Três meses depois
Dizem que o coração de um homem é terra sem lei, isso descreve bem Ivan Santorini, Herdeiro de uma das maiores fortunas do país decidiu seguir caminhos contrários ao do paí, criado em meio ao campo e seus animais Ivan se tornou alguém poderoso, aclamado e respeitado por aqueles que o cercavam,tudo isso era bom mais a fazenda era pequena para alguém com sua ambição, Assim que se viu capaz de trilhar seu próprio caminho o rapaz de sangue quente decidiu desbravar os desafios da cidade grande, Com seu próprio esforço construiu um império em Boston nos Estados Unidos, " O demônio dos Cassinos" era como o chamavam em meio aos magnatas do mundo dos negócios, Impiedoso e cruel era implacável com aqueles que ousavam cruzar seu caminho.
— Patrão.
Um dos funcionários se aproximou trazendo consigo uma garota de roupa sujas e pés descalços, os olhos grandes e negros gritavam medo e hesitação.
— Sabe que não gosto quando entram assim em meu escritório,o que quer?
Sua voz rouca estava coberta de imponência, seus olhos profundos encaravam a jovem.
— Pegamos essa ratinha dormindo no deposito, pela bagunça estava morando lá a algum tempo.
— Qual o seu nome pirralha?
Ivan perguntou a mesma que tentou fugir mais foi segurada com força pelo segurança.
— Não tenho tempo para essa merda, essa infeliz tem língua?
O segurança abriu a boca da jovem com brutalidade, no desespero a mesma o mordeu.
— Tem sim patrão.
Ele resmungou balançando nervosamente a mão.
— A ponha pra fora, meu Cassino não é abrigo.
Virou- se de costas ignorando completamente os gritos da moça que implorava, lá fora uma chuva caia forte, era inverno em Boston e a cidade que já era fria estava insuportavelmente gelada embaixo d'água, Ivan atendeu o telefone que tocava, impaciente notou a voz do outro lado embargar apenas ao ouvir sua respiração.
— Ivan, Yuri Vilasto.
— Está com a mercadoria?
— Estou ligando por isso, preciso de um prazo maior, dóis ou três meses talvez.
— Quero amanhã mesmo em Boston a carga que pedi, negócios são negócios Yuri e não ponho meu nome na reta sem ter a certeza de que vai dar certo, você me prometeu o dobro dos rendimentos com a venda de armas em meu Cassino, consegui os compradores que me pediu e você vacilou em não entregar na data combinada," lavagem de dinheiro para máfia é a revolução do mundo dos negócios", essas foram suas palavras cac*ete, e é bom honra-las, uma cabeça humana vai enfeitar o pote sobre minha mesa se eu não receber exatamente o que foi combinado, é bom torcer para que não seja a sua.
Ivan desligou o telefone enquanto do outro lado da linha um dos líderes da máfia Americana se tremia de medo, por mais poderosos que fossem os líderes de facções em Boston era o dinheiro quem ditava as regras por alí, Ivan Santorini era insuperável quando o assunto era ser cruel, o que prometia era cumprido sem hesitar, isso foi exatamente o que o tornou tão temido por seus inimigos, até mesmo os líderes da máfia evitavam um confronto direto com o Demônio dos Cassinos Santino, Ivan se levantou de sua mesa caminhando em direção ao estacionamento, entrou no carro, um Bugatti la Voiture preto blindado, quando deu partida viu deitada sobre a calçada a mesma jovem que lhe foi apresentada momentos atrás, a chuva caia forte e seu pequeno corpo estava ensopado e palido.
— Droga.
Ele praguejou alto.
— Maldita hora que deixo seus ensinamentos me influenciarem dona Isabella.
Lembrou da mãe com o peito apertado, Ivan desceu do carro caminhado até a moça, se abaixou próximo ao corpo trêmulo que o encarou assustada.
— Pode ficar na minha casa até arrumar um lugar para morar, O cassino é uma péssima ideia, é perigoso está ouvindo?
Ela assentiu.
— Não sou a porra de um albergue para mendigos então espero não ter que expulsa-la, fique o mínimo que conseguir e vá sem que eu precise colocá-la para fora.
Ivan caminhou até o carro sendo seguido por ela, abriu a porta do importado blindado e sem dizer qualquer palavra ela entrou.
— Já que vou hospeda-la em minha casa acho que mereço saber seu nome.
— Lucrécia.
Ela balbucio quase inaudível.
— Pois bem Lucrécia.
Ivan falou com frieza tocando o volante.
— Você é uma filha da puta com sorte, não a desperdice me fazendo arrepender de tê-la ajudado, não gostaria de me ver irritado, as pessoas nunca vêem meu lado mal mais de uma vez.
Ela o encarou com olhos tristes, Ivan permaneceu imerso em sua escuridão,saiu dali sem saber que ao seu lado carregava a mulher que mudaria para sempre sua vida e que a guerra que enfrentaria por ela valeria cada gota de sangue que derramaria.
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Atualizado até capítulo 69
Comments
Patricia Sousa
Lucrécia mulher forte e guerreira apesar de tão jovem
2025-03-20
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Elivone🐕❤️
aqui mais uma vez para lê está linda história 💓😍
2025-03-19
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Sheila Carlos Bezerra
Aqui estou eu de novo pra ler essa bela obra 🥰
2025-03-17
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