Hoje foi mais um longo e exaustivo dia, onde tive que lidar com um monte de cantadas idiotas. Garotos que não sabem a hora de parar forçam tanto a barra para parecerem legais que acabam passando a visão errada.
Mas a melhor parte, sem dúvida, é que estudo o que gosto, tenho tempo livre e posso me dedicar a outras tarefas. Minha mãe vem me visitar e passar um final de semana comigo, o que não mata a saudade, mas alivia um pouco. Ela é a mãe que todo mundo quer ter, aquela que dá bronca, mas que dá muita atenção e carinho.
A propósito, amanhã ela chega e, segundo ela, tem assunto sério para conversar comigo; sinceramente, não sei sobre o que é, mas espero que sejam boas notícias.
Sexta-feira
Acordo e faço minhas higienes. Aproveito que hoje não terá aula na faculdade e preparo meus patins. Hoje, resolvi praticar uma das minhas maiores paixões: patinar.
E é com esse pensamento que eu vou para a pista de patinação, onde fico horas patinando, até ter a sensação de que estou sendo observada.
Eu paro de patinar e sento para descansar, e sinto alguém se aproximando, até que finalmente ele quebra o silêncio.
— Você estava maravilhosa, Vick. Devo admitir que você roubou toda a minha atenção - Edgar fala, me fazendo corar.
— Obrigada, Edgar. Você sempre usando as palavras certas - ele responde, dando um lindo sorriso, e me convida para almoçar, o qual prontamente eu aceito, porque até agora não comi nada.
Tivemos um almoço agradável, onde ele não perdeu a oportunidade de me passar cantadas. Admito que ele é um charme.
— Posso te acompanhar até em casa? - ele me pediu com um olhar de cachorro abandonado.
Eu sei que deveria dizer não, mas a verdade é que eu gosto muito dele, não da maneira que ele espera, mas eu gosto da companhia dele.
— Pode. Mas hoje é o dia que a minha mãe vem, então não pode demorar, hein? - eu digo, e ele sorri confirmando.
Ao chegar no apartamento, assim que entramos, ele vem como um animal faminto, pronto para devorar a sua presa. Ele se aproxima, me prende na parede e me beija.
Um beijo intenso, ao qual eu correspondo. Após separarmos os nossos lábios, ele traz a sua boca ao meu pescoço, onde deixa uma trilha de beijos e chupões.
E tudo que eu faço é retribuir da mesma maneira. Arranho a sua nuca, desço pelas suas costas, arranho o seu abdômen e vejo ele se contorcendo de prazer.
Não sei como a gente chegou no meu quarto. A única coisa que eu sei é que agora ele está entre as minhas pernas, se esforçando para fazer sexo oral. Mas ele é muito apressado e não se dedica o suficiente no processo.
E cerca de meia hora depois, estamos os dois suados na minha cama. A única diferença é que ele parece muito satisfeito. Eu, por outro lado, me sinto péssima. Não porque eu não goste de estar com ele, mas porque sinto que estou usando ele para satisfazer algo que nem sei explicar.
— Vick, você estava incrível. Eu adorei e você gostou? - Ele me pergunta com a voz cortada devido ao cansaço, e é nessa hora que eu mais me sinto mal.
Porque é agora que eu olho bem dentro dos olhos e minto descaradamente pra ele e digo em voz alta tentando a convencer a mim mesma.
— Eu adorei, achei incrível.
E é com essa mentira que eu me despeço dele e caminho em direção ao banheiro. E durante o banho eu me sinto vazia, como se faltasse algo que eu nem sei explicar.
Caminho a passos lentos em direção à minha cama, troco os lençóis, deito e durmo tranquilamente.
Acordo com o toque irritante do meu celular, observo o número desconhecido e em seguida atendo.
Chamada on
— Alô?
— Oi, boa tarde. Desculpe incomodar, mas este é o número da Sra. Bovier? - Uma voz doce pergunta do outro lado da linha.
— Depende, se for da Polícia a resposta é não. - E o que eu escuto é uma risada abafada do outro lado da linha.
— Não se preocupe, senhorita. Eu sou apenas a secretária da sua mãe, e ela mandou informar que você deve buscá-la no aeroporto. O voo dela chega às 8 da noite.
— Ok, obrigada.
Chamada encerrada.
Eu levantei ainda atordoada, verifiquei que já eram seis horas e resolvi preparar um incrível jantar para esperar a minha mãe. Só que, ao chegar na cozinha, lembrei que só sei fazer macarrão.
Bom, como a intenção é o que vale, eu fiz o melhor espaguete ao molho que sabia fazer.
Em 30 minutos, estava pronto.
Aproveitei e dei uma leve organizada na casa e parti rumo ao aeroporto. Cheguei lá às 7:30 e o voo atrasou, então esperei mais 40 minutos até ter o vislumbre da minha mãe.
Corri até ela e lhe dei um longo abraço. Após nos soltarmos, ela me inspecionou de cima abaixo e me deu um olhar bem sugestivo. Foi aí que percebi que tinha amarrado o meu cabelo em um coque alto, dando a ela total visão do meu pescoço. Tudo que fiz foi perguntar:
— Mamãe, fez boa viagem?
Enquanto disfarçadamente desfazia o coque e cobria o meu pescoço, ela deu um sorriso de lado, percebendo o que eu estava tentando fazer, e disse:
— Sim, meu amor, a viagem foi boa, não tanto quanto a sua, mas foi boa . respondeu, dando-me uma piscadinha.
Tudo que fiz foi pegar a mala dela e andar o mais rápido que pude até o carro. Dentro do carro, quando pensei que as marcas no meu pescoço não voltariam a ser pauta na nossa conversa, fiz minha pergunta:
— Vick, você não acha melhor eu ficar hospedada em um hotel? Olhei surpresa para minha mãe e perguntei:
—Porquê?-Confesso que a resposta que recebi me deixou mais vermelha que a cor do meu cabelo.
— Sei lá, amor, vai que o morcego que te atacou ainda esteja por lá! -Ela disse isso e caiu na gargalhada, e a única coisa que fiz foi sorrir junto com ela e pensar o quanto sinto falta disso.
40 minutos depois
— Pronto, mãe, chegamos, e olha só, não tem nenhum morcego. Eu disse sorrindo.
— Que bom. Só que eu vou querer detalhes desse seu acidente com os morcegos. Ela disse fazendo uma cara de brava que daria medo a qualquer um, mas eu sabia que era só pose.
— Claro, mamãe. Após o jantar, eu te conto tudo, inclusive os detalhes sórdidos. Eu disse, dando uma piscadinha pra ela e seguindo com a mala até o quarto dela.
Mamãe foi tomar um banho e eu fui esquentar o jantar e organizar a mesa. Vinte minutos depois, ela voltou linda e cheirosa.
Eu a convidei para se sentar à mesa e observei o seu olhar de admiração para o espaguete. Para ser bem sincera, não sei se ela ficou admirada pelo espaguete (que, modéstia à parte, estava lindo) ou pelo simples fato de ter cozinhado para ela.
Só sei que, nessa noite, o meu simples espaguete ganhou o inigualável sabor do prato mais requintado do mundo.
Após jantarmos, minha mãe se sentou no sofá e eu deitei no colo dela. Ali, eu contei toda a história do "morcego que me atacou". Após esse momento de descontração, foi a vez dela falar sobre um assunto sério.
— Sabe, amor, eu pensei que seria mais fácil. ela disse, enchendo os olhos de lágrimas. Devo admitir que, nessa primeira frase, passaram um milhão de pensamentos pela minha cabeça e todos eles me aterrorizaram. Mas eu não disse nada, apenas segurei em sua mão e a deixei continuar.
— Eu me enganei muito, amor. Sinto a sua falta. Eu sei que aqui você já formou uma vida, frequenta uma excelente universidade. Só que você ainda é o meu bebezinho. Por isso, filha, eu vim te implorar para que você volte.
Quando olhei para a minha mãe, não sabia quem chorava mais. Boas instituições em todos os países existem, mas a oportunidade de estar ao lado da minha mãe só um país me proporcionaria.
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Atualizado até capítulo 57
Comments
rafa
comecei lê hj converso que eu estou gostando muito da história
2023-09-02
7
Raffa Almeida
gostando da história autora
2023-04-13
3