Me peça qualquer coisa

Luana acordou com o sol no rosto é com sensação estranha, havia tido um sonho estranho com o patrão é podia jurar que o cheiro dele estava ao seu redor, parecia de carvalho.

"Estou a enlouquecer!"

Luana desceu da cama devagar é foi até o banheiro tentou relaxar é esquecer os acontecimentos se afundando na banheira, mas em vez disso ela sentiu como se aquele corpo estivesse acima dela pronto para cair em seus braços.

— Pelo luar! de novo...

... ♡♡♡...

No café Luana tentou ficar em silêncio, mas foi coberta por perguntas da parte de uma das mulheres da casa.

— Caiu? como?

— Tropecei, Leonor.

— Hum...

— O que foi?

— Conseguiu ver a sua amiga? — falou Leonor com uma careta.

— Sim — Luana repousou a xícara sobre a mesa é levantou-se. — Com licença

— Viu Ana, tem algo de errado nessa história o tal pai da amiga que ela foi visitar é o mesmo que brigou com ela na praça a tratou com uma...

— Uma o que? — perguntou uma voz recém-chegada. — Responda

— Sr. Antônio... Como uma qualquer... — falou sem jeito a babá.

— Leonor! — exclamou Ana.

— Desculpe-me, com licença — Leonor levantou-se é saiu apressada em direção ao jardim.

— Ana

— Eu não sei senhor, mas... O Sr. Raul também está estranho

— Terei como ele. — O homem colocou a mão no bolso é retirou-se.

...♡♡♡...

— Então vai me contar a verdade? — Antônio perguntou olhando pela janela do escritório.

— Desculpe-me Sr., mas a srta. Luana não queria falar sobre o assunto

— Raul! como po...

— Mas eu entendo que o senhor pode ajudar — Raul cortou a fala do patrão.

— Fale, Fale...

— O Sr. Clóvis sabe que mora na rua Alves...

— Sim, sei

— E o pai da amiga da srta. Luana, ela me pediu para esperar na carruagem, poucos minutos depois o mesmo chegou é a arrastou pelo braço é a empurrou da escada...

Um Antônio abriu a boca atônito. — Não... como pode, é você não fez? nada!— Antônio rosnou passando a mão sobre os cabelos.

— Claro senhor, o possível para o empregado o senhor acha que eu deveria tê-lo batido dentro da própria residência dele?

— Sim! — Antônio disse de forma alta é sonora.

— Ótimo faça o senhor que é advogado, não ficará atrás das grandes

— Farei! — O advogado exclamou, indo em direção a porta.

— Senhor Antônio...— Raul correu é seguro a porta, impedindo o patrão de sair.

— Me deixe!

— Antônio! Está a enlouquecer? és um advogado com uma boa reputação... está com raiva use a cabeça assim como seu avô faria! — exclamou Raul já vermelho.

— Me deixe sozinho

— Eu não estou aqui só por esse emprego... — Rual falou com um olhar distante é abriu a porta é saiu sem esperar resposta.

Antônio passou a mão sobre os cabelos serrou os punhos, devagar aproximou-se da estante com seus livros é derrubou a primeira fileira de uma vez de um tapa, os olhou no chão pensativo é saiu da sala.

...♡♡♡...

Luana estava no jardim no final da aula com Maria, o pequeno Bento estava lá estava distante, nem parecia o mesmo curioso é alegre.

— Acabamos por hoje

— Finalmente, vamos Bento — falou Maria revirando os olhos.

— A srta. está melhor? — perguntou Bento ao aproximar-se de Luana.

— Oh! meu querido não se preocupe... estou ótima, foi só um arranhão

— Eu não quero que aconteça de novo... promete que não vai mais cair?

Luana quis chorar é sorrir então fez os dois, mas não deixou que o pequeno visse então o abraçou acariciando seus caracóis castanhos é deixou uma lágrima cair ela a secou rápido com a mão levantou-se é beijou a bochecha do garoto.

— Não se preocupe, tomarei cuidado

O garoto sorriu.

— Vamos Bento!

— Até senhorita.

Luana deu um sorrisinho satisfeito ao ver os dois se distanciando, mas quando ela se virou é pegou os livros vi um par de olhos negros a que acabará de sair da carruagem a observando.

— Srta. Luana pode me fazer um favor?

— Sim senhor.

— Vá ao meu escritório é organize a primeira fileira da minha estante os livros caíram

— Sim, agora?

— Se possível

— Sim, estou indo. — Luana segurou a barra do vestido é apressou-se para dentro.

Luana hesitou ao abrir a porta do escritório mesmo sabendo que o patrão não estava lá, não gostava de ficar a sós com ele, pois se sentia vulnerável de uma forma sem explicação.

Ela balanço a cabeça com uma careta é entrou de uma vez, é abriu a boca com os livros caídos no chão.

— Como caíram apenas da primeira prateleira?... Bom é melhor começar.

Luana começou a pegá-los de um por um é aproveitava para folhear é saber seu conteúdo, a maioria era sobre direito, é o último que faltava capa azul letras douradas, Luana o folheou devagar era romance ela sorriu ao pensar no patrão deitado de baixo de uma árvore lendo aquilo. Mas o sorriso dela, logo se foi quando alguém a encarou.

— ...Está me ouvindo? — perguntou aquela voz cautelosa.

— Sim... claro

— Vejo que já acabou, não é? — Antônio falou olhando para o livro na mão da preceptora.

— Sim... ah falta esse...

— Srta. Luana quer me contar algo?

Luana olhou para o lado pensando. — Eu? não... não que eu sabia...

Antônio aproximou-se encurralando a mulher entre a prateleira é ele. — Tem certeza? eu posso ajudá-la no que precisar...

Luana ficou zonza com a proximidade.— Preciso...

— Pode pedir... — Antônio sussurrou encarando os lábios atrativos de Luana de uma forma diferente como se quiser tocá-los.

A preceptora ficou encurralada, a única coisa que ela conseguia ver eram os olhos negros de Antônio, é aquela boca tão perto que ela começou a achar que ele iria devorá-la, suas mãos tremeram é apertaram tão forte aquele livro que as suas mãos ficaram pálidas.

Antônio tocou devagar o rosto de Luana é instantaneamente ela baixou o olhar. Os pensamentos da preceptora foram invadidos por milhares de coisas, mas uma se sobressaiu.

" Que gosto isso tem? qual gosto ele tem? "

Então ela olhou para os lábios dele é o olhou nos olhos, dessa vez sem mudar de direção, o advogado levou as pontas dos dedos aos lábios dela é aproximou os lábios dos dela, tão perto, mas não era o suficiente até que... alguém invadiu o escritório com um sorriso que se desfez ao ver a preceptora.

Antônio já havia se afastado tão rápido que Luana mal havia percebido.

— Maria! Eu já avisei para bater antes de entrar!

— Desculpe-me, mas a srta. Catarina está lá na sala esperando o senhor

— Catarina?

— A própria — A garota falou com um sorrisinho de canto.

Luana recompôs-se é colocou o livro na prateleira.

— Com licença.

— Obrigado

Luana apenas acenou com a cabeça é saiu pensativa com os sentimentos a flor da pele, no corredor um perfume doce invadiu todo o local Luana ouviu passos de salto uma mulher.

Ao aproximar-se era uma senhorita alta, magra, cabelos loiros num coque baixo, olhos claros num rosto fino, uma pinta no queixo, vestido azul tecido nobre e um enorme sorriso no rosto, mas ao ver Luana o sorriso transformou-se em uma careta é a mulher virou o rosto é entrou no escritório.

Luana ficou parada é conseguiu ouvir.

— Antônio querido!

— Srta. Catarina, como vai?

Foi o suficiente para Luana segurar o próprio pulso com força é apressou-se para sair daquele lugar, ela foi direto para o quarto e se trancou, andou devagar é jogou-se na cama.

— O que deu em mim? Será que eu estou pronta para ir parar na rua como uma perdida, apenas por causa daqueles olhos... daquele sorriso, boba! eu não quero terminar assim, eu não posso!

Luana ficou no quarto nem ela mesma sabia quanto tempo, só levantou-se quando alguém bateu em sua porta.

— Quem é?

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Comments

Rey Pillar

Rey Pillar

Maria, Maria!

2023-12-04

0

Marta Mendes

Marta Mendes

Eles já está apaixonados❤️❤️

2023-06-01

3

Ver todos

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