Tuas lágrimas

Luana estava pronta ir, quando Leonor se aproximou correndo, a pequena mulher parou com as mãos nos joelhos é falou ofegante.

— Luana... perdão, mas papai mandou me buscar.

— Ah... não se pertube Leonor, vá.

— O senhor Raul, vai com a senhorita, tome cuidado não deixe aquele homem a maltratar — aconselhou a babá é seguro a mão da amiga.

Luana sorriu é falou.— Pode deixar vou me cuidar.

— Até Luana

— Até

As duas acenaram, Luana sussurrou ao ver Leonor sumir no caminho. — E agora?

Luana ajustou a vestido é seguiu em direção da carruagem.

Antônio estava lá conversando com Raul, o que fez Luana sentir vontade de dar meia volta é desistir da viagem, mas ela apenas segurou o pulso é seguiu enfrente é apenas os comprimentou com um singelo sorriso, que fez Antônio virar o rosto na direção oposta é o coração de Luana saltitar de maneira estranha.

— Pronta senhorita Luana? — perguntou Raul é logo olhou para o patrão.

— Sim, obrigada por me acompanhar

— Não tem de que senhor Antônio, fez questão — Raul falou é no final da frase de um sorrisinho.

O que fez Antônio pigarrear é a arquear a sobrancelha. — Está na hora de ir. — O homem falou sem gosto é saiu apressado.

— Vamos senhorita.

Luana apenas acenou com a cabeça é entrou na carruagem, mas antes de sair ela olhou para trás é viu o olhar distante de Antônio sobre a carruagem.

" Talvez ele tenha se arrependido... de ter me emprestado a carruagem!"

...♡♡♡...

Luana demorou a convencer Raul a deixá-la um pouco distante da casa de Clotilde, mas depois ele acabou cedendo.

A preceptora apressou-se e direção a rua movimentada da casa de Clotilde que era uma senhorita invejada, cujo a família tinham poses, se amavam. O que não passava de uma grande mentira, Luana havia descoberto a pouco depois do escândalo com Clóvis, a jovem percebeu que os rumores eram verdadeiros. Os Souza era esnobes abeira da falência fazia sentido já que estavam querendo casar a filha com um homem mais velho, mas quem seria? Luana queria saber disto mais que tudo.

A senhorita parou em frente a casa de cor branca, cujo era enorme com uma grande janela é alguns degraus até a porta. A mulher é bateu na porta devagar alguns segundos depois alguém abriu a porta é mudou de cor ao vê-la.

— Luana... O que faz aqui? — disparou a jovem de pele pálida é cabelos bagunçados.

— Clotilde vim ver-te... sei que teu pai não está em casa o vi passar...

— Luana vá embora se ele te pegar aqui irá ficar uma fera — a jovem implorou.

— Clotilde, só quero conversar.

A jovem olhou ao redor é acenou para dentro. — Venha entre.

Quando as duas entraram Clotilde jogou-se em uma cadeira no canto é Luana ajoelhou-se ao seu lado.

A preceptora segurou o rosto da amiga a examinando. — Parece abatida está se alimentando?

— Não estou sem fome... Luana estou prometida ao senhor José o médico aposentado... dá pra imaginar ele tem 75 anos, que carma! — A jovem terminou a frase é as lágrimas começaram a transbordar.

— Não chore... vamos dar um jeito

— Que jeito Luana eu não tenho onde cair morta, nem você... Daqui um mês eu estarei casada.

Luana a repreendeu enquanto enxugava as lágrimas da jovem.— Não fale assim!

— Tens razão, eu prefiro morrer que me casar com aquele caco de gente

Luana ficou de boca aberta é gaguejou enquanto balançava a cabeça em negação. — Clotilde não, não... por favor eu preciso de você.

— Luana, que fim infeliz o meu

A preceptora segurou as mãos da amiga. — Eu vou te ajudar a fugir...

Uma voz estridente rosnou atrás das duas. — Como? Como ousa vir até minha casa encher a cabeça da minha filha com... asneiras... — O homem aproximou-se rápido com uma carranca medonha. —Queira retirar-se é não volte mais... agora! — o homem gritou.

Clotilde se pois na frente da amiga que está paralisada com os olhos embaçados, mas o homem a empurrou para o lado é agarrou o pulso de Luana é a levantou do chão de uma vez.

— Não papai, por favor... pai!

— Me solte... — Choramingou Luana.

Clóvis arrastou Luana pelo braço é puxou a porta que estava entre aberta, é jogou a preceptora do topo da escada a fazendo cair de cara no chão, arranhado as mãos é cortado a testa. A mesma já não ouvia bem, apenas as gotas de sangue caindo sobre o chão é vozes ao longe, acusações de como ela não era confiável assim como a família, até que uma voz irritada começou a defendê-la.

— O senhor não tem o direito de machucar uma dama... se é que alguém assim pode ser chamado de senhor... vamos senhorita... — Raul apontou o dedo para o homem é em seguida ajoelhou-se na frente da mulher é a ajudou a levantar. — Isso não ficará assim!

— Não brigue, por favor vamos embora

— Eu deveria ter entrado com a senhorita... meu Deus! — O homem exclamou vendo o rosto de Luana coberto por sangue.

— Não se preocupe a culpa é minha.

— Não senhorita, não fale assim, vamos embora.

Luana apenas chorou o caminho todo, as lágrimas simplesmente insistiam em sair uma após a outra é lavavam o seu rosto é se misturavam com o sangue, era como uma pintura rubra que deixava claro a dor da impotência.

Quando a carruagem parou, um pequeno jovem veio empolgado para abrir a porta, com um sorriso que se desfez quando ele viu Luna, enxugando as lágrimas com as mãos.

— Senhorita Luana... O que aconteceu? — o garoto falou baixo com a mão sobre a testa.

— Nada... demais eu cai feio, desastrada eu sou – Luana falou com um sorrisinho sem graça.

— Afastasse para lá Bento deixe que eu a ajudo — Raul estendeu a mão para Luana, que a segurou tentando ficar calma é segurar as lágrimas o que era quase impossível.

Quando Luana desceu daquela carruagem apoiada por Raul não faltaram curiosos para observá-la, Maria está no canto com a boca aberta, Ana desceu as escadas depressa na direção dos dois é Antônio que acabará de chegar ficou sem reação com a cena.

— Minha nossa senhora! — Exclamou Ana.

— Estou bem

— Não está! A leve para o quarto que eu cuidarei dos ferimentos.

— Não é necessário

Disparou Antônio se aproximando é tocou devagar o rosto da jovem que evitou seu olhar.

— Sim claro que sim, a senhorita está toda machucada... Raul o que aconteceu?

— Eu cai sou desajeitada

— Senhorita Oliveira... — Antônio falou baixo tentando acalmar o próprio corpo.

— Por favor... eu posso ir? — O pedido de Luana saiu tão baixo que Antônio se aproximou para ouvir.

— Vá — Disse o homem passando a mão sobre os cabelos.

— Vamos senhorita

Raul a levou até o quarto é a ajudou a deitar-se na cama, logo Ana chegou com uma bacia é panos limpos, em poucos minutos ela já havia terminado.

— Não foi profundo, logo estará curado— falou Ana recolhendo os panos.

— Agradeço pela atenção

— Não agradeça, mas se quiser falar estou aqui — A mulher falou com um sorrisinho de apoio.

— Eu só preciso descansar um pouco

— Tudo bem, se precisar de algo me chame.

A mulher pegou a bacia é saiu pela porta. Luana suspirou é entrelaçou as mãos trêmulas, mas foi inevitável ela chorou até adormecer de cansaço. A noite caiu é mesmo assim ela ainda continuava desacordada.

Um ser ansioso empurrou a porta devagar é a observou de longe, mas não foi o suficiente não olhá-la assim de longe, então ele aproximou-se, tentou dar meia volta, mas não conseguiu em vez disso ele sentou-se na cama ao lado dela é tocou seu rosto, por um instante enquanto ele observa aquelas madeixas castanhas, desejou sentir aquele aroma que ela jurava que eram de flores talvez lírios. Lentamente ele aproximou-se com o coração acelerado, tão acelerado que era o único barulho que ele conseguia ouvir... então ele matou seu desejo proibido quando ele respirou aquele aroma que o deixou bobo, com um sorrisinho no rosto, então ele jurou que iria a proteger do mundo, é quem fosse o responsável por suas lágrimas iria pagar caro.

Mais populares

Comments

Cida Pereira

Cida Pereira

é o amor.

2024-11-19

0

Leni Rocha

Leni Rocha

Ela é muito tonta,se meter onde não pode resolver nada, abestalhada,aff

2023-12-03

0

Maria Angelica Bruno da Silva Ferro

Maria Angelica Bruno da Silva Ferro

Nossa que vontade de dar uns socos no pai da Clotilde.

2023-09-09

1

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!