Enquanto Janaína e Vinícius bagunçavam os lençóis do quarto de hóspedes, Júlia se preparava para tomar banho. Escolheu uma roupa mais leve, não tinha qualquer intenção de sair de casa. Quando estava passando para o banheiro, o homem deitado em sua cama chamou atenção.
— Se eu disser a todos o verdadeiro motivo que te salvei, tenho certeza que ninguém ajudaria. Você parece tanto com alguém que eu amei loucamente. Até procurei a tatuagem no seu pulso, aquela que fiz combinando com ele, mas como esperado, você não tem. Espero que você sobreviva. Sinto que se algo acontecer, sentirei a morte dele duas vezes. A vida não é nada justa, sabia? — Júlia confessou segurando a mão daquele desconhecido, ela não conseguiu conter as suas lágrimas. — Ahhhh! Só posso ter enlouquecido. Isso não faz qualquer sentido. Vou tomar um banho e esquecer tudo isso. E você, não morra! Faça o favor. E nem invente nada que faça eu te matar. Vou ficar bem puta. Arranjei problemas suficientes tentando te salvar.
Júlia colocou a mão do homem com cuidado na cama e partiu para seu banho. Colocou uma playlist agitada para mudar os seus pensamentos. As lembranças daquela pessoa, traziam à tona vários sentimentos que ela queria esquecer para sempre. Enquanto Júlia tomava banho, cantando loucamente. O homem pouco a pouco começa a recobrar a consciência. Embora bastante confuso sobre tudo. Olhando ao redor para compreender onde estava.
— Onde merda eu estou? — o homem tentou se levantar, mas desequilíbrio, o fazendo cair novamente na cama. — Merda. O que diabos aconteceu? Tudo deu errado? Sabia que era um plano de merda daquele velho sádico.
Com mais cuidado, o homem tentou mais uma vez levantar, teve receio de cair novamente, mas com paciência, conseguiu se colocar de pé, ainda que tonto. Se aproximou do espelho, queria ver o que estava doendo tanto em sua cabeça.
— Que merda é essa? Isso são pontos? O que aqueles idiotas fizeram comigo? Queriam por acaso me matar? E onde eu estou? — O homem ficou ainda mais agitado ao notar que o lugar parecia de uma boneca. Tudo nele era rosa com branco e milhares de plumas. Haviam ursos e almofadas por todo quarto. — Não sei de quem é, mas deve ser de uma pirralha filhinha de papai metida
Tentando descobrir onde estava, foi até a janela para ver ao redor e conseguir se localizar. Ao abrir a janela e colocar a cabeça para fora. Notou que estava em uma favela. Não sabia ao certo qual era. Algo chamou bastante sua atenção, no portão da casa, haviam vários homens armados.
— Será que esse quarto é o de... — O homem ouviu passos vindo em direção a porta. Correu para a cama onde estava, se enrolou e fechou os olhos, fingindo estar dormindo.
Julia passa por ele, enrolada em uma toalha rosa que mal conseguia cobrir todo seu corpo. O homem olhava para ela andando no quarto ignorando sua presença.
— Onde eu coloquei... Ah! Está aqui. Sabia que tinha guardado no quarto. — Julia se virou para voltar ao banheiro. Olhou novamente para a cama onde o homem dormia. — Porque você tem essa cara? Que ódio! E ainda é gostoso. Trouxe a tentação para dentro de casa. Meu pai com toda certeza mataria se te achasse aqui. Espero que acorde antes dele chegar.
Julia voltou ao banheiro. Podia ouvir claramente ela cantando animada. O homem ao notar que estava novamente sozinho, levantou devagar para evitar chamar atenção. Foi até a janela para encontrar uma forma de fugir daquele lugar. Ele não fazia ideia de onde estava, mas tinha ouvido com todas as letras que poderia ser morto por alguém se continuasse ali. Não queria pagar para ver.
— Será que consigo pular esse muro? Que diabos. Essa casa parece um forte de tão protegida. Aquela louca deve ser filha de um traficante ou sei lá. Algo bem tenso. Não faria sentido toda essa proteção se fosse diferente. Que se dane. Vou descer e procurar uma forma de sair. Ficar aqui parado olhando para janela e falando sozinho não vai salvar minha vida. Maldita hora que resolvi ouvir os conselhos das pessoas. — O homem disse indo em direção da porta.
Para sua surpresa, a porta do quarto. Um homem surgiu, apontando uma arma direto para sua cabeça. Todo o seu corpo se arrepiou. Estava vendo a vida passar pelos seus olhos.
— Quais são as suas últimas palavras? — Dinamite disse destravando a arma e aproximando ainda mais do desconhecido que suava frio sem ter ideia de como sair daquela situação.
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Dora Silva
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-07-09
0
Edna anjos
Adrenalina pura
2023-06-04
4