Adeus?

O coração da jovem acelerou de modo novo ao se deparar com os olhos negros de Antônio.

— A senhorita não aprende, nunca?

Luana tocou na mão quente do patrão que cobria sua boca, o homem logo a retirou.

— Meu senhor! — exclamou a jovem desviando o olhar. — Sr. Antônio quase me matou de susto!

— E eu não? toda vez que Senhorita abre aquela janela — Sibilou Antônio soltando o braço da preceptora.

— Perdão.

Antônio olhou para Luana com um sorrisinho sem graça. — Então o que veio fazer dessa vez... tomar um ar?

— Eu não gosto de mentiras... — constatou Luana, olhando para o escuro.

— Então fale a verdade, quem veio encontrar? — Perguntou Antônio sem desviar o olhar da preceptora.

— Uma amiga

— Por acaso essa amiga usa um suspensório é uma bolsa de lado... E como diz sua amiga tem um belo par de olhos azuis? — disparou Antônio cruzando os braços.

— Está me ofendendo! — exclamou a jovem dando um passo para trás.

— O que queria respeito? a senhorita pula janelas a meia noite para se encontrar com um homem como se fosse... — Antônio hesitou virando o rosto escarlate.

— O senhor não tem esse direito, é meu patrão não meu dono. — rosnou Luana.

— Justamente por isso, eu quero pessoas decentes na minha casa

— Será mesmo que é esse o problema? — A preceptora perguntou, mas o tom de sua voz pareceu uma súplica.

— Claro! — exclamou o advogado pondo a mão na testa.

— Se esse é o seu medo, não mancharei, me de apenas está noite irei embora ao amanhecer. — Disse a jovem olhando para o chão.

— Como? — Antônio perguntou atônito.

— O senhor nunca mais me verá, ninguém terá do que falar é sua reputação estará igual.

— Está a coçoar com minha cara? — Disse o advogado com uma carranca.

— De modo algum... perdão sr. Antônio, é sou muito agradecida por ter me aceitado debaixo do seu teto, mas tenho que ir embora. — Disse devagar Luana sem olhar para o patrão.

— Srta. Luana...

— Por favor volte para casa, em breve voltarei é apanharei minhas coisas — Luana falou é segurou a barra do vestido é começou a caminhar.

— Senhorita Oliveira... srta. Luana... — Antônio disse ao ver a jovem se afastar. — Luana! volte aqui... Qual o seu problema? quer morar onde ao léu? ou pior em um bor...

A preceptora virou-se de um vez com o semblante irritado é voltou ao encontro do homem. — Pare! Eu não aceito que fale assim.

— Se não voltar comigo agora, não será mais bem-vinda na minha casa. Não importa o que faça não poderá voltar atrás. — Antônio disse com os punhos serrados.

— De qualquer maneira não importa, tenho que ir, não posso trair a única pessoa que me ama — Disse a jovem com um peso no peito.

Antônio levantou os braços para cima é perguntou. — Será que não percebe que vai desgraçar sua vida? nenhum amor vale tanto sacrifício... quando olhar para trás irá se arrepender!

— Posso até sofrer no futuro, mas não posso desistir, o amor vale a pena quando o outro também nos ama. — Luana levantou a cabeça é disse, lembrando-se dos anos com a amiga.

Antônio fechou os olhos é perguntou rápido sem se dar conta da proporção de suas palavras. — O que ele pode te oferecer que eu não posso?

— Eu...— Luana sussurrou olhando para o homem, seu corpo tremeu é ela sentiu novamente aquelas borboletas bailando no estômago.

— E só um carteiro... jovem, bem afeiçoado... — Antônio suspirou com a mão no rosto. — O ama de verdade?

— Não, não, claro que não — Luana disparou repetidamente balançado a cabeça.

Antônio abriu a boca, mas tardou a falar, tentando controlar as batidas do coração. — Então porque diabos vai embora com ele? — O homem abriu os braços.

— Não vou... eu — Luana parou de falar quando ouviu alguém chamar seu nome ao longe. — Clotilde... eu preciso ir até ela... — Luana olhou para o patrão naquela roupa de dormir cabelos bagunçados é semblante preocupado? triste talvez... por um momento ela quis ficar é contar a verdade, mas ouvi seu nome novamente. — Eu tenho que ir... voltarei daqui a pouco é explico tudo — Luana deu as costas é sumiu na escuridão, enquanto o patrão encarava o breu com medo do futuro é do peso de suas palavras.

...♡♡♥︎♡♡...

— Clotilde? — Sussurrou Luana aproximou-se do portão.

— Aqui!

— Minha amiga — Disse Luana é logo a abraçou.

Sussurrou Clotilde tocando o rosto da amiga. — Luana que loucura eu fiz! estamos perdidas!

— Não, não vamos pensar nisso agora. Vamos entrar — Disse Luana segurando a mão da amiga.

— Enlouqueceu? se seu patrão nos ver? — Sussurrou a jovem puxando a mão da preceptora.

— O sr.Antônio já sabe — Luana sussurrou ainda com o coração acelerado.

— Cantasse a ele? É se...

— Não contará, vamos precisamos ficar lá até amanhecer — Afirmou Luana, mas já não tinha tanta certeza.

— Tudo bem, confio em ti — Falou com um sorriso Clotilde.

— Eu estou feliz em te ver

— Eu também Luana, eu também.

Quando Luana chegou em casa a porta estava aberta é Antônio sentado em um poltrona na sala parecia cansado contemplando o nada. Tão perdido nos próprios pensamentos que nem percebeu a mulher entrar.

— Sr. Antônio? — sussurrou ela aproximando-se. — Sr. Antônio...

Antônio virou-se de uma vez.— Luana... eu...

Luana falou rápido antes que homem pudesse falar. — Minha amiga está esperando na porta...

Antônio a olhou é logo desviou olhar suspirando.

Luana continuou. — Ela pode dormir aqui?

— Eu...

— Desculpe-me... está tarde é não posso deixá-la sozinha — Implorou Luana pressionado as próprias mãos.

— Tudo bem a mande entrar — Antônio falou olhando para o chão.

— Agradecida, ela ficará comigo no meu quarto. — Luana falou é retirou-se.

Logo a pequena Clotilde chegou com uma mala é um rosto pálido.

Clotilde falou — Boa noite Sr. Antônio desculpe o incomodo.

— Não se preocupe. Srta. Luana leve sua amiga para o quarto, eu irei me recolher, boa noite. — Antônio disse é passou pelas duas em direção a escada.

— Sim senhor.

Luana mal consegui respirar quando o patrão passou por ela.

— Vamos Clotilde. — Sussurrou Luana.

— Vamos.

Alguns minutos depois no quarto enquanto Luana penteava os cabelos.

— Luana sabia que seu patrão foi até minha casa a uns dias atrás? — disse Clotilde.

— Não, fazer o que?

— Brigar com meu pai, ele entrou feito uma fera é disse que se ele encostasse um dedo em ti novamente, ele não teria mais lugar nessa cidade...

Luana arregalou os olhos — Clotilde... deveras?

— De certo que sim... eu achei tão bom, pelo menos alguém te protege Luana, ele é bom, não é? — A jovem comentou com um sorriso.

— Sim é. — Luana falou com um sorrisinho, sentindo uma sensação estranha ao saber que o patrão a havia protegido.

— Agora durma, vamos acordar cedo é iremos para o Ceará eu tenho uma tia ela é viúva é nos acolherá por enquanto. — Constatou Clotilde.

— Que Deus nos acompanhe.

— Obrigada Luana por estar comigo

— Es minha amiga, te gosto muito.

— Também Luana, também.

Em poucos minutos Clotilde estava dormindo de cansaço. Luana já estava de camisola deitada do lado da amiga, porém por mais que quisesse descansar não conseguia, toda vez que fechava os olhos Antônio é suas palavras vinham a sua mente.

" Será que ele quis mesmo dizer isso? talvez estivesse apenas confuso."

Luana fechou os olhos em negação, mas os abriu rápido quando ouviu um barulho que vinha da cozinha é ela já sabia o que era, já havia a abrido duas vezes... A bendita janela.

" Quem será que está saindo? eu poderia ir ver quem é... Mas não é certo "

Luana fechou os olhos novamente, mas acabou cedendo é levantou-se é foi devagar em direção a cozinha.

Quando a jovem chegoua janela estava aberta é o vento frio entrava por ela, mas o que fez Luana tremer foi quem estava com os braços apoiados na janela de olhos fechados é cabelos balançando, aquele perfume amadeirado invadiam os pulmões da jovem que se viu indecisa entre ir ou ficar.

" O que custar? estou indo embora mesmo, posso amenos me despedir? apenas dizer adeus..."

Luana respirou fundo é apertou o próprio pulso, é andou devagar na direção do homem que virou-se na direção da mesma ao perceber sua presença.

— Sr. Antônio podemos conversar?

— Não é adequado... esse horário... — sussurrou Antônio.

— Partirei antes do nascer do sol... por favor apenas me escute

— Fale... — O homem falou sentando-se na janela.

Luana cruzou os braços na frente do corpo é tentou formular uma frase, mas a única coisa que vinha a sua cabeça era...

" Estou indo embora... é nunca vou saber que gosto tem..."

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Comments

Marta Mendes

Marta Mendes

Ah Luana não pode ir embora

2023-06-01

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