Não quis ouvir ninguém, gritei para meus homens trazer Benedicto. Havia esquecido que estava morto, meu amigo morreu por minha tolice.
Anabela estava com medo por beber descontrolado, tendo ataques de raiva, jogando a bebida do copo na direção de quem se atrevia adentrar no escritório.
Três dias de sufoco para todos, piorando com a chegada da carta de divórcio. Senti borbulhar em lava o sangue do corpo, escorrendo das narinas fumaças da raiva intensa.
Divórcio, significa perder tudo que construí e isso não estou disposto deixar acontecer. Ela estava enganada achando que sairia dessa forma da minha vida.
Reuni todos os sub-líderes da máfia, chefes das gangues menores e até políticos e juízes importantes, comprados pela ganância.
Conseguindo bloquear todas as contas da casa do meu tio, fechando todas as oportunidades de emprego tanto para Andreia quanto para seu amante.
Descobri a doença da sua mãe e impede seu tratamento, ameaçando fechar o hospital. Fui atrás do seu pai, exigindo suas propriedades, as quais foram compradas pela venda dela.
Deixando totalmente presa na minha mão, incapaz de escapar novamente, forçando a voltar para mim.
Então esperei tranquilo, fumando meu cigarro em casa com um chicote nas mãos.
Quanto mais ela resiste, mais lamentável se torna.
Como esperado, a família do seu amante foi os primeiros a comparecerem na minha porta. Obrigando seu filho se ajoelhar perante meus pés pedindo perdão.
— Ele ainda é imaturo, mas, isso nunca mais vai se repetir. — Diz o pai dele.
Subiu na garganta o prazer, satisfeito em vê-lo suplicar para não estragar sua carreira.
— Seu filho, roubou minha mulher, não tenho pretensão de perdoar.
— FALA LOGO O QUE QUER, SEU DOENTE! — Ele grita furioso.
Seu pai acertou um soco no seu rosto para minha alegria, saboreando cada instante do seu sofrimento.
— FICOU LOUCO, SEU ESTÚPIDO! COMO PUDE TER UM FILHO TÃO IDIOTA? ROUBAR A MULHER DE OUTRO HOMEM!
— Foi ele que roubou minha noiva!
Comecei a rir por ser verdade, ouvir isso, foi a melhor sensação do mundo.
— De fato, roubei sua mulher, seu emprego e sua carreira. — Aproximei dele que está com o rosto surpreso olhando Incrédulo. — Isso significa poder.
Ele abaixa o rosto apertando os olhos e as mãos da forma que queria ver.
— Por favor, pare.
Seu pedido foi um troféu maravilhoso no meu ouvido.
— Só tem uma maneira de perdoar, até devolvo seu emprego numa posição melhor do que estava. — Viro sentado na minha poltrona. — Traga minha esposa de volta.
" Sim, faça mais desse rosto. "
O olhar dele para mim foi tão gostoso que não pude conter meu sorriso.
— Você é um demônio. — Disse caindo lágrimas.
— Levem os dois para fora.— Ordeno meus seguranças.
Meus seguranças levaram para fora, enquanto ouvia os gritos do velho com o filho para fazer o que fosse necessário.
Respiro aliviado como se um peso tivesse saído de cima de mim, pois sei que ele fará Andreia voltar.
— A ama? — Resmungo, rindo em deboche. — Ninguém te ama, tola esposa.
Anabela veio preocupada comigo por estar há vários dias sem controle, sentando no meu colo, puxando para um beijo que não está saboroso como antes.
Percebi que seu cheiro de fragrância de luxo, me repulsa e os lábios sedutores são sem graça. A empurrei do meu colo levantando da cadeira, inconformado como sinto falta daqueles lábios trêmulos aos meus, a pele de seda que toquei, subindo uma raiva por pensar que outro a tocou.
— Maldição! — Gritei.
— Boris, querido. — Anabela veio acarinhando à procura de calor. — Vem para cama, comigo. — Beija no meu ombro, deslizando suave no meu abdômen abrindo os botões da calça.
Afastei novamente, numa repulsa estranha, pensando no rosto de Andreia ao ser obrigada a me servir dessa maneira.
Irritada, Anabela gritou ofendida.
— O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM VOCÊ? DEIXOU DE ME AMAR? DEPOIS DE TUDO QUE PASSEI PARA FICARMOS JUNTOS?
Olho para seu rosto choroso, sentindo o pior dos homens, beijando seus lábios com um sabor horrível na ponta da língua. Forço meu corpo lhe desejar, mas, tudo que pude pensar era na mulher debaixo de mim, pedindo pra ir devagar enquanto sigo rápido meus movimentos, torturando seu corpo num prazer intenso.
O rosto que me faz chegar ao clímax é daquela que odeio e agora escapou.
Estava faminto, preciso obter de volta, à qualquer custo, a minha refeição.
Depois do prazer dado para Anabela, deixei descansando no quarto, levanto indo procurar o cheiro que está se perdendo da casa.
Daquela maldita que me enfeitiçou.
Só conseguindo dormir na cama, onde lhe possuía todas as noites.
Anabela, percebendo que havia sido deixada, foi atrás, vendo dormir na cama de outra num ciúme descontrolado. Evito discutir, a expulsando do local, deixando a porta trancada.
Tirando da gaveta a única foto que tenho da minha esposa.
— Quando voltar vou me certificar de lhe manter trancada.
Confesso, estou louco, obsessivo por ela.
Não sei quando comecei a ter essa estranha obsessão, quando seu toque e choro passou me domar.
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Alessandra Torres
esse homem é o Satanás kkkk
2024-09-02
2
Rosângela Costa
História idiota!
2024-06-21
2
Aurora Casado
Aí que horror essa história.
2024-06-04
0