Júlia mandou uma mensagem para Faísca, que logo estacionou na frente do hospital e os dois entraram no carro. Boa parte do caminho foi em silêncio. Júlia pensava em uma forma de se livrar de Henrique, entretanto, ele pensava em uma forma de ganhar sua confiança.
— Hey, Ju, o que deu? Ele vai morrer quando? — Faísca perguntou.
— Quê? De onde você tirou isso? — Júlia perguntou confusa.
— O silêncio todo. Parece que algo muito ruim aconteceu. E para você ficar calada, deve ter sido muito ruim mesmo. — Faísca brincou enquanto subia o morro.
— Não, ele apenas está com uma amnésia temporária. Dentro de alguns dias, sua memória deve voltar. — Júlia explicou antes de descer do carro. Henrique fez o mesmo.
— E o que pretende fazer com ele, Júlia? Sabe que ele não é como aqueles gatos feridos que você pode pegar, cuidar e depois soltar. Pessoas não são gatos. Tome cuidado. — Faísca alertou.
— Então, não sei, vou conversar com os meus pais. — Júlia respondeu entrando em casa. Faísca ficou fuzilando Henrique com o olhar.
Júlia entrou desanimada, entrou em casa de cabeça baixa, sabia que não havia uma forma de simplesmente mandar Henrique embora naquela condições, mas se manter ao lado dele é muito irritante. Ela estava com uma guerra interna, mas quando erguei sua cabeça, viu sua mãe. Seus olhos brilharam.
— Mamãe! — Júlia gritou e correu em direção à sua mãe. Que sorriu com a atitude da filha.
— Minha filha, passei apenas dois dias fora, apenas fui dar umas dicas para sua tia. Ela nunca cuidou de um bebê. E quem é... — Katrina, mãe de Júlia, trava ao ver quem está atrás dela. Seu corpo começou a tremer.— Ele é... Como?
— Ah! Não é ele mãe. Oh, não tem tatuagem. _ Júlia falou mostrando seu pulso e o dele para sua mãe. — Também não entendi que está acontecendo, mas é não é ele.
— Aconteceu alguma coisa? —Henrique ao notar que olhavam para seu pulso.
— Não é nada, porque não nos acompanha para o jantar? — Katrina sugeriu abraçada com a filha
— Claro. — Henrique não entendia, mas aquela mulher, Katrina, parecia familiar de alguma forma.
— E o papai? — Júlia perguntou acompanhando sua mãe.
— Está vindo. Vamos esperar ele na mesa. Aproveitou para conhecer seu novo amiguinho. — Katrina brincou.
— Boa sorte, nem ele se conhece. — Júlia disse sentando na mesa. Henrique sentou a lado dela.
— Como assim? — Katrina questinou confusa com a resposta da filha.
— Henrique tentou me ajudar quando um carro veio em minha direção, acabou batendo a cabeça e está com amnésia temporária. — Júlia estava cansada de repetir a mesma história.
— Querida, che... — Dinamite entrava na sala de jantar sorrindo, mas ao ver que Henrique estava sentado na mesa, seu sorriso se desfez.
— O que ele fez aqui? — Dinamite perguntou, mas antes que Júlia pudesse explicar, sua mãe falou.
— Ele ficará aqui até a memória voltar. Ajudou a minha filha. Tem toda a minha gratidão. — Katrina sorriu para o rapaz, que sorria sem graça, enquanto Júlia se culpava da mentira que inventou para salvar ele.
— E eu lá vou bancar marmanjo, Katrina. Ele que se vire. — Dinamite disse sem piscar.
— Fácil de resolver. Arrume um emprego para ele. Tenho certeza que será capaz de fazer isso. Enquanto ele estiver aqui, pode trabalhar, pagar pelo teto e comida. Parece justo. Devemos muito a ele. Se minha única filha tivesse se ferida... — Katrina abraçou Henrique. Que estava sem graça com tudo aquilo. Sabia que não havia acontecido da forma contada. Um sentimento de culpa tomava conta dele. — Obrigada, Henrique. Se sinta a vontade em nossa casa.
— Tá. Tá. Tá. Vocês têm essas manias. Não podem ver um bicho na rua, que cata e traz para criar. Tanto faz. Amanhã coloco ele para trabalhar em algum lugar. Agora vamos comer. Quase perdi a fome. — Dinamite odiou a ideia. Ainda mais, por ser um homem desconhecido na sua casa.
O jantar foi silencioso. Katrina puxou um assunto ou outro. Falou sobre a cunhada e seu bebê. Quando todos jantaram, Katrina chamou Henrique para apresentar o quarto que ele ficaria, mas para sua surpresa, ao abrir a porta encontrou Vinícius e Janaína dormindo pelados na cama.
— Bonito. Que Bonito. — Katrina falou mais alto. Os dois pularam da camada surpreso. — Se vistam, arrume o quarto e saiam.
Enquanto esperavam o casal se vestir, do lado de fora do quarto, Katrina nota a filha saindo de fininho, descendo as escadas.
— E você, dona Júlia, para onde pensa que vai essas hora dia de semana? — Katrina perguntou.
— Brincar na rua? — Júlia sorriu.
— Engraçadinha. Já para o quarto. Amanhã cedo tem aula. E não fuja pela janela novamente. — Katrina falou.
— Sim, mamãe. — Júlia respondeu voltando para o quarto.
— Senhora, porque você não está me hostilizando como todos os outros? Até mesmo Júlia, que me salvou, parece me odiar. Sem contar o número de ameaças de morte que já sofri nas últimas doze horas. — Henrique não entendia direito a Katrina. Era fácil entender que Dinamite o queria longe preocupado com sua filha, mas Katrina, parecia uma mãe rigorosa, mesmo assim, permitiu que ele ficasse.
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Edna anjos
Ainda estão lá kkkkkkk
quanto tempo kkk
2023-06-04
4