Ivan chegou em casa ao lado de Lucrécia, todos do prédio olhavam abismados o magnata dos cassinos andar pelos corredores em companhia de uma jovem maltrapilha e suja, A vida não havia sido Justa com a pobre moça, após a família dar-lhe as costas por abandonar o marido e a vida luxuosa que aparentemente lhe proporcionava a mesma foi largada a própria sorte por aqueles em que mais confiava, Kenny era um homem perigoso vasculhou a Turquia em busca da esposa que havia desaparecido debaixo de seus próprios olhos, Lucrécia fez questão de não deixar rastros, era inteligente e corajosa e não daria a ele a oportunidade de destruir ainda mais a pouca sanidade mental que lhe restava, Nem tudo eram flores, sem o suporte necessário ou alguém para acolhe-la em um país tão grande quanto os Estados Unidos foi obrigada a viver nas ruas, o dinheiro que tinha era pouco e o fato de ser inocente demais a fez confiar em pessoas que não deveria.
Ivan abriu a porta do apartamento para que ela entrasse, o lugar era enorme e muito bem decorado, as grandes janelas de vidro irradiavam luz por todo cômodo.
— Vou pedir a minha governanta que lhe prepare um quarto, está com fome?
Lucrécia assentiu em silêncio.
— Não fala muito não é mesmo?
O tom de Ivan era sério.
— Tenho trabalho a fazer, fique a vontade só não a quero bisbilhotando por aí, o apartamento tem muitos quartos, fique longe das portas que estiverem trancadas.
Lucrécia olhou com atenção ele caminhar em direção a um dos cômodos, uma senhora jovem de cabelos vermelhos e pele coberta de sardas desceu as escadas com uma pilha de roupas nas mãos.
— Virgem santíssima.
Colocou a mão sobre o peito jogando para o ar as coisas que trazia.
— Como entrou aqui?
Andou até ela com olhos assustados, Lucrécia deu um longo passo para trás, as noites passadas na rua havia provocado na jovem um medo incomum pelo desconhecido, a mulher a agarrou forte pelo braço.
— Aquele porteiro é mesmo um imprestável, como deixa uma mendiga invadir a casa.
— Cora.
A voz de Ivan ecoou pela casa, irritado o homem caminhou até às duas.
— O que está fazendo? solte ela.
Lucrecia se abraçou a Ivan em pânico.
— Ei, fique calma.
Seu tom era gentil, segurou o rosto da mulher entre as mãos fazendo que o encarasse.
— Você está bem?
— Sim.
— Me desculpe senhor Santorini, não sabia que a moça era convidada sua.
A voz da governanta soou piedosa.
— A leve para um dos quartos, dê a ela roupas limpas e uma refeição quente, está molhada e ficará doente assim.
— Sim senhor, venha menina.
Lucrécia se abraçou ainda mais forte a Ivan.
— Vá, Cora é uma boa mulher, vai cuidar de você.
Ainda com um semblante desconfiado a moça o obedeceu, subiu as escadas sendo guiada por cora que sem intender completamente nada a olhava com curiosidade, a governanta abriu a porta de uma linda suite, o lugar era luxuoso e bem decorado, uma enorme cama King size tomava boa parte do espaço.
— Quer ajuda com o banho?
Lucrecia negou com a cabeça.
— Tire a roupa, vou buscar toalhas limpas.
A jovem obedeceu, o velho vestido rasgado estava imundo e completamente ensopado, quando já nua caminhou até banheiro, entrou no box e chorou, era o primeiro banho que tomava a dias a água quente era quase como um carícia em sua pele.
— Meu Deus.
Cora disse ao entrar.
— O que houve com você minha criança?
Olhou completamente em choque para as costas roxas e coberta por cicatrizes.
— Quem fez isso? o senhor Ivan...
— Não.
Lucrécia falou cobrindo os seios.
— Você precisa de um médico.
— Por favor, eu só preciso de um banho, um prato de comida, vou embora assim que eu terminar.
Cora a olhou com penar colocou sobre a cama as roupas que havia trago e a ajudou se vestir, Lucrécia era pequena e esguia, os enormes olhos negros ficavam ainda maiores em seu rosto devido a expressão assustada, Cora lhe serviu uma sopa, desceu as escadas em direção ao escritório de Ivan que sentado a poltrona fumava um charuto.
— Patrão.
— Sim Cora.
— Não quero incomoda-lo, mais...
— O que houve? algum problema com a garota?
— Bem, eu não sei senhor, ela não fala muito mais está coberta de hematomas, as costas estão em carne viva e não sei como cuidar daquilo.
Ódio era a única palavra que descrevia a expressão no rosto de Santorini, o homem furioso passou pela governanta sem dizer uma única palavra, subiu as escadas abrindo a porta.
— Fique de pé.
Ordenou a Lucrécia que o olhou em Pânico.
— Obedeça.
A puxou para si levantando com brutalidade a camiseta do pijama que ela Vestia, as pequenas mãos da mulher cobriam os seios para que não se despicem.
— Quem fez isso com você?
— Me machuquei sozinha.
— Não minta para mim, foi um dos meus homens? porque se algum dos seguranças do cassino teve a coragem de machucar uma mulher dessa forma perderá a mão por isso.
— Não foram eles, por favor, só me deixe ir .
Lucrecia chorou tentando sair do quarto Ivan a segurou, seus olhos queimavam como brasa fitando a face delicada e linda da jovem, sequer havia notado sua beleza debaixo de toda sujeira que lhe cobria a pele.
— Porra eu sou um imbecil,estou te assustando é isso?
Ela assentiu.
— Desculpa não era o que eu queria, me diga? quem fez isso? juro que o farei pagar caro.
— Só quero descansar um pouco, por favor não me faça falar.
— Precisa de um médico.
— Não! sem médicos, sem polícia.
Ivan a encarou confuso.
— Trarei alguém de minha confiança, um amigo ele não fará nada sem sua permissão, quanto a polícia acredite eles não entrariam em minha casa nem que a vida deles dependesse disso, não se visita o inferno sem um convite prévio do demônio.
Ela o olhou assustada.
— Estou falando demais sente-se, termine de comer, cuidarei de tudo.
Tocou o rosto da jovem que respirou mais calma, Ivan desceu as escadas de volta ao escritório, pegou o telefone ligando imediatamente para Fred.
— Estudou mesmo medicina ou comprou a porra do diploma?
— Tá ferido? Sabe que eu estudei seu filho da puta.
— Preciso de seus serviços e quero discrição está me ouvindo? pelo menos até descobrir em que merda eu tô me metendo,venha a minha casa, estou saindo para resolver algumas questões pessoais, vou ensinar bons modos a um menino malvado que não cumpre com suas promessas.
— Yuri não entregou a carga?
— Não recebi nada e você?
Falou debochado.
— Ele já tinha sido avisado Fred, sempre quis uma cabeça humana de suvenir, a dele ficará linda em minha estante.
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Atualizado até capítulo 69
Comments
morena
isso dá julgar sem nem perguntar primeiro
2025-03-14
0
morena
abre logo a porra da boca mulher
2025-03-14
0
Fatima Vieira
tomara q ele conte logo tudo pra ele
2025-03-11
0