção: tem algo de errado!” pensei.
— Por que eles iriam querer negócios conosco? — Confrontei meu avô.
— Perderam muito dinheiro com o negócio do filho mais velho e querem recuperar seu dinheiro rápido.
O velho nem se deu ao trabalho de formular uma boa resposta.
— Entregando a filha mimada? — Continuei o pressionando.
— Vejo que confundiu sua noiva, vai se casar com a caçula da família. — Sentou na sua mesa.
— O que quer dizer com filha caçula? — impaciente no próximo.
— A filha ilegítima da casa.
— Uma filha ilegítima? Está louco, velho! — Quase grito com ele, de tanto ódio que senti.
— Ela é mais do que uma bastarda, logo conhecerá seu valor. — Disse tranquilamente.
Me surpreendeu o fato dele aceitar uma garota que não tem sangue puro na família, vivemos presos em tradições antigas do qual levou meus pais à morte. Agora simplesmente está quebrando todas as regras, me trazendo uma noiva indigna. Será esse seu castigo por amar Anabela?
— ESTÁ ME HUMILHANDO COM O CASAMENTO RIDÍCULO! — Gritei sem paciência. — Sabe como todos valorizam o sangue nobre que corre nas nossas veias, somos herdeiros legítimos de barões, nobres desde nosso nascimento. Não vou me casar com alguém de baixo nível.
— Vai se casar com quem eu ordenar!
— TENTE ME OBRIGAR!
— Anabela sofrerá consequências no seu lugar, não precisa lhe ferir diretamente.
— DEIXE ELA FORA DISSO!
— O casamento deve acontecer se não a quiser ver casada com seu tio.
— O mato antes que possa sequer pensar na palavra casamento.
— Foi você que exigiu uma mulher pura, agora terá sua esposa totalmente virgem! Não crie caso há poucos minutos do casamento.
— Não pode me obrigar a casar com alguém tão inferior! Serei piada entre meus homens!
— O acordo está firmado! Cumpriram todas as exigências e não podemos retroceder.
—É RIDÍCULO TER UMA GAROTA INVÁLIDA COMO MULHER!
— Seja como for, terá de lhe suportar.
— Nunca vou me esquecer dessa humilhação. — Sai do local batendo a porta detrás de mim com toda a força.
Estava furioso por ser obrigado a casar com alguém tão inferior. Sequer olhei para seu rumo durante toda a cerimônia, na troca de anéis lancei o anel no chão para ela pegar.
Ela é tão inferior que se abaixou para pegar, nenhuma mulher de alto valor se abaixaria diante de grande humilhação. O gesto me irritou tanto que pisei em suas mãos, ela conteve a dor mordendo os lábios enquanto dos olhos saiu lágrimas.
— Por que continua abaixada? — Lhe disse com arrogância.
Anabela com seu coração enorme afastou meu pé.
— Está se machucando! — Disse zangada comigo ajudando a mulher.
— Está ferida? Deixe-me ver suas mãos. — Pega a mão dela examinando o local.
Seu pai se levantou irritado, achei que iria defender a filha, mas estava enganado. Furioso começou a gritar.
— Terminem logo a cerimônia! Já teve atraso demais!
Ela o olhou suspirando pesadamente virando para frente com a mão vermelha segurando o buquê forte.
— Coloque a aliança em seu marido. — Disse o padre.
Ela colocou o anel no próprio dedo, logo pegando o anel para colocar no meu. A troca de aliança terminou e senti mais nojo da situação.
— Pode beijar a noiva. — O padre disse terminando a cerimônia.
Fiz expressão de ódio me virando, indo embora fazendo todos gargalharem. Deixando a mulher sozinha no altar.
— A cerimônia foi completada, não vou beijar essa coisa. — Resmungo alto para todos ouvir.
O padre não soube o que dizer, querendo me deter. Ouvi algumas mulheres lamentarem pela noiva, outras rindo e no meio da multidão um olhar de alguém desconhecido pairando cheio de ódio para mim.
Senti o seu desejo de me matar, o ódio queimando do seu corpo que fez travar no meio do caminhar. Só consegui me mover de novo quando seu olhar mudou a direção para ver minha esposa no altar.
Sou um homem de negócios sombrios, envolvidos em sujeiras diversas, presenciei várias mortes, matei e torturei, portanto, nunca senti medo de ninguém como por meros instantes ocorrido numa fração de segundos.
Anabela foi atrás de mim pedindo para não estragar tudo, nesse momento brigamos feio por está fora de mim com ridícula situação.
A mulher que amo pedir para voltar, onde está a esposa que não escolhi.
— Você não está triste? Não sente nada, vendo me casar com outra!— Sacudi seu corpo com raiva.
— Claro que sinto! Sei que não a ama, por isso estou controlando meus sentimentos. Nesse momento precisa voltar e demonstrar um pouco de respeito para com a família da noiva. — Ela se afastou da minha mão, preocupada com a posição que irei ocupar.
— Eles me enganaram! Mandaram uma filha ilegítima para me casar! — Grito com ela.
— É isso importa? Você nunca lhe tocará! — Exalta a voz.
— As coisas não são como planejei! Meu avô quer a confirmação dela ter perdido a pureza.— Frustrado, ando de um lado para o outro.
— Aquele velho asqueroso! Quanto mais pretende nos torturar? — Diz franzindo o rosto.
— Anabela, por você abandonar tudo, vamos embora, começar uma nova vida! Será difícil no começo, mas pelo menos estaremos juntos.
— Não é justo perder tudo que lutou a vida inteira.
— Você sempre coloca meus interesses acima dos seus sentimentos, não é justo conosco.
— Seremos felizes depois do velho morrer, serei paciente até o dia que possamos ficar juntos.
Suas palavras eram tão doces que acalmou meu coração. Estava feliz de ter a mulher mais compreensiva do mundo ao meu lado.
Voltamos para o salão onde sentada minha esposa permanece quieta sobre os risos de várias famílias poderosas.
Ela deve me odiar por ter lhe humilhado várias vezes nesse pouco tempo juntos. Sento na cadeira do seu lado bebendo um monte de vinho para conseguir lhe tocar.
O que lhe deixa estressada, vejo como amassa o belo vestido que deveria ser de minha amada mulher nesse corpo horrível.
Subo vendo um pouco da pele clara do dorso do pulso e os pingos de água escorrer. Acho que chegou ao limite, fico satisfeito vendo que está há sofrimento, não é justo que só eu tenha que passar por isso.
Fico esperando que se levante e começa a gritar pelo modo injusto que estou lhe tratando, no entanto, ela morde os lábios abaixando a cabeça para esconder seu rosto choroso. Bêbado, frustrado, com o pior dos sentimentos, ergui minha mão batendo em sua face.
— Não pense que terei pena de alguém que ousou me enganar para ter um bom casamento. — Digo friamente para a mulher que continua de cabeça baixa.
— BORIS! — Grita meu avô.
Me retirei do local dado a cena causada e os constantes gritos de meu avô que está pregando um sermão na frente de todos os convidados.
A imagem dela suportando tudo para manter esse casamento faz com que se sinta patética, o tipo de mulher que mais odeio. Sempre odiei mulheres fracas que deixam sua família lhe dar ordens, vivendo como cadáveres na sociedade, esperando ser salvas ou grudando nas calças de seus maridos para conseguir viver.
Ferve meu sangue sempre que encontro com esses tipos que sequer tem força de vontade dependendo dos outros para tudo.
Justamente minha esposa tinha que ser a figura que mais odeio. Quando meus pais eram vivos, minha mãe tinha uma posição mais alta que meu pai, ela era forte.
Nunca deixou emoções de piedade, atrapalhando seus negócios, cobrando cada centavo que seus credores lhe deviam. Caso o credor fugisse, foi atrás da família para os fazer pagar. Ela era uma líder implacável, cheia de audácia, força e poder.
Tive de ver mulheres chorar implorando para poupá-las pelas suas escolhas erradas, em se comprometer com homens ruins. Senti nojo de como elas abaixavam suas cabeças chorando por algo que não seria mudado com lágrimas.
Odeio fracos perto de mim, uma lição dada pela pessoa que mais admirei na vida. Se meu pai não fosse fraco, minha mãe não teria morrido.
Ele não quis agir contra os irmãos que acabaram causando sua morte num acidente de carro.
O caso foi abafado pelos melhores mediadores do meu avô, porém sei da verdade.
Essa mulher não vai se tornar meu espinho, vou garantir isso, nem que seja infernizando cada segundo de sua vida. Obterei minha vingança contra a família que destruiu meus pais.
— Boris. — Chama do outro lado da porta a voz suave de Anabela em preocupação.
— Entre, meu amor.
Seu rosto recusa a olhar o meu, permanecendo perto da porta apreensiva.
— O que houve? Está chateada pelo casamento. — Digo esperando que seja essa a resposta.
— Boris deve ir consumar seu casamento.— Seu rosto está para o lado, mordiscando os lábios em agonia.
Ouvir de sua própria boca para consumar algo que não escolhi, foi verdadeiramente frustrante. Derrubei uma mesa inteira no chão possuído de raiva, então caminhei na sua direção, Anabela se encolheu e passei por ela.
Me dói saber que conhece tão pouco de seu homem.
Parei meu andar na porta que parecia prisão antes de entrar. Precisei respirar um pouco de ar puro, não importa qual tipo de mulher seja, sua presença é repulsiva para mim.
— Está acordada? — Disse do lado de fora do quarto.
Como não respondeu, entrei no quarto, vendo-a encolhida no canto da cama segurando uma faca.
— É inútil lutar, assim que vamos acabar logo com isso. — Acendi meu cigarro, sentado na poltrona à frente.
Fiz sinal para meu homem adentrar das sombras, meu único melhor amigo de infância, em quem poderia confiar essa tarefa.
— O... O quê! O que significa isso? — Sua voz treme em medo.
Fiquei tranquilo virando de costas, ignorando completamente o medo na voz, seus olhos de pânico, às mãos grudadas nos lençóis trêmula.
— Jamais vou tocar em um corpo imundo como o seu. — Falei com ódio.
Benedicto, o jovem acolhido das ruas por meu pai no passado, tirou seu paletó para completar o meu serviço.
— Senhora me perdoe. — Diz Benedicto subindo na cama.
Ela olha no meu rumo cheia de lágrimas em súplicas, aticei as chamas da lareira, ouvindo as lamúrias da mulher que tenta escapar.
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Souza França
maldito desgraçado 🤬🤬🤬🤬🤬
2024-10-20
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Souza França
claro idiota, a posição de regalias e fortuna que pode desfrutar é mais importante!!!
2024-10-20
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Souza França
🐕 preconceituoso😡🤬babaca otário!
2024-10-20
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