Faísca esqueceu rapidamente Júlia na primeira boca que beijou. Henrique só conseguia rir, enquanto ele dava uns amassos em uma ruiva no meio da multidão depois de algumas horas no fluxo.
— Você realmente não está interessado em ninguém, certo? — Meire, uma garota que Henrique tinha acabado de conhecer questionou.
— Como te disse, eu não tenho ideia de quem sou, o que fazia ou que me espera. Imagina se eu for comprometido? Alguém que eu amo ou me ama deve está sofrendo nesse momento, enquanto eu estou curtindo, traindo ela. Não seria justo, não acha? Você é muito legal e talz, mas não parece justo. Me desculpa. — Henrique tinha achado a desculpa perfeita para não se envolver com alguém.
— Você é realmente um bom homem. Se um dia lembrar da sua vida, souber que não há ninguém nela. Me liga. Eu estou interessada em saber muito mais sobre você. — Meire disse entregando um guardanapo com seu número escrito. Deu um beijo no rosto de Henrique — Vejo você por aí.
Henrique sorriu agradecendo. Realmente gostou de conversar com Meire. Ainda assim, não estava em seus planos qualquer envolvimento, achou melhor se conter. Quando olhou para o lado, Faísca havia desaparecido sem dizer nada. Ele nem precisava perguntar, sabia exatamente onde aqueles dois tinham ido. Sem companhia, Henrique decidiu voltar para casa. No caminho, sentiu uma não puxando ele.
— Precisamos de sua ajuda. — Janaína disse parecendo agitada.
— O que foi? Você está bem? — Henrique perguntou. Janaína parecia elétrica e nervosa.
— Ah. Estávamos curtindo a noite. Bebendo um pouco. Viviane comprou uns doce. E as coisas foram indo. Como esperado, Viviane logo se agarrou com alguém e deve está trepando em um beco por aí. Júlia em vez de bater a brisa boa, bateu a ruim. Pode me ajudar a levar ela para casa? — Janaína explicou. Olhando sem parar para o outro lado.
— Onde ela está? — Henrique perguntou preocupado. Não sabia exatamente o que significava brisa ruim para Janaína.
— Ela está daquele lado. Ali. Vem comigo. — Janaína estava não apenas preocupada que alguém mexesse com Júlia, mas também com o risco de Dinamite descobrir que alguém vendeu drogas para sua filha. Isso seria motivo de morte.
Júlia estava sentada, abraçada, com as pernas chorando sem parar, com a cabeça apoiada nos joelhos. Podia ouvir ela soluçando. Henrique entendeu completamente ao ver aquela cena, o que significava brisa ruim.
— Hey! Vamos lá. Seu pai te pegar assim vai acabar com a festa de geral. Se der bobeira proibi até o fluxo. Você conhece seu pai. Vem. Levanta. Você não é assim. — Janaína tentava levar a amiga, mas não conseguia.
— E quem eu sou? A filha mimada do dono do morro? A viúva de um marido que nunca me casei? A garota que faz doce para todo mundo? O que eu sou, Janaína? — Júlia perguntou com olhos cheios de lágrimas.
— Cara, tu tá só com uma brisa ruim. Tu é mais do que qualquer rótulo que coloquem em você. Agora levantar. Seu pai daqui a pouco vai ficar sabendo disso e vai te dar motivos reais para chorar. — Janaína tentou novamente levantar a amiga, mas desequilibrou, Henrique segurou ela.
— Deixa. Eu levo ela. Só mostra por onde é. — Henrique disse. Sem falar nada para Júlia, apenas pegou ela nos braços como uma princesa.
Janaína sabendo que aquela cena chamaria atenção se fosse no meio da multidão, preferiu pegar um dos becos para evitar as pessoas. Para sua surpresa. Deu de frente com Vinícius e outra garota no ato.
— Venha! — Janaína puxou ele pela camisa. Desesperado Vinícius tentava ajeitar a calça que estava abaixada. A mulher que estava com ele olhava desorientada.
— Janaína você não...— Vinícius tentou falar, mas foi cortado.
— Cale a boca. Sabe que está errado. Não foi isso que combinamos. Se falar um pio, juro que você nunca mais fica em um fio de cabelo meu. — Janaína disse soltando Vinícius para fazer a escolha dele. Na mesma hora, ele segurou a mão de Janaína acomodando ela.
— Foi mal! — Vinícius falou sem graça, olhou para o rosto de Janaína e notou os olhos vermelhos — Não fode! Você usou drogas? Que merda é essa, Janaína? Enlouqueceu de vez?
— Grite mais alto. Dinamite não deve ter entendido direito . — Janaína respondeu apontando para Júlia adormecida nos braços de Henrique.
— Que merda! Sabe que ela não usa essas coisas. Júlia nem bebe direito. Onde vocês estavam com a cabeça? — Vinícius perguntou.
— No idiota que você é. Onde eu estava com a cabeça. E estou arrependida. Você não vale minha saúde mental. — Janaína respondia calmamente abrindo o porta de casa.
— Hey! Foi mal. Vamos conversar. — Vinícius falou sem soltar a mão de Janaína.
— Pode colocar ela naquele quarto? — Janaína apontou falando com Henrique.
— Certo. — Henrique concordou.
— Janaína, Hey! — Vinícius gritou seguindo a dona da casa que estava indo para seu quarto trocar de roupa.
Enquanto aqueles dois tentavam se resolver, Henrique colocava Júlia com cuidado na cama. Ela estava ainda adormecida, pelo menos, era o que Henrique achava. Quando estava se afastando, sentiu a mão de Júlia segurando seu braço.
— Eu senti sua falta. — Júlia disse com os olhos cheios de lágrimas para Henrique.
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Joselia Freitas
Será que o rapaz era parente dele 👏👏👏💋💗🌹💕🌺💯💯💯
2024-01-06
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