— Quanto tempo pretende ficar sem falar comigo?
— Não sei, o senhor me deu algum motivo para que eu fizesse isso?
— Não.
— Claro que não, beijar uma mulher, a deixar nua, lamber seu corpo inteiro e expulsa-la como um cão sarnento depois de descobrir que ela é virgem não é realmente algo relevante, perdoe-me a infantilidade não merece a forma como está sendo tratado.
Ivan parou o carro no acostamento, passou as mãos pelos cabelos depois a encarou.
— Acha que eu não queria?
— Foi o que me pareceu enquanto me expulsava do seu quarto.
— Está enganada, não sabe o quanto eu tive que me controlar para não envadir aquela porcaria de quarto em que você dormia, te fazer minha Lucrecia e deixar que o mundo se explodisse depois.
Ela o olhou confusa, Ivan respirou fundo.
— Estou noivo, o nome dela é Felícia, nos casamos em três meses.
Lucrecia o encarou com tristeza.
— Diga algo.
— O que quer que eu diga? Na verdade eu sei o que dizer, obrigada!
— Pelo que?
— Por não ser o homem que eu achei que fosse, eu teria me entregado a você naquele quarto ontem,me desculpe, fui eu quem te beijei mais não sabia que era um homem comprometido.
— Lucrecia.
— Por favor, só quero esquecer o que aconteceu,vou entender se quiser me demitir eu só peço que me deixe encontrar um lugar para ficar antes.
— Não vou demiti-la, do que está falando?
Ivan a olhou confuso, não havia parado para pensar sobre o assunto.
— Estou morando no seu apartamento senhor Ivan, sua noiva certamente não irá gostar de saber que sua secretária está vivendo lá.
— Isso não é decisão dela.
— Mais é minha, vou embora assim que encontrar outro lugar para ficar.
Lucrecia encarou a janela do carro enquanto em silêncio Ivan deu partida novamente no veículo, seus olhos não saiam da jovem estava confuso e mesmo que não quisesse que ela partisse sabia que não tinha muito o que pudesse ser feito, quando chegaram ao aeroporto Penélope já esperava no How, correu pra Ivan com um sorriso enorme estampado no rosto.
— Ivan.
Saltou sobre ele o abraçando forte.
— Senti saudades maluquinha.
Ela sorriu.
— Achei que não fosse mais vê-lo, tem mais de seis anos que não vai a Austrália, que tipo de primo desnaturado é você? Essa é a Felícia?
— Não, Lucrecia, é minha secretária.
— E a Felícia permitiu isso? eu não teria paz com uma secretária linda como essa ao lado do meu noivo.
Sorriu abraçando docemente a moça.
— É um prazer, sou Penélope e o garanhão aí é o meu primo.
Lucrecia sorriu sem jeito.
— Meu apartamento já está pronto?
— Sim.
Ivan respondeu com as mãos nos bolsos.
— E o assessor que pedi para arrumar? não posso ficar em um lugar daquele tamanho sozinha, é claro que os funcionários me fariam companhia mais não é a mesma coisa , quero alguém para me ajudar com os trabalhos da sua empresa e para ficar comigo em tempo integral enquanto estiver no país, não conheço ninguém além de você e Fred aqui em Boston.
— Porra, eu sabia que estava esquecendo de alguma coisa.
— Posso te assessorar se me permitir senhorita, não tenho experiência na área mais aprendo rápido.
— Lucrécia.
Ivan falou tentando faze-la mudar de ideia.
— Não fique chateado priminho.
Penélope apertou sua bochecha de um jeito brincalhão.
— É claro que serei uma chefe melhor que você, prometo devolvê-la assim que terminar meu trabalho em Boston, agora vamos.
Segurou firme a mão de Lucrecia.
— Vamos nos divertir muito Lu, várias baladas, coquetéis e viagens, garanto que vamos ser grandes amigas.
Ivan encarou as duas preocupado, nem haviam saído do aeroporto e já estava morto de ciúmes de Lucrecia, conhecia bem demais Penélope para saber que estava prestes a entregar a mulher por quem estava apaixonado a uma louca, a prima era independente, rica e o mais importante solteira, as coisas estavam fugindo de seu controle e como sempre não estava gostando nenhum pouco disso.
— Não fique ai parado meninão, minhas malas.
Ivan arfou alto,as seguiu até o carro levando toda bagagem consigo enquanto Penélope não parava de falar, estava encantada com Lucrecia e isso era um fato, quando chegaram ao apartamento da jovem as risadas sumiram dando lugar a uma carranca irritada.
— Mato você se tiver comprado um AP para mim frente ao daquele idiota.
Ivan riu
— Era uma das exigências do seu pai para deixá-la vir para cá, segurança vinte quatro horas por dia, o que seria mais seguro que ter um ex fuzileiro como vizinho? Digo isso apesar de Fred nunca estar em casa.
havia acabado de fechar a boca quando o elevador se abriu e por ele saiu o rapaz.
— Não fode, só pode estar brincando Ivan.
A cara do homem era a melhor, estava adorando toda a confusão armada por ele mesmo, Fred se aproximou mais um pouco.
— Quem é essa? onde está a entojada da Penélope?
Olhou para a jovem de longos cabelos loiros e corpo torneado ao lado de Lucrecia, a mesma caminhou até ele o estapeando.
— Tem sempre que ser um babaca Frederico?
— O que aconteceu com você? onde estão os óculos e os moletons encardidos de cor brochante, parece até que nasceu de novo e não economizaram nos atributos, se eu não a conhecesse até diria que tem uma chance comigo.
— A eu não vou ficar aqui, não com ele.
Cruzou os braços irritada.
— É bom se resolverem, serão vizinhos de agora em diante.
Ambos entraram em suas respectivas portas as batendo com força, Lucrecia olhou confusa para Ivan.
— Qual o problema deles?
— Se odeiam desde a época da faculdade, apensar de eu achar que isso não passa de amor recolhido.
Ela sorriu.
— Não quero que fique.
Tocou seu rosto mais ela se afastou.
— Isso nunca daria certo, sabíamos disso desde o início.
— Se eu terminasse meu noivado? Felícia iria entender, as pessoas se apaixonam...eu...eu..
— Por favor senhor Ivan, não tome nenhuma decisão por minha causa, meu passado é complicado nem mesmo sei por quanto tempo poderei ficar em Boston, o episódio de ontem? é um aviso enorme de perigo,não quero que se arrependa depois.
— Não vou, quero você.
— Por favor.
Deu um longo passo para trás quando a porta se abriu, Ivan se escorou contra parede atrás de si.
— Vou pedir a um dos funcionários para buscar as coisas dela Ivan.
Ele assentiu, a tristeza em seu rosto era quase palpável.
— Lu você vem?
— Sim senhorita Penélope.
olhou novamente para ele.
— Boa noite senhor Ivan.
— Boa noite Lucrecia.
Encarou a porta se fechar com o peito apertado, não entendia se tudo havia se resolvido? porque aquele vazio terrível sufocava seu coração.
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Atualizado até capítulo 69
Comments
morena
Lucrécia
2025-03-14
0
Fatima Vieira
muito complicada a vida desses dois
2025-03-11
1
Maiza Leite
Acho que não vai dar certo, eles se amam 😃
2024-09-12
4