— Janaína! Onde está minha filha, para de enrolar. Eu sei que ela entrou aqui ontem a noite. Sabe que sempre tem alguém seguindo ela. Me disseram que ela estava completamente louca corando no meio do fluxo. Estão até falando que ela estava drogada. — Dinamite gritava na sala da casa de Janaína. A dona da casa estava de ressaca e não sabia como reagir.
Dentro do quarto, Júlia levantou no primeiro grito do seu pai. Seu dono era pesado, até ouvir a voz do seu pai irritado. Isso despertava ela em uma velocidade inexplicável. Fazendo-a pular da cama vestindo sua roupa.
— Acorda, idiota! Hey! Acorda. Vamos. — Júlia balançava Henrique enquanto vestia a roupa.
— O que foi? — Henrique perguntou desorientado. Estava com uma baita ressaca e não conseguia processar a informação. — Júlia?
— Meu pai está na sala. Se te pegar na mesma cama que eu, você vai acordar no inferno. Vem, se esconde no no guarda-roupa e fica calado. — Júlia puxou Henrique que estava apenas de cueca da cama para ao guarda-roupa. Antes de fechar a porta, jogou as roupas dele.
Ouvindo os passos do pai e a voz dele se aproximando do quarto, se jogou na cama novamente, se enrolou, fingindo que estava dormindo. Dinamite abriu a porta com tudo, olhou ao redor procurando alguma coisa. Vendo que não havia nada no chão, puxou o lençol da filha com tudo.
— Acorde, Júlia, agora! — Dinamite gritou. A filha fingiu estar despertando confusa.
— Pai? O que faz aqui? — Júlia se espreguiçava. Não fazia ideia que tipo de reação seu pai teria ao encontrar Henrique naquele quarto.
— Respostas. Que conversa é essa que anda bebendo até cair e se drogando? Além de chorar tão alto que acabou se transformando na fofoca da noite. O que estava passando pela sua cabeça? Quis na mesma hora ir te buscar, mas sua mãe não deixou. Maldita hora que liguei para ela. Disse que você era adulta para lidar com suas emoções, mas que merda isso quer dizer se você faz um show no meio da rua? — Dinamite gritou com a filha que se encolheu. Seu pai não costumava agir dessa forma. — Não, não é isso. Filha, você é o que tenho de mais precioso na minha vida e na de sua mãe. Acha que ficamos como quando descobrimos que está afundando novamente? Usando drogas, bêbado e se jogando de cabeça no poço, sem nem olhar ao redor. Todos se divertindo e você sentindo uma dor imensa? Como espsra que eu me sinta.
— Desculpa, pai. Não estou voltando para o fundo do poço. Ontem foi... Apenas lembrei de algumas coisas. É normal, certo? Não posso simplesmente deletar da minha memória. Sou péssima com bebidas. E sobre a droga, pensei que iria me deixar animada, mas teve a reação contrária, estou arrependida. — Júlia estava se sentindo culpada, havia preocupado seu pai, ainda tinha cometido um grande erro dormindo com Henrique. Não sabia como resolver nenhum dos problemas.
— Você volta para casa hoje. Não me importo que esteja sendo afetada pela presença de Henrique. Eu sei que ele é parecido com aquele garoto, mas sabemos que ambos são totalmente diferente. Além de um fato irrefutável, um morreu na sua frente ou foi salvo na sua frente. Filha, você precisa avançar e lidar com isso. Talvez seja Deus criando uma forma de te fazer superar tudo isso de uma vez por todas. Então, filha, por favor, ouça um pai que pensa em você antes de qualquer outra pessoa. Volte para casa. Encare Henrique de frente. Perceba aos poucos se aproximando dele. Ele não parece ser uma pessoa ruim, vocês se dão mal porque não conversam. São mais parecidos do que pensam. Então, vamos para casa? — Dinamite tinha um semblante triste. Se sentia de mãos atadas em relação à filha. Era algo que apenas ela poderia levantar e seguir, seu pai poderia apenas oferecer seu apoio.
—Eu entendi. Você está certo. Posso ir mais tarde? Quero conversar com Janaína. Passei muito tempo aqui. Não parece justo sair sem falar nada. Não se preocupe. Hoje a noite estarei em casa jantando com você. — Júlia explicou.
— Filha, se eu pudesse sentir a sua dor. Lidar com ela. Retirar ela de você, eu faria. A única coisa que posso fazer é te apoiar. E eu estarei aqui. Um dia esse sentimento vai mudar. Se tornará apenas um momento Você vai conhecer alguém que vai curar a ferida do seu coração. Apenas acredite. — Dinamite disse.
— Obrigada, pai. Vou tentar meu melhor, eu prometo. — Júlia estava ansiosa. Não conseguia esquecer que Henrique estava escondido no guarda-roupa.
— Te vejo mais tarde então. Tenho algumas coisas para resolver. Jantamos juntos. — Dinamite disse abraçando sua filha antes de sair.
Quando finalmente seu pai saiu. Ela ouviu a porta da casa se fechando, se aproximou do guarda-roupa onde estava Henrique e abriu a porta.
— Acho que precisamos conversar. — Júlia disse incomodada. Sentia como se tivesse bagunçado ainda mais sua vida depois da noite passada.
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Joselia Freitas
Quem será que matou o namorado dela 😞
2024-01-06
2
Marflor
sera se o faisca que matou o garoto
2023-12-24
2
Edna anjos
Como Assim Diamante ! esta muito calmo com sua filha .
2023-06-06
1