— Fala sério? Não precisei nem ir para faculdade de medicina para saber sobre isso. Não chamei você aqui para me dizer o óbvio. Chamei você para que pudesse fazer algo sobre isso, mas se você não conseguir, não terá qualquer utilidade para nós. Então pode sair do morro hoje mesmo. — Júlia olhava sério para Deise.
— Você é apenas uma criança. Não pode fazer isso. Mesmo sendo filha dele, você não tem o mesmo poder que ele. Não sabia? — Deise disse com um sorriso para Júlia que gargalhou com a ideia dela.
— Quer apostar? Se você não quiser ajudar ele, amanhã você está no pé do morro nua e careca. — Júlia ameaçou. Deise olhou para Vinícius e Janaína, como se buscasse confirmação sobre aquilo.
— Se eu fosse você, apenas salvava o cara. Melhor não irritar Júlia. Ela pode ser pior que o Dinamite — Vinícius alertou. Janaína puxou ele para sentar no sofá com ela. — O que foi?
— Calado. Deixa essa galinha ser depenada por Júlia. Quem mandou deixar ela de mau humor. Vamos ficar quietinho e aproveitar o show. — Janaína falou em um tom alto para Deise pudesse ouvir.
Notando que poderia ser realmente perigoso ir de encontro aquilo que Júlia dizia, a médica começou a examinar o homem. Verificou seus sinais. Logo começou a limpar e pontear o corte da cabeça do desconhecido, com ajuda de uma seringa de anestesia. Demorou um tempo, mas finalmente terminou os pontos. Por fim, aplicou uma outra medicação venosa. e se afastou do paciente.
— Pronto. Ele deve acordar logo. O ideal era levar ele para fazer uma tomografia, mas podemos esperar cerca de meia hora para que acorde. — Deise explicou. Sabendo que não havia nada disso no morro, seria necessário descer e buscar o hospital mais próximo.
— Pode ir embora. Se ele não acordar em quarenta minutos, acho melhor você correr o mais longe possível desse morro. — Júlia ameaçou. Mesmo que não acreditasse nos boatos, odiava a ideia de alguém tentando atrapalhar o relacionamento dos seus pais. Não era a primeira e nem séria a última, mas todas elas tem o mesmo fim. — Vini, leva ele para meu quarto. Pode colocar ele na minha cama.
— Eu te ajudo. — Janaína disse levantando junto com Vinícius.
— Quer que eu te mostre onde é a porta da rua ou você já sabe? De qualquer forma, também já mandei um pix como pagamento. Não tem mais nada o que ver aqui. Já pode ir. — Júlia abriu a porta olhando sério para Deise.
— Sabe que eu não fiz nada, certo? — Deise estava ciente dos boatos que circulavam e imaginou que poderia ser essa a razão da atitude áspera de Júlia.
— Eu sei, meu pai nunca trocaria a deusa que é minha mãe por uma piranha. Ele tem bom gosto. Não gosto de você, por saber qual era sua real intenção, ela funcionando ou não. Pessoas como você me dão asco. Agora pode ir embora? — Júlia falou com um tom mais forte. Fazendo Deise se arrepiar e sair correndo daquela casa o mais rápido possível.
— Me lembre de nunca me tornar sua inimiga. Você irritada me assusta. — Janaína fez careta enquanto descia as escadas. Havia ajudado Vinícius a subir com o desconhecido para o quarto de Júlia.
— Só não me irritar. Não sou fã de confusão, mas se eu, se segura. — Julia brincou.
— Qual das histórias vai ser aquela que você usará para seu pai quando ele vier perguntar porque você colocou um cara para dentro de casa? Tenho certeza que ele já sabe. Não deve demorar para aparecer. — Janaína perguntou. Havia percebido que as histórias que a amiga tinha contato eram diferentes.
— As duas. Uma completa a outra. Elas não se contradizem.— Júlia explicou subindo as escadas.
— Para onde você vai? — Janaína perguntou confusa com sua amiga subindo as escadas.
— Tomar um banho, minhas roupas estão ensopadas de sangue. E deixar vocês dois se pegarem escondidos. Um dia vocês tomam vergonha na cara e se assumem. — Julia disse piscando o olho para Janaína, mas acabou esbarrando em Vinícius que descia as escadas.
— Você não conhece o cara e vai tomar banho com ele no seu quarto, você enlouqueceu? — Vinícius alertou.
— Se ele acordar e querer aprontar para meu lado, tenho total certeza que ele vai se arrepender totalmente disso. — Júlia não estava nenhum pouco preocupada com essa possibilidade.
— Sabe que ele é maior do que eu, deve ser quatro vezes mais forte que você. Não acha que está confiando demais no treinamento do seu pai? — Vinícius tinha um pouco de receio da confiança excessiva de Júlia.
— Ele com toda certeza deve ter, mas eu tenho uma arma. Nada que um chute no saco e um tiro na cabeça não resolva. Se salvei, também posso matar. Ia morrer de qualquer jeito. — Júlia disse subindo as escadas ignorando o aviso do amigo.
— O que faremos? — Vinícius perguntou para Janaína.
— Uhn... o pai dela está fora, a mãe também. Ela vai demorar no mínimo meia hora para tomar banho e o homem está inconsciente. Que tal bagunçar o lençol do quarto de visita? — Janaína sugeriu puxando a mão de Vinícius até o quarto.
— Estava falando em relação a Júlia... Mas que seja. Qualquer coisa ela grita. — Vinícius mudou de ideia ao ver Janaína tirando a blusa.
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Dora Silva
com certeza esses três vão aprontar muito ainda kkkkk
2024-07-09
0
Edna anjos
Esse povo e assustador e assanhadas
2023-06-04
5