Descrevi o mais rápido que pude. Procurei Romina pela sala e não a encontrei, então imaginei que ela estivesse no escritório junto com minha mãe. Fui até lá e não havia ninguém.
Talvez ela estivesse me esperando no jardim. Fui até lá, olhei e ela não estava. Fiquei imaginando por que Silvina mentiu para mim.
Aborrecida, fui até a cozinha e comecei a reclamar em voz alta antes mesmo de entrar.
— Muito obrigada, Silvina. Você me fez acordar tão cedo para nada. Mas devo admitir que a estratégia para me acordar dessa vez foi a melhor de todas — reclamei com ela.
— Seu bom humor não durou muito, hein Vick, e isso porque você disse que ele ia ficar ainda melhor — ela implicou comigo.
— Dez minutos a mais era tudo que eu precisava — dramatizei.
— Desculpe, se eu soubesse eu teria demorado mais dez minutos para vir — Romina disse, me fazendo gelar.
Eu estava tão focada em Silvina que não percebi a presença dela.
— Mas eu pensei que você não se importaria em ser acordada de madrugada — ela falou, fazendo referência ao fato de eu tê—la acordado com minha ligação. Sorri.
— Ah, não se preocupe, eu já estava acordada quando Silvina foi me chamar. Não é verdade, Silvina? — menti descaradamente.
— Sim, fazia uns dez minutos que você estava acordada — Silvina disse, me fazendo rir.
— Você já tomou café? — perguntei a Romina.
— Faz uns dez minutos que tomei café — ela respondeu, tirando sarro de mim.
— Para ser sincera, quando desci e te procurei pela sala, no escritório e até no jardim e não te encontrei, pensei que tivessem me mentido — falei assim que Silvina saiu, nos deixando sozinhas.
— Você não foi a única que foi "enganada", também mentiram para mim — ela disse, parecendo chateada.
— Quem mentiu para você? — perguntei, curiosa.
— Ah, uma certa garota ruivinha — ela deu de ombros. Achei fofo a maneira como ela se referiu a mim.
— Mas eu não menti em nada — me sentei na cadeira e me servi com um pouco de suco de morango.
— Eu jamais mentiria para você, somos amigas e sempre falamos a verdade uma para a outra — pisquei para ela e bebi um pouco do suco.
— Você disse que sua mãe almoçaria com a gente e ela nem está em casa — ela disse, também se sentando. Levantei e servi um copo de suco para ela e depois voltei ao meu lugar.
— Minha mãe não me disse que ia sair — perguntei a ela, que me olhou de um jeito.
— Eu não sei — ela disse, dizendo o óbvio.
— E onde ela está? — perguntei, e ela me olhou de forma estranha.
— Não sei — foi a resposta dela.
— Eu não menti para você. Eu disse que minha mãe almoçaria conosco e que você passaria o dia comigo — expliquei, e ela me olhou de forma indecifrável. É a segunda vez que ela me olha assim.
— Você ficou chateada por eu ter chegado nesse horário? — ela mudou de assunto.
— Não, fiquei chateada porque não te encontrei — falei, e ela olhou para mim.
— Mas eu estava aqui, conversando com Silvina — ela disse.
— É, eu percebi. Vocês se conhecem há muito tempo? — perguntei a ela.
— Sim, eu a conheci quando estava ajudando a organizar seu quarto — ela disse.
Nossa, foi ela quem ajudou a decoradora.
— Você tem bom gosto, parabéns.
— Na verdade, a moça perguntava e eu só apontava para o que eu gostava mais — ela disse, me fazendo rir.
— Você trabalha há muito tempo com minha mãe? — perguntei a ela.
— Faz um ano. Mas é injusto — ela disse, e fiquei sem entender.
— O que é injusto? — perguntei a ela.
— "Isso", só você fazendo perguntas — ela disse.
— Entendi, vamos fazer assim: eu faço uma pergunta, você responde, e depois eu faço outras perguntas e você responde — propus, rindo.
— Não gostei. Acho melhor alternarmos as perguntas. Assim eu também posso te interrogar — ela respondeu, rindo.
— Ok, pode fazer a primeira pergunta — permiti.
— O que você gosta de fazer? — ela me perguntou, e achei que ela faria uma pergunta mais difícil.
— Gosto de dançar, tocar piano, desenhar e pintar, gosto de assistir bons filmes independentemente do gênero, gosto de música e gosto de livros. E você, ainda namora com o rapaz do estacionamento? E quando se conheceram? — disse, emendando duas perguntas. Ela percebeu e sorriu.
— Você não vai trapacear. Luchó e eu nos conhecemos por intermédio de nossos pais, faz uns três anos. E você tem alguém? — ela respondeu apenas uma pergunta.
— Não exatamente, eu tinha uma espécie de amizade colorida com Edgar enquanto estava nos Estados Unidos. E você, ainda namora com Luchó? Refiz a pergunta que ela ignorou.
— Terminamos. Na verdade, eu terminei. Ele acredita que ainda vamos voltar. Sua mãe disse que você estava esperando fechar o semestre para você se matricular. O que você vai estudar? — ela me perguntou.
— Artes Plásticas, na verdade faltam apenas dois anos para terminar. E você, em que é formada?
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Atualizado até capítulo 57
Comments
Ana Faneco
amando a história continua por favor 😍❤
2023-09-15
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