Henrique notou que a casa estava vazia, depois que Katrina saiu. Júlia passou pouco tempo em casa desde que ele chegou. Dinamite não tinha hora de aparecer ou sumir. Mesmo nessa oportunidade, ainda assim, Henrique não podia entrar em alguns cômodos da casa que tinha curiosidade. Ainda não sabia se a casa tinha ou não câmeras. Haviam três lugares da casa que ele ainda não havia se aproximado, além do quarto de Dinamite e Katrina.
— Bom, vou tomar banho e esperar Faísca. É o que tem para hoje. — Henrique sabia que o plano estava indo mais devagar do que ele esperava. Ainda não havia descoberto o que realmente queria. Quanto mais tempo passava, o risco de ser descoberto aumentava.
Henrique tomou seu banho, fez um sanduíche na cozinha e voltou para o quarto. Como ainda tinha muito tempo até o horário combinado com Faísca, ele aproveitou para descansar, mas acabou adormecendo.
— Vamos, cara. O fluxo está fervendo já. — Faísca acordou Henrique gritando da porta, o assustando.
— Você é péssimo para acordar pessoas. Pensei que teria um ataque cardíaco. — Henrique sentou na cama, colocando a mão no peito, sentindo seu coração acelerado.
— Quanto drama. Vamos. Me disseram que Júlia está toda animadinha. Vai que ela finalmente deixa de doce para meu lado. Um dia ela vai esquecer aquele otário. Só precisa experimentar o que é bom. — Faísca disse saindo do quarto. Henrique levantou e o acompanhou.
— De quem você está falando? — Henrique perguntou.
— Você não sabe, né? Como saberia. Isso aconteceu a muito tempo. E ninguém gosta de falar sobre isso, ainda por cima dentro dessa casa. — Faísca disse enquanto caminhavam em direção do fluxo que não era muito longe da casa.
— É? Tem algo assim? — Henrique perguntou surpreso.
— Sim, mas não conta a ninguém que te falei. Eles querem fingir que nada aconteceu, para o bem de Júlia. — Faísca respondeu.
— Sabe que tu não falou absolutamente nada, né? — Henrique sorriu sem humor. Aquilo apenas provava que mesmo com todo tempo que passou, não descobriu nada de real relevância.
— Alguns anos, não sei exatamente quanto, Júlia se apaixonou loucamente por um otário que estudava com ela em uma escola da pista. Só falava dele. Sonhava com casamento, filhos, pacote completo. Tudo foi absurdamente intenso. Ninguém sabia muito sobre ele. Dinamite não gostava nada da história, Katrina que nunca foi muito dura, ainda assim, pediu que sempre ficassem por perto, por não saber exatamente quem ele era. A única coisa que se sabia, era que não morava aqui. Mesmo tentando investigar, não conseguiu descobrir absolutamente nada sobre ele. Não encontrei com ele muitas vezes. Quando estava aqui, sempre ficava dentro de casa com Júlia. Entretanto, belo dia eles estavam perto da escola, de mãos dadas, quando o maluco foi alvejado. Parecendo uma peneira. Parece que morreu na hora. Não sei como ficaram as coisas direito, o assunto não circulou e ninguém quis me dizer muito. Sei que Júlia se afundou depois disso. Faz pouco tempo que melhorou. Por isso, não falam sobre isso. Todos estão com medo que ela fique mal novamente. Depois disso, nunca mais quis se envolver com ninguém, mas hoje vou ganhar aquela mulher. — Faísca contou sem qualquer emoção sobre o assunto, apenas sorriu quando pensou na possibilidade de ficar com Júlia.
— Que bad, cara. Não pensei que ela tinha passado por nada disso. Jurava que ela era apenas uma mimada que fazia tudo que quisesse. — Henrique sentiu uma pitada de culpa, nunca passou por sua cabeça que tudo isso havia acontecido com Júlia.
— Ah, cara. Ela é exatamente isso. Uma mina mimada que faz só o que quer. Tá errado não, irmão. A culpa foi dela de ter se envolvido com qualquer um, mas tenho certeza que ela aprendeu com a lição, nunca mais vai fazer isso. — Faísca sorriu.
A forma que Faísca falou criou uma pulga atrás da orelha dele, era bastante suspeito, mas ele não podia questinar mais do que aquilo ou acabaria chamando atenção, sem contar que a vida amorosa de Júlia não era do seu interesse.
— Chegamos, cara. Vou pegar uma gelada lada nós. — Faísca disse.
Henrique olhou ao redor, estava completamente entupido de gente naquela rua estreita, vários paredões, era impossível entender qualquer música. Algumas garotas dançavam, mas a maior parte apenas bebendo e conversando.
— Toma, sua gelada. Vamos curtir hoje a noite. Algo me diz que hoje você vai se dar bem cara. Acredita em mim, eu nunca erro. — Faísca disse entregando uma latinha para Henrique.
— Vamos curtir! — Henrique brindou animado, não faria mal se divertir um pouco.
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Atualizado até capítulo 101
Comments
Lua
devo confiar no faísca??
2024-03-16
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Joselia Freitas
Nossa está ficando muito bom está história parabéns 👏👏👏👏💗💋🌹💕🌺💯
2024-01-06
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