Henrique e Júlia levantaram da cama na mesma hora. Não sabiam se era Dinamite que estava voltando ou outro problema sério, mas a cara de Janaína esbanjava desespero, até mesmo podia se ver algumas lágrimas querendo escorrer de seu rosto.
— O que foi? Fala logo. Em vez de drama deveria falar logo. Esse suspense todo para nada? — Júlia estava agitada. Tinha medo que seu pai pegasse Henrique por um erro dela e ele acabasse em uma cova rasa, sem sequer saber quem realmente era.
— Eu estava respirando. Desci uma ladeira correndo. Você esperava o quê? Quando eu vi no grupo da galera o que estava acontecendo. Eu corri para ver. Me dei conta que a única pessoa que pode mudar ou ajudar estava na caminha casa. É você, Júlia. — Janaína disse ainda ofegante. Não sabia se respirava ou falava. Os dois eram urgente da mesma forma.
— Quê? O que diabos está acontecendo? — Júlia perguntou procurando seu celular, mas não fazia ideia de onde havia o deixado. Enquanto Júlia procurava o celular, Janaína conseguiu se acalmar.
— Você precisa ajudar Viviane. Seu pai descobriu que foi ela que comprou as drogas que você usou. Assim que saiu daqui passou na casa do vendedor, que confessou rapidinho que havia vendido para Viviane, não para você. Ele jurava que poderia sobreviver a punição, mas esqueceu que mexeu com você. É o tipo de infração que seu pai não perdoa e mandou arrastar ele para as ideias. No caminho, passou na casa de um dos caras que Viviane pega. Ela estava lá. Dormiu depois do fluxo. Arrasou ela usando apenas uma camiseta para as ideias. Eu tenho quase certeza que seu pai vai matar os dois. Você tem que impedir isso. Viviane é uma vaca, não presta para nada, mas é nossa amiga de infância. Mesmo com seu gênio terrível, ainda assim, ela é uma ótima amiga. Não deixa ela morrer. — Janaína tremia. Não conseguia imaginar a possibilidade. Se questionava como uma festa poderia render tanto problemas.
— Merda! Esqueci como meu pai é completamente surtado. Como não tem coragem de me punir, mesmo sabendo que o erro foi meu, vai procurar um bode expiatório. — Júlia disse indo em direção da porta.
— Espera, Henrique já está aqui? Não o vi entrando... Espera! Essa não é a roupa que você estava onde? Que!! Sério! Vocês passaram a noite juntos? Pensei que entre vocês só existia ódio, mas era apenas tensão sexual. Adorei! — Janaína brincou ao notar a situação.
— Cala boca. Vem comigo. Não temos tempo para suas besteiras. — Júlia falou puxando a amiga pela camisa.
— Sério! Você é assustadora. — Janaína gritou enquanto era puxada para fora.
— Cala boca. Tu fala demais. Vamos salvar aquela piranha de se tornar peixe frito. — Júlia disse antes de fechar a porta e correr em direção ao galpão onde eram julgados os erros e as punições.
Henrique sentou na cama, pensando sobre tudo que havia acontecido da noite de ontem até aquela manhã. Era informação demais para digerir. E estava com mais medo ainda de Dinamite descobrir o que ele e Júlia haviam aprontado, agora era certo, Dinamite não punia a filha, mas aqueles ao redor dela.
— Hey, cara. Que tal uma praia? — Vinícius disse entrando no quarto.
— Sabe que tem uma Viviane indo ser castigada, né? — Henrique questinou percebendo a despreocupação de Vinícius.
— Não vai acontecer nada com ela, mas sim com o traficante. Dinamite é assim, é a forma que ele pune Júlia. As escolhas dela não tem consequências para ela, mas para as outras pessoas ao seu redor. Como ele sabe que ela vai se importar mais com os outros do que consigo. É a forma dele mandar o recado para ela. E como Júlia foi para lá. Tenho certeza que nada vai acontecer. Se ela demorasse ou não fosse, Viviane ia levar uma surra, mas ela sabia que isso poderia acontecer. Não é a primeira vez. — Vinícius explicou. — Então, vamos à praia? As meninas devem logo chegar. Passei a noite ouvindo sermão de Janaína e tentando me desculpar. Preciso ao menos de uma praia para acalmar meu ânimo.
— Vocês são confusos. — Henrique disse se levantando. Parecia uma boa ideia de Vinícius uma praia. E uma forma de ganhar a confiança de outra pessoa.
— Na verdade, é bem de boa. Temos um relacionamento não-monogamico. Colocamos algumas regras. Não posso pegar figurinha repetida, somos a prioridade um do outro, não podemos ficar com pessoas quando o outro está no lugar. — Vinícius explicou.
— E isso realmente funciona? — Henrique perguntou curioso. Para ele, mais pareciam dois cornos confirmados.
— Vamos para praia. E eu te conto se funciona ou não. Perdi meu rolê de ontem, mesmo que ela queira ficar novamente, não posso, é contra as regras. Quero faturar na praia. Ao menos é certeza que Janaína não vai descobrir. Não tem erro. E aí, vamos? — Vinícius sugeriu.
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Socorro Maria
kkkkkk todos loucos /Facepalm//Facepalm//Facepalm/
2024-10-02
0
Joselia Freitas
Está gente são malucos 😁😁🤣🤣👏💋❤️🌹💕💗🌺
2024-01-06
2
Edna anjos
E povo doido
2023-06-06
2