— O que diabos está acontecendo aqui? — Júlia perguntou ao ver seu pai apontando a arma para o homem que ela tinha lutado tanto para salvar.
— Você espera que eu faça o quê? Abro a porta do quarto da minha filha, bato de frente com um cara saindo do seu quarto e você no banho, senhora Júlia. Quem é esse defunto? O que está acontecendo aqui? — Dinamite, pai de Júlia, gritou ao ver a filha se aproximando, ainda com a arma apontada para cabeça do desconhecido.
— Ai, que nervoso. Não é nada que você está pensando. Baixe sua arma, por favor. Assim posso te explicar, né? — Júlia disse ficando na frente do homem, para tentar fazer seu pai não apenas baixar a arma, mas prestar atenção no que ela está falando. — Esse cara é o Henrique. Ele estuda comigo. Estávamos vindo da aula, pedi sua ajuda, precisava de alguém para me explicar um trabalho que eu não estava compreendendo. Na volta para casa, um carro desgovernado veio em minha direção, ele pulou para me salvar e acabou batendo a cabeça. Eu não podia deixar alguém que me salvou jogado ao chão. Chamei Vinícius e Janaína para me ajudarem com ele, eles devem está lá embaixo, também pedi a Deise para cuidar dele. Quando fui tomar banho ele ainda estava inconsistência. Deve ter acordado a pouco tempo.
Julia explicou, o pai ficou um tempo olhando para ela e depois para o rapaz. Parecia ainda cismado. O fato dele parecer com alguém que ele odiava, o incomodou um pouco, era logo o garoto que causou muitos problemas para sua filha no passado.
— Tudo bem. Foi mal pela forma que te tratei. Deveria ter imaginado que minha filha não faria nada desse tipo. — Dinamite ainda receoso com a semelhança daquele homem.
— Eu faria sim, mas esse não é o caso. Veja como ele está ferido e com as roupas cheias de sangue. — Júlia apontou para o homem que estava desnorteado tentando compreender o que havia acontecido ali.
— Júlia, Júlia... — Dinamite tentou alertar a filha. — Não me testa. Se eu te prender nesse quarto como uma princesa, tu vai reclamar.
— Pai, poderia pegar uma roupa para ele. Fará bem para ele tomar banho. Henrique ainda parece confuso com tudo. Um banho pode colocar a cabeça dele no lugar. — Julia pediu ao pai, ignorando totalmente sua ameaça. Dinamite olhou para os dois jovens sério, como se quisesse avaliar se poderia confiar neles dois.
— Vou trazer um moletom, assim ele pode ir embora daqui o mais rápido possível. Já pagamos a ajuda dele. Ele está vivo. Deveria agradecer a Deus e voar daqui. — Dinamite disse indo em direção ao seu quarto.
— Olha, não temos tempo. Qual seu nome? Estou te chamando de Henrique e inventando toda essa história, porque basicamente, meu pai é um pouco impulsivo e odeia me colocar em risco. Tá? — Julia explicou.
— Eu não lembro de nada. — O homem nomeado por Júlia de Henrique respondeu.
— Que? Você não lembra seu nome? De onde é? Absolutamente nada? — Júlia estava chocada. A coisa era bem mais complicada do que ela imaginou.
— Aqui está a roupa. Pode tomar banho no banheiro lá de baixo. Longe do quarto da minha filha. — Dinamite disse jogando a roupa na cara de Henrique.
— Pode ir. Fica ao lado da escada. Não tem erro. — Júlia concordou, percebendo como Henrique olhava para ela como se pedisse ajuda para decidir se era seguro ou não. — Pai, pode ficar um pouco, tenho algo para conversar com o senhor.
— Certo. Hey! Não tente fazer nada absurdo, meu homens estão por toda a casa. Vão matar você em um piscar de olhos. E fique longe de Faísca, se ele imaginar que você estava no quarto de Júlia, certeza que a arma dele vai disparar sem querer. Melhor não atentar ao diabo. — Dinamite orientou Henrique que desceu as escadas morrendo de medo de ser morto.
— Eles estão aqui mesmo? Você só deixa Faísca entrar aqui em casa. — Júlia perguntou surpresa.
— Não, mas ele não sabe. E a imaginação é sensacional como arma de medo. E o que você quer conversar? Coisa boa não é. Quando é besteira, você simplesmente faz e depois lida com as consequências. Se está me falando, já sei que merda grande. — Dinamite respondeu para a filha que já olhava para ele rindo.
— Precisamos levar o Henrique no médico, não tem como deixar ele ir para casa ainda. — Júlia sabia que tinha que falar por pedaços com seu pai para evitar uma explosão.
— E porque eu faria isso? Já cuidou dos ferimentos dele. Não é suficiente? Se quiser posso dar um dinheiro a ele, sei lá. Ele pode pagar os custos médicos e até se divertir um pouco com o troco — Dinamite sugeriu para filha. Queria evitar que o contato daquela dois aumentasse, tinha medo que causasse algum tipo de confusão para sua filha. Demorou um bom tempo para que ela se recuperasse de tudo que aconteceu.
— Não, você não entendeu. Precisamos levar ele para o médico, não temos como mandar para casa porque não sabemos onde é e nem ele. Henrique nem sabe seu nome. Não sei o que aconteceu, mas ele não lembra de nada. Deise disse que precisaria levar ao médico para avaliar, não pensei que fosse tão sério assim. — Júlia disse se sentindo culpada. O olhar do seu pai parecia queimar de ódio.
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Dora Silva
ela é ótima kkkkkk só espero que ele não faça mal a ela e não seja da polícia
2024-07-09
0
Edna anjos
Foi por pouco Henrique
2023-06-04
3