Após transar com o Edgar, ele foi embora e eu fiquei sozinha, deitada no meu quarto, pensando que em breve estarei morando de novo na casa da minha mãe e aventuras como essa não vão mais acontecer, pelo menos não na minha cama.
O prazo que combinei com a minha mãe chegou ao fim e, como prometido, dentro de poucos minutos estaria aterrissando no aeroporto.
Quando desembarquei, não pude deixar de me sentir em casa. Procurei minha mãe, mas não a avistei. Resolvi ligar para ela, mas só dava ocupado.
Por fim, decidi chamar um táxi e ir direto para a empresa da minha mãe, pedindo para o motorista me esperar, prometendo a ele o dobro do valor.
Estava seguindo direto pelo estacionamento quando vi um casal discutindo. Sinceramente, a maneira como ele falava com ela me incomodou muito.
Quando eles notaram a minha presença, o rapaz foi embora. Eu me aproximei da moça, que estava enxugando algumas lágrimas.
— Está tudo bem? - perguntei a ela.
— O que você acha? Ela me respondeu um pouco rude.
E não pude deixar de pensar em como a minha pergunta foi idiota.
—Me desculpa. Eu pedi a ela.
Ela não me respondeu nada, simplesmente me ignorou. Eu sei que ela não quer conversar e já deixou isso claro, mas eu sou muito insistente.
— Olha, nada e nem ninguém tem o direito de tratar você dessa forma. Não permita esse tipo de atitude.Eu falei e me afastei dela.
Eu estava decidida a sair do estacionamento e ir até o escritório da minha mãe e seguir a minha vida.
Mas assim que eu cheguei no hall, peguei um copo de água e voltei novamente para o estacionamento, onde vi ela sentada no capô do carro.
— Oi . Bom, eu sei que a gente conversou bastante desde que nos conhecemos, mesmo assim eu trouxe um copo de água pra você . eu disse e vi ela esboçar um breve sorriso. Ela pegou o copo plástico da minha mão e bebeu a água.
— Obrigada. ela disse meio sem graça.
Nesse momento, ouvi uma buzina infernal do taxista.
— Nossa, que sujeito mais apressado. Eu disse, e ela sorriu (um sorriso incrível).
— Parece que você gastou o seu tempo de forma errada - ela disse, sorrindo. Foi a primeira vez que ela olhou para o meu rosto.
— Não tem problema, imprevistos fazem parte do caminho - eu disse calmamente.
Nesse momento, o meu celular tocou, e era a minha mãe. Eu pedi licença e atendi.
Chamada on
— Oi?
— Filha, me desculpe, por favor. Você ainda está no aeroporto?
— Não, já faz um tempinho que eu saí de lá. A senhora poderia me passar o endereço? Sabe, é que estou com um taxista meio apressado, e eu acho que ele não vai gostar se eu fizer ele rodar a cidade toda.
Sorri ao falar com a minha mãe, e quando virei, vi que ela me observava.
Quando ela percebeu que foi pega em flagrante, desviou o olhar.
— Filha, o endereço é **********. Entendeu, Vick?
— Entendi, até mais tarde.
Chamada off
— Então, tchau, né? Se cuida - eu disse, me afastando da garota.
— Obrigada - foi tudo o que ela disse, balançando o copinho vazio e seguindo para fora do estacionamento.
Fui em direção ao taxista impaciente, dei a ele o endereço e ele me olhou desconfiado.
— Você mora lá? - ele me perguntou, e eu confirmei com um aceno de cabeça.
A viagem seguiu até a casa nova da mamãe. Ele estacionou e os seguranças nos abordaram, que ao me apresentar, liberaram a nossa entrada.
Um dos seguranças se ofereceu para levar a minha mala até o meu quarto. Ao entrar na casa, a primeira pessoa que eu vi foi a Silvina.
— Minha menina, como você está bonita - ela me disse, visivelmente emocionada.
Eu me aproximei dela e lhe dei um abraço apertado e um beijo no rosto.
Junto com ela, segui até a cozinha, onde ela me contou tudo que aconteceu até agora.
Versão dos fatos narrada por Romina:
Desde a noite na balada, se passaram três semanas e, provavelmente, hoje a filha da Paola chegará de viagem.
Eu trabalhei revisando diversos documentos e respondendo aos emails e tive que desmarcar diversos compromissos porque a Paola teve uma reunião de emergência.
Quando deu o horário de almoço, eu saí para almoçar em um restaurante próximo à empresa.
Fiz o meu pedido e estava tão perdida em pensamentos que não notei a aproximação do Henrique. Quando dei por mim, ele já estava sentado na minha mesa e fazendo o seu pedido.
— Você não se importa de almoçarmos juntos, né? . ele me perguntou na maior cara de pau. O que eu deveria dizer? "Sai fora".
— O ideal seria perguntar antes de se sentar, você não acha? Eu falei num tom de voz imparcial.
— Por favor, Romina, somos colegas de trabalho, é natural almoçarmos juntos e o restaurante está lotado . ele disse, se fazendo de coitado. Calma, Romi, é só um almoço, eu digo a mim mesma.
Os nossos pedidos chegam e eu como o mais rápido que eu poderia. E eu me sinto como se tivesse alguém me observando. Assim que termino o meu prato, eu pago e volto para a empresa.
Quando eu estava saindo do carro, senti alguém me puxando e me prendendo junto ao carro.
—Romina, quem era aquele cara? - Lucho me pergunta com os olhos cheios de raiva.
— Lucho, me solta . eu ordeno a ele.
— Não. Me diz quem é aquele cara? - Ele fala, apertando ainda mais forte.
— Me solta e a gente conversa. eu tento convencê-lo.
— Amor, me solta e a gente conversa, por favor . eu peço novamente a ele.
Ele me solta, mas continua próximo a mim.
— Vai fala. Quem é aquele cara ?- Ele praticamente rosna as palavras.
— Ele é um colega do trabalho. eu falo.
— E por acaso você transa com esse 'colega de trabalho'? - Ele joga as palavras.
— EU NÃO TRANSO COM 'COLEGAS DE TRABALHO', Lucho! - Eu grito com ele, fazendo o gesto de aspas com as mãos.
— Ainda bem que eu resolvi voltar antes, né? Se não, agora você estaria abrindo as suas pernas para aquele cara . ele fala.
— Eu acho melhor você pensar bem no que você fala, Lucho, para depois não ter arrependimentos. Eu o aconselho com os olhos cheios de lágrimas.
Eu sinto que tem alguém nos observando, olho para a esquerda e vejo uma garota no estacionamento. Lucho também a vê, passa as mãos no cabelo e se aproxima de mim, dizendo:
— A nossa conversa ainda não acabou. Ele cuspiu essas palavras e saiu irritado.
Senti que a garota estava se aproximando e comecei a secar as minhas lágrimas. Mas não sequei rápido o suficiente, ela percebeu.
— Está tudo bem? - ela me perguntou com um tom preocupado na voz.
Eu não queria conversar com ninguém e nem despejar os meus problemas em alguém que eu nem conheço.
Então decidi tentar afastá-la usando a ignorância como arma.
— O que você acha? - eu retruquei.
— Me desculpa. - Ela disse gentilmente, e eu me senti mal por tratá-la dessa forma.
— Olha, nada e nem ninguém tem o direito de te tratar dessa forma. Não permita esse tipo de atitude. Ela me advertiu e saiu de perto de mim.
Eu entendi o que ela quis dizer. Eu me sentei no capô do meu carro e comecei a refletir sobre o que ela disse, e ela estava certa.
— Oi, bom... eu sei que a gente conversou bastante desde que nos conhecemos, mesmo assim eu trouxe um copo de água pra você.
Ela me disse, me entregando o copinho plástico. Eu acabei sorrindo, não sei se foi pela sua maneira de falar ou simplesmente por ela ter voltado por mim.
Tudo que eu disse foi um simples "obrigada", e fiquei sem graça pela maneira como a tratei.
Neste momento, uma buzina soou.
— Nossa, que sujeito mais apressado. - Ela reclamou um pouco mais alto do que pretendia. E eu sorri da forma como ela falou.
— Nossa, parece que você gastou o seu tempo de forma errada. - Eu falei e sorri, pensando o quanto ela era espontânea.
— Não tem problema, imprevistos fazem parte do caminho - ela disse, e o celular dela começou a tocar. Ela pediu licença para atender e se afastou um pouco.
Eu comecei a observá-la, a maneira como ela falava e gesticulava com as mãos. Quando ela se virou, os nossos olhares se encontraram e ela percebeu que eu a admirava. Ela sorriu, um sorriso que dizia "você foi pega em flagrante".
E então, covardemente, eu desviei o olhar.
— Então, tchau né? Se cuida - ela me disse, já se preparando para ir embora.
— Obrigada - eu disse, balançando o copinho, e então me afastei dali.
Mas somente eu sei que aquele "obrigada" não foi somente pela água.
Foi por ela ter aparecido naquele estacionamento, foi por ela ter se aproximado e principalmente por ela ter voltado. Ainda que ela não tenha percebido, a presença dela me fez bem.
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Atualizado até capítulo 57
Comments
Aimeé
fofas
2023-07-30
5
Aimeé
pois é né KKK
2023-07-30
0