Se ela soubesse que também a chamei de "Amor da vida da Paola", sorri ao pensar que ela quase acertou.
— Por que você está sorrindo? - Ela perguntou, colocando a mão de volta no meu braço, e novamente o meu corpo reagiu ao seu contato.
Eu olhei para sua mão e ela percebeu, tirando-a do meu braço.
— Desculpa. - Ela disse, parecendo chateada.
— Pelo quê? - Eu perguntei, tentando entender.
— Por ter te tocado. - Eu ri, entendendo o que ela pensou.
— Não sou preconceituosa. - Eu falei e ela gargalhou, e eu não entendi nada.
— Você acha mesmo que sou namorada da Paola, né? - Ela perguntou.
— Sinceramente, acho que você está pegando a mãe e a filha. - Ela riu ainda mais.
— Boa noite, meninas, vocês não vão entrar? - A Paola perguntou, surgindo do nada, e eu fiquei vermelha de vergonha.
A ruivinha percebeu e segurou a risada.
— Daqui a pouco nós vamos. - Ela disse para a Paola.
— Você está bem, Romina? - A Paola me perguntou.
— É mesmo, Romina. Você está meio vermelha, você está bem? - Aquela idiota me perguntou, fingindo que estava preocupada.
— Sim, estou bem. Obrigada pela "preocupação". - Falei, dando ênfase na palavra preocupação e olhando nos olhos daquela garota.
— Então não demore muito, as pessoas estão perguntando por você, Vick, e o Henrique está te procurando, Romina. - A Paola disse e se afastou.
— Ela ouviu o que você disse. - A tal de Vick me falou.
E eu gelei na hora.
— Você acha mesmo? - Eu perguntei, preocupada.
— Não. - Ela disse sorrindo .
— Idiota. - Eu falei e empurrei ela para o lado, usando o meu corpo.
— Eu vou entrar. - Ela disse, levantando-se.
— Por quê? - Eu perguntei, sem entender .
— Essa festa é em minha homenagem, seria estranho eu ficar o tempo todo aqui fora. - Ela disse, piscando para mim e saindo.
E eu fiquei parada, olhando ela indo, me sentindo uma completa idiota.
— Ela é filha da Paola. - Eu disse em voz alta, para que o meu cérebro não explodisse.
Aquela vaca estava tirando onda com a minha cara, estava se divertindo às minhas custas.
Eu não acredito.
Eu vou ter que pedir desculpas.
Eu me levantei, coloquei os saltos e voltei para dentro.
Avistei ela no meio da pista, dançando maravilhosamente bem. Ela me viu e de novo deu aquele maldito sorriso.
— Você quer dançar? - O Henrique me perguntou.
— Na verdade, ela está fazendo companhia e me apresentando as pessoas. Se você não se importar. - Aquela idiota disse, se aproximando de nós e tocando no meu braço.
O Henrique se afastou e ela sussurrou no meu ouvido.— De nada. - Ela disse sorridente.
— Pelo que?
— Por te ajudar a dispensar ele. - Ela disse, dando de ombros.
— E quem disse que eu queria dispensar ele?
— Tá brincando, né? Quando a minha mãe disse que ele estava te procurando, só faltou você vomitar. - Ela disse, me olhando sugestiva.
— Agora é sua mãe, né?
— Sim. Você ia dançar com ele? - Ela me perguntou.
— Claro, eu queria dançar.
— Então dança comigo?
— Não.
— O azar é seu, porque eu danço perfeitamente bem. - Ela disse, toda exibida, e deu de ombros.
Ela dança bem, qualquer pessoa viu.
— Por que você mentiu pra mim?
— Eu não menti pra você. - Ela disse sorrindo.
— Mas também não desmentiu.
— Você tinha tanta certeza. E outra, aquele dia no elevador eu ia te desmentir, mas você estava brava e não me deixou falar.
— Você poderia ter falado quando eu perguntei em qual setor você trabalhava.
— Não sabia que ser filha da dona era um cargo. E foi justamente por isso que eu não falei, para evitar constrangimento. Ou você não se envergonharia da filha da sua chefe ter te visto discutindo no seu local de trabalho.
Eu fiquei muda.
E ela saiu de perto de mim.
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Atualizado até capítulo 57
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