Já no estacionamento, Isabella se desvencilhou do rapaz.
— Adorei conhecer sua empresa, Sr. Leonardo. As chances de sucesso são altas.— Isabella afirmou.
— Me chame, de Léo. Se vamos trabalhar juntos, não vamos precisar de formalidades.— Léo falou com um sorriso.
Ela sorriu. Ele observou uma pequena mancha preta na bochecha da loirinha, provavelmente sujou a mão de graxa em algum lugar e passou no rosto.
— Tem uma sujeirinha de graxa no seu rosto...— Léo falou mostrando o local em seu próprio rosto.
Ela passou as mãos sujando ainda mais.
— Saiu?— ela perguntou.
— Não...— ele negou com uma careta.
Antes que ela tocasse o rosto novamente, Léo segurou a mão dela e constatou a sujeira inicial.
— Nossa! Onde eu me sujei assim?— Isabella percorreu os olhos pelo vestido claro e avistou várias manchas pretas.
— É melhor vir se lavar. Temos um sabão especial para tirar essa graxa. Tem roupa para trocar?— Léo perguntou segurando o riso, ao ver o desespero da loirinha em se limpar.
— Acho que tenho alguma coisa no carro... busca pra mim, Agnes?
A assistente assentiu e saiu com o analista.
Isabella encarou Léo, então notou a clara vontade de rir dele. Ela estreitou os olhos e virando se olhou no vidro fumê de um carro próximo.
— Que horror! Está parecendo que ganhei um olho roxo!— ela resmungou passando as mãos nos olhos e piorando a situação.
Léo soltou o riso, mas quando a loira o encarou engoliu de novo. Pegou um lenço de bolso e entregou para Isabella, que sem sucesso continuou com a sujeira.
— Só o sabão especial vai tirar... não tem jeito... — Léo afirmou.
Ela bufou olhando no retrovisor do carro, e logo a assistente trouxe um vestido embalado num plástico de lavanderia. Léo observou ela se afastar cochichando com a assistente.
— Mas é o único que tinha...— Léo ouviu a Agnes murmurar.
Impaciente, Isabella pegou a roupa embrulhada e voltou a se aproximar de Léo.
— Tudo certo, senhorita?
Isabella assentiu. Ainda com gentileza, Léo ofereceu o braço mais uma vez.
— Posso te sujar...— Isabella falou levantando a sobrancelha.
— Estou acostumado, querida. Não se preocupe, ainda sujo, sou lindo!— Léo respondeu com um sorriso maroto e dando uma piscadela a loirinha.
— Convencido...— ela murmurou revirando os olhos e aceitando o braço do rapaz.
Foram até o último andar, sob os olhares curiosos dos funcionários. Léo a levou até seu escritório e apresentou o banheiro. A loira entrou rapidamente e fechou a porta. Léo foi até o almoxarifado e pegou o sabão especial para graxas e voltou ao seu escritório, bateu na porta, ouvindo o som do chuveiro ligado.
— Vai precisar do sabão, senhorita!— falou na porta.
Ela abriu uma pequena fresta da porta, mas Léo pode notar os cabelos presos num coque no alto da cabeça, e os ombros nus e molhados, o cheiro inebriante de um sabonete diferente do que ele usava.
— Cadê o sabão?— ela perguntou impaciente.
Léo se voltou a realidade e entregou o sabão para a loirinha. Ela fechou a porta e Léo ficou paralisado, encarando a porta e imaginando a loira se banhando. Piscou os olhos a fim de espantar os pensamentos obscenos. Se sentou na cadeira, e abrindo o notebook, procurou se distrair abrindo sua caixa de emails. Quando deu por si, Isabella abria a porta e saía num vestido preto colado ao corpo, tão curto que Léo pode contemplar a metade das coxas torneadas da loira, os olhos subiram ao decote ousado, que tinha as entradas dos seios expostos. Ela puxou um grampo dos cabelos e os soltou, o brilho dourado deixou Léo boquiaberto.
— Não é um vestido apropriado, mas é único que tinha no carro.— Isabella argumentou ao ver Léo a cobiçar com os olhos.
— Está linda... quer dizer, fica bem de preto.— Léo falou desviando o olhar e tentando disfarçar a clara atração que sentiu.
Isabella sorriu maliciosa, e calçou seu scarpin.
Léo se sentia intensamente atraído pelo loira, além da vista que o encantou, a fragrância que exalava da garota o deixou inebriado. O rosto estava sem maquiagem, mas aos olhos de Léo não fez falta alguma, a Isabella tinha olhos azuis profundos, um rosto com traços tão delicados, que chegava a ser angelical, parecia uma mocinha de dezesseis anos.
— Obrigada por me deixar usar o seu banheiro.— Isabella falou depois de alinhar os cabelos lisos com os dedos.
— Não tem de quê, senhorita.— Léo respondeu se levantando e tentando ignorar o sorriso doce que enfeitou ainda mais aquele rostinho perfeito.
"Uma princesa!" Léo pensou fascinado.
— Me chame de Isabella, "se vamos trabalhar juntos não precisamos de formalidades".— Isabella usou as palavras de Léo.
Léo sorriu.
— Posso te convidar para almoçar? Já deu meu horário, e seria um prazer ter a sua companhia...— Isabella arqueou a sobrancelha desconfiada.— Pra falarmos de negócios, é claro.— Léo concluiu desviando o olhar e mostrando uma expressão mais séria.
— Pode ser uma boa idéia. Aceito.— Isabella respondeu.
Surpreso com a resposta, Léo fechou seu notebook e antes que se arrependesse do que acabou de fazer, pegou seu terno e oferecendo o braço a loirinha, saiu do escritório.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Suelana Azevedo
/Heart//Heart//Heart//Heart/
2024-10-12
1
Sueli Silva
Estou amando eles dois 😍❤️
2024-09-27
1
Denise Gonçalves das Dores
Ele é sedutor igual ao pai.❤️
2024-06-02
5