Eu sabia que tinha sido injusta com a Vick e que eu tinha que me desculpar. Eu fui atrás dela e, quando a encontrei, ela estava conversando com um rapaz. Ela estava acompanhada, talvez ele fosse o namorado dela, e eu não poderia interrompê-los; eu não tinha esse direito.
Então, eu ia esperar eles voltarem e me desculparia com ela. Passado um tempo, o rapaz que estava com ela apareceu, então imaginei que ela não demoraria a aparecer. Mas ela demorou muito, então fui atrás dela, voltei até onde eles estavam e ela já não estava lá. Não sei como explicar, mas eu tinha certeza de que havia algo errado, então fui procurá-la pelo jardim e vi ela sentada no chão, escorada no tronco da árvore.
Eu me aproximei e, quando vi ela naquele estado, me desesperei e fiquei assustada. Ela estava no meio de um ataque de pânico. Eu me sentei perto dela e percebi que, inconscientemente, ela prendia a respiração e isso dava a ela a sensação de que ela estava sufocando. Eu a chamei e ela estava distante. Pedi para ela se acalmar e ela não me ouvia. Eu fiquei com medo, nunca passei por algo parecido e não sabia como agir naquela situação.
Eu tive vontade de abraçá-la e dizer que ia ficar tudo bem. E foi o que eu fiz: a abracei forte para ela saber que não estava sozinha, pelo menos não mais. Ver o sofrimento dela doeu em mim, senti o seu desespero e tudo que eu queria é que aquilo acabasse logo. Eu queria tirar tudo que a estava machucando e jogar fora, não queria vê-la sofrer.
Eu fiquei ao lado dela até ela se acalmar e, quando ela deitou se aconchegando nos meus braços como um animalzinho ferido, eu não percebi, mas algumas lágrimas deslizaram dos meus olhos. Então, comecei a fazer carinho no cabelo dela. A única coisa que eu conseguia pensar era como alguém pode fazer mal a alguém como ela. Por mais que eu a tenha tratado mal, ela sempre me ofereceu o seu lindo sorriso.
Depois que ela estava mais calma, conversei com ela e consegui fazer ela dar um breve sorriso, o que significou muito para mim. Ficamos ali por mais um tempo em silêncio. Não eram necessárias palavras, eu podia sentir o que ela precisava. Ela precisava de alguém para desabafar, ela precisava de uma amiga, e eu ofereci isso a ela. Depois de um tempo, nos levantamos e fomos ao banheiro, onde eu a maquiei novamente e onde fizemos promessas. Eu prometi que não contaria nada a ninguém e ela me prometeu que confiaria em mim e, quando estivesse pronta, dividiria esse fardo comigo. Deixei ela lá e fui procurar a Paola; ela certamente precisaria da mãe por perto.
Procurei a Paola por todo o lugar e não a encontrei. Fui até a área de serviço e a vi saindo de dentro da sala acompanhada de um homem. Ambos estavam ajeitando as roupas, o que já dá para se ter uma noção do que estavam fazendo. Felizmente, a festa já estava no fim. A Paola me viu e caminhou na minha direção, pronta para falar alguma coisa, mas eu fui mais rápida.
—A sua filha precisa de você. - Paola me perguntou super preocupada e, nos seus olhos, eu vi aflição.
—O que houve com ela? - Paola perguntou.
—Olha, ela está no banheiro e eu acho que a única coisa que ela precisa é de um abraço da senhora. - Eu falei e ela concordou.
Caminhamos rumo ao banheiro e a porta estava fechada. Não pude deixar de ficar preocupada e tive medo do que ela poderia ter feito.
—Vick, abre a porta por favor. - Eu pedi e não obtive resposta.
—Vick, amor, abre a porta. - Paola disse.
E o silêncio continuou. Quando eu ia chamar alguém para arrombar a porta, Vick abriu a porta e não saberia dizer quem estava mais aliviada se era eu ou sua mãe. Paola abraçou a filha, pensei em deixá-las sozinhas, mas Vick não deixou; ela segurou a minha mão.
—Filha, eu vou me despedir e nós vamos embora. - Paola disse para Vick e para mim ela disse um obrigada, movendo os lábios.
—Você vai ficar bem? - Eu perguntei a ela.
—Depende. - Ela me respondeu.
—Depende do quê? - Eu retruquei.
—Se você vai cumprir a sua promessa. - Eu falei, torcendo para que ela estivesse se referindo à nossa amizade.
—Não se preocupe, eu não vou contar a ninguém. - Eu falei, torcendo para que ela estivesse se referindo à nossa amizade.
—Você sabe que não é dessa promessa que eu estou falando. - Ela disse, me puxando para um abraço.
—Eu vou ser sua melhor amiga. - Eu sussurrei no ouvido dela, enquanto estávamos abraçadas.
—Eu confio em você. - A Vick me confessou.
Depois nos despedimos e cada uma foi para sua casa. Procurei a Paola, ela certamente precisaria da mãe por perto. Procurei a Paola por todo o lugar e não a encontrei. Fui até a área de serviço e a vi saindo de dentro da sala acompanhada de um homem. Ambos estavam ajeitando as roupas, o que já dá para se ter uma noção do que estavam fazendo. Felizmente, a festa já estava no fim. A Paola me viu e caminhou na minha direção, pronta para falar alguma coisa, mas eu fui mais rápida.
—A sua filha precisa de você. - A Paola me perguntou super preocupada e, nos seus olhos, eu vi aflição.
—O que houve com ela? - A Paola perguntou.
—Olha, ela está no banheiro e eu acho que a única coisa que ela precisa é de um abraço da senhora. - Eu falei e ela concordou.
Caminhamos rumo ao banheiro e a porta estava fechada. Não pude deixar de ficar preocupada e tive medo do que ela poderia ter feito.
—Vick, abre a porta, por favor. - Eu pedi e não obtive resposta.
—Vick, amor, abre a porta. - A Paola disse.
E o silêncio continuou. Quando eu ia chamar alguém para arrombar a porta, Vick abriu a porta e não saberia dizer quem estava mais aliviada, se era eu ou a sua mãe. A Paola abraçou a filha. Pensei em deixá-las sozinhas, mas a Vick não deixou; ela segurou a minha mão.
—Filha, eu vou me despedir e nós vamos embora. - A Paola disse para a Vick, e para mim ela disse apenas um "obrigada", movendo os lábios.
—Você vai ficar bem? - Eu perguntei a ela.
—Depende. - Ela me respondeu.
—Depende do quê? - Eu retruquei.
—Se você vai cumprir a sua promessa. - Eu falei, torcendo para que ela estivesse se referindo à nossa amizade.
—Não se preocupe, eu não vou contar a ninguém. -Eu falei, torcendo para que ela estivesse se referindo à nossa amizade.
—Você sabe que não é dessa promessa que eu estou falando. - Ela disse, me puxando para um abraço.
—Eu vou ser sua melhor amiga. - Eu sussurrei no ouvido dela, enquanto estávamos abraçadas.
—Eu confio em você. - A Vick me confessou.
Depois, nos despedimos e cada uma foi para sua casa.
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Atualizado até capítulo 57
Comments
Aimeé
mais que amigos, friends.
2023-07-31
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