Depois de conversar com Silvina, tudo o que eu queria era tomar um banho e descansar. Ela me disse para usar o banheiro da minha mãe e descansar no quarto dela enquanto preparava o meu quarto.
Sinceramente, achei aquilo bem estranho, mas resolvi deixar para lá. Até porque o que teve de normal no meu dia?
Fiz conforme ela disse, tomei banho e deitei na cama da minha mãe e adormeci.
Acordei com alguém me chamando enquanto fazia carinho no meu cabelo.
—Filha, acorda, o jantar já está pronto e eu tenho uma surpresa para você . - escutei minha mãe falar.
O soninho estava tão bom que puxei a coberta e tampei a cabeça.
— Pare de dengo, Vick, vai levantar, eu não vou deixar você dormir mais mesmo. - ela disse autoritária, puxando a coberta.
Dando por vencida, eu a acompanhei até a sala de jantar, onde Silvina preparou tudo o que eu mais gostava.
— Uau, Silvina. Desse jeito, eu nunca mais vou embora, hein? eu disse sorrindo para ela.
— Talvez a intenção seja essa, minha menina. - Silvina me disse toda entusiasmada e depois se retirou.
— Vick, você fez boa viagem? - Mamãe me perguntou.
— Sim, a viagem foi boa. - Eu a respondi, já me deliciando com as incríveis comidas que a Silvina fez.
— Você está chateada por não ter ido te buscar no aeroporto? - Ela me perguntou um pouco apreensiva.
— De forma alguma. Eu sei que a senhora tem muitos compromissos. - Eu disse, enquanto me servia com um copo de suco.
— Silvina me contou que você demorou a chegar. Você por acaso foi visitar algum amigo antigo? - Ela me perguntou, como se estivesse pisando em ovos. Eu entendi perfeitamente o que ela quis perguntar.
— Em relação a "amigos antigos", não precisa se preocupar, mamãe. Não tenho a menor intenção em reencontrar com eles. - Respondi sendo sincera.
— Na verdade, é que eu não sabia o endereço, então fui até a empresa da senhora. Mas não foi necessário eu subir até a sua sala, porque enquanto eu estava no estacionamento, a senhora me ligou e o resto a senhora já sabe. Eu omiti a parte de ter conhecido aquela moça, até por uma questão de respeito. Não acho legal sair por aí falando da vida de alguém que eu nem conheço.
Após o jantar, minha mãe disse que tinha uma surpresa para mim e me apresentou o meu novo quarto, que achei incrível.
Ela me contou que quem montou o quarto foi a sua assistente e uma decoradora. Eu achei incrível, gostei de tudo.
— Obrigada, mamãe, eu adorei . disse a ela.
— De nada, meu amor. É o mínimo que eu poderia fazer . disse ela, visivelmente emocionada. Nos despedimos e eu fui dormir.
Acordei, fui tomar café com a minha mãe, conversamos muito e eu contei a ela os meus planos de ainda hoje começar a escolher uma instituição para começar o meu curso, quanto antes, e também ia voltar a fazer aulas de dança.
Vesti uma roupa confortável, peguei os meus óculos de sol, amarrei o meu cabelo em um coque e fui atrás dos meus objetivos.
Dei uma volta na cidade e ela continua linda. Com a manhã livre, visitei diversos polos universitários, conversei com os reitores, alguns alunos e com os professores. Com isso, pude ter uma noção de como era cada lugar.
Não é igual ao meu curso nos Estados Unidos, mas isso não significa que é ruim, só é diferente.
Estava olhando algumas escolas de dança para me matricular e achei uma incrível que não ficava muito longe da empresa da minha mãe.
Conversei muito com o professor que dá aula lá. Ele foi super atencioso comigo, conversamos bastante, ele é muito legal. Durante a nossa conversa, descobri que o Juan é gay, que ele já trabalhou em Nova York e que ele é um cara super legal.
Quando estava me despedindo dele, indicou-me um restaurante italiano, que segundo ele, a comida era incrível.
Com a explicação que ele me deu, eu cheguei até o tal restaurante, e ele parecia bem aconchegante.
Ao entrar no restaurante, eu tive a sensação familiar de estar sendo observada. Ao levantar o rosto, o meu olhar se encontrou com o da garota do estacionamento, e eu dei um sorriso daqueles que diz "eu percebi que você estava me olhando".
Ela desviou o olhar, e eu me sentei na mesa que estava vazia. Eu percebi que ela continuava me observando, e sinceramente, eu fiquei curiosa para saber o motivo pelo qual ela tanto me olhava.
Aproveitei que ela estava distraída com o garçom e me aproximei dela. Pedi para me sentar e almoçar com ela, e ela permitiu.
Conversamos um pouco e almoçamos. Foi tranquilo, ela foi menos rude do que no estacionamento.
A única coisa que incomodou foi a maneira como me olhava, como se quisesse me decifrar. Isso me incomoda um pouco quando as pessoas tentam adivinhar como eu sou.
Eu olhei disfarçadamente para o horário, mas ela percebeu e nem preciso dizer que eu fiquei sem graça. Eu tinha que mostrar os papéis para a minha mãe, mas eu gostei de passar um tempo com ela.
Pagamos a conta e ela me deu uma carona até a empresa. O que me surpreendeu foi ela pensar que eu trabalhava ali.
Não sei de onde ela tirou essa ideia. Eu poderia dizer que eu tinha ido ver a minha mãe, que é a chefe dela. Mas se eu fizesse isso, com certeza ela nem ia conversar comigo mais. Porque quem gostaria de ter amizade com a filha da chefe? Ela ficaria pisando em ovos o tempo todo.
Então, quando chegamos no hall, eu fui em direção à recepcionista e ela pegou o elevador. Então, liguei para a minha mãe e pedi para ela me atender, e também pedi para ela me tratar como se eu fosse uma amiga dela. Eu odiaria se as pessoas me tratassem bem só por ser filha da Paola Bovier. Ela concordou e disse que era para mim subir.
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Atualizado até capítulo 57
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