O meu fim de semana, assim como Luchó e eu combinamos, foi sem briga e sem ele. Acho que foi por isso que não houve briga.
Ele teve que fazer uma viagem a trabalho. Segundo ele, a viagem demoraria dois meses, mas ele estava estranho e preferi fingir que acreditava.
Na segunda-feira, voltei ao trabalho e a senhora Bovier estava feliz da vida, toda sorridente. Eu estranhei (não que ela fosse baixo astral), mas ela estava mais contente do que o normal. Imaginei que ela poderia ter arranjado um namorado e talvez esse seria o motivo da felicidade dela.
— Romina, me acompanhe até a minha sala, por favor . - ela disse calmamente.
— Claro - eu disse, já me levantando e a seguindo.
Ela fez sinal para que me sentasse na cadeira, e eu obedeci. Quando entrou, ela sentou na cadeira dela.
Ela fez sinal para que eu me sentasse na cadeira, e eu obedeci. Em seguida, ela sentou na cadeira dela.
— Veja bem, Romina, dentro de um mês a minha filha vai regressar ao país e eu preciso urgentemente de uma decoradora. Você consegue me arrumar alguém? - ela me disse, com os olhos brilhando de felicidade. Foi nesse momento que eu percebi que a alegria dela não tinha nada a ver com um namorado.
— Bom, senhora, tem...
— Nada de senhora, me chame apenas de Paola - ela disse, cortando-me totalmente.
— Então, Paola, tem aquela decoradora que sempre faz a decoração do desfile. Eu posso ver se ela está disponível.
— Isso seria ótimo. Romina, como você sabe, eu tenho que fazer uma viagem a negócios. Sendo assim, eu gostaria que você ajudasse a decorar o quarto da minha filha - ela disse isso como se fosse a coisa mais natural, como se eu e ela compartilhássemos os mesmos gostos.
— Paola, eu não acho que sua filha e eu temos gostos parecidos, e também acho que ela não vai gostar de saber que a sua secretária foi quem escolheu as coisas dela.
— Não vejo dessa forma, vocês têm idades semelhantes, e você tem bom gosto. E outra coisa, eu conheço a minha filha e a maior parte do tempo ela vai estar fora de casa. Ela só vai entrar no quarto pra dormir, isso se ela não encontrar alguém de bom coração que compartilhe a cama com ela. Ela disse e caiu na gargalhada. Ah, se minha mãe fosse assim.
— Tudo bem, eu vou auxiliar a decoradora e, se você preferir, posso pedir dicas à sua filha.
— Não faça isso. Eu quero fazer uma surpresa pra ela. Você tem o meu endereço, você pode ficar à vontade pra ir lá. Vou deixar os meus funcionários preparados pra te auxiliar em tudo.
E isso foi tudo que ela disse, a partir desse momento eu tive que trabalhar muito pra conseguir dar conta do recado.
Sinceramente, gente rica se importa com cada coisa.
Foram duas longas e exaustivas semanas de trabalho.
A parte boa é que eu conheci a sra. Silvina, a cozinheira da mansão. Ela me contou que a Victória foi pros Estados Unidos estudar artes plásticas. Me disse que ela é a princesinha da casa e que todos a adoram.
Segundo a Silvina, a Victória todos os dias inventava uma aventura nova e sempre teve muitos amores, mas nenhum namorado oficial. No final dessas duas semanas, eu sabia muito mais da vida da filha da minha patroa do que da vida da própria Paola.
Nessas duas semanas, eu recebi apenas duas ligações do Luchó e, sinceramente, eu já estava cansada da maneira como íamos levando o nosso relacionamento.
Eu me apeguei aos momentos do nosso relacionamento e percebi que, se não fosse pela insistência dos meus pais neste meu relacionamento, sem sombra de dúvida eu teria terminado, mas eles adoram o Luchó e o veem como um filho.
Hoje, com o trabalho concluído, decidi mandar mensagem no grupo do trabalho para ver se eles estavam a fim de sair para beber e dançar, já que da última vez eu tinha furado.
Fiquei feliz quando eles responderam que iriam. Ficamos de nos encontrarmos na boate "Del Rey" às dez e meia da noite. Como ainda eram seis da tarde, resolvi ir para casa, tomar um banho bem demorado e me produzir como há um bom tempo não fazia.
Depois de pronta, comi uma maçã e bebi água. Optei por ir de Uber, já que hoje eu precisava beber.
Quando deu nove e meia, peguei o Uber em direção à boate. Quando deu dez e vinte, já havia chegado à boate. Assim que vi os meus colegas na fila, me aproximei.
— Boa noite - eu falei.
— Finalmente você nos deu a honra da sua bela companhia - Henrique disse, todo cheio de charme, e eu me segurei para não revirar os olhos. Não que ele fosse feio ou desagradável, o problema é que ele é um galinha.
— Finalmente, Henrique disse algo com o qual tenho que concordar. Realmente, Romi, você está ainda mais perfeita do que o costume. - A Vanessa disse, e eu me surpreendi com esse comentário dela. Eu resolvi levar na esportiva e devolver os elogios.
— Obrigada, Vanessa e Henrique. Mas foram vocês que passaram na fila da beleza e pegaram tudo para vocês .-eu disse sorrindo.
Estávamos em um grupo de dez pessoas, e confesso que havia, no mínimo, três mulheres que me olhavam como se quisessem me matar.
Finalmente, quando entramos, eu resolvi ir direto ao banheiro.
— Com licença, eu vou ao banheiro .- eu disse, já me afastando.
— Espera, eu vou com você. - a Vanessa disse. E então, juntas, fomos em direção ao banheiro.
— Romi, você namora?- ela me perguntou e virou o rosto. Não sei o porquê dela ter virado o rosto, mas fiquei curiosa.
— Sim. Luchó e eu estamos juntos há dois anos. Por quê?
— O Henrique pediu para te perguntar, mas eu disse a ele que provavelmente você tinha um namorado - ela disse sem me olhar nos olhos.
— E como você supôs que eu tinha um namorado? - eu perguntei de frente para ela, olhando nos seus olhos. Ela deu de ombros e disse:
— Garotas bonitas sempre namoram. - Eu sorri diante da sua frase.
— Sendo assim, eu suponho que você tenha namorado, né? - Eu falei e ela negou com a cabeça.
— Na verdade, a pessoa por quem estou afim já tem namorado. - Ela disse isso olhando nos meus olhos e saiu em direção a uma das cabines vazias, me deixando sozinha.
Eu não acredito que eu estava flertando com a Vanessa. E não acredito que ela está afim de mim, nossa, isso é loucura.
Eu usei o banheiro e quando fui lavar as mãos, ela estava me esperando.
— Me desculpa, se eu tivesse bebido, eu poderia jogar a culpa na bebida. - Ela disse totalmente sem graça e parecia meio envergonhada.
— Não precisa se desculpar, eu fiquei lisonjeada com o seu interesse. Ah, e se mais tarde você quiser beber e me passar uma cantada, fique à vontade. Eu falei brincando e ela sorriu.
E juntas saímos do banheiro, olhei ao redor e o pessoal estava separado. Eu que não ia empatar a foda de ninguém, olhei para o meu lado e a Vanessa já não estava mais lá.
Sozinha, caminhei até o bar e pedi um drink. O garçom me serviu e eu bebi em um gole só. Então pedi outro drink e estava tão bom que eu perdi as contas de quantos drinks tomei.
Na pista, começou a tocar a minha música favorita e eu fui dançar. Sou péssima dançarina, só bebendo para passar uma vergonha dessas. Enquanto eu estava dançando, senti mãos grandes na minha cintura. Eu estava me divertindo, mas sabia o tipo de problemas que isso me causaria e resolvi sair da pista.
Saí da boate e chamei um Uber. De dentro do carro, mandei uma mensagem no grupo dizendo que eu já estava indo embora.Ao chegar em casa, tomei um banho e, assim que me deitei na cama, apaguei.
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Atualizado até capítulo 57
Comments
Aimeé
olha é melhor tá sozinha. Aliás tu nem quer essa relação mais, esquece essa velharia
2023-07-30
5
Aimeé
gaiar
2023-07-30
0