Músicas eletrônicas, Hip Hop, e rock pesado, era as versões preferidas de Léo. O rapaz é fascinado por música alta e barulhenta, e assistir lutas de todos os tipos, desde boxe, artes marciais... mas a preferida é MMA, uma junção de tudo. Pratica judô desde os sete anos de idade, até nos dias atuais, não abandonou a luta e já ganhou algumas medalhas em campeonatos produzidos pelo clube que luta. Mas é só um hobby, um esporte, nada muito complexo. Sua verdadeira ambição é ser um homem de sucesso como seu pai. E para Léo, administrar o que seu pai deixou nas suas mãos, não era o suficiente, ele queria ter entregar mais. Há dias que uma idéia de negócio estava na sua cabeça, um dos motivos de estar pensativo ultimamente, mais a vontade de poder provar ao pai que pode ser tão bom quanto ele, não o deixa.
A festa ficou intensa, a maioria dos jovens presentes, colegas da faculdade da Aline, excederam a bebida, mas os mais afetados pela embriaguez, foi Aline e seu novo parceiro, William. Os dois mal se aguentavam em pé, riam descontroladamente e estava sendo o centro das atenções, com suas danças cambaleantes e o copo de ponche nas mãos.
Um dos seguranças se aproximou no meio da bagunça e tentou conversar com Léo, que distraído dançava com Dani, e o casal Daniel e Iveline.
— Sr. Leonardo!— o segurança tentou falar mais alto do que a música.
Léo se aproximou do segurança, colocando o ouvido próximo da boca do homem.
— Tem uma moça na portaria do condomínio, ela insisti em entrar, disse ser a irmã do William, parece que veio buscar ele...
— Deixe a garota entrar, só se certifique de não estar acompanhada de ninguém.— Léo respondeu sem interesse.
— Ela está com um motorista, senhor. Deixo entrar de carro, ou ela vêm sozinha á pé?
— Deixa ela entrar com o motorista, essa casa é muito longe da portaria. Mas fique atento.
O segurança assentiu, e Léo voltou a dançar com seus amigos, levemente alterado pelo álcool.
Mal Léo havia voltado a se divertir (pelo menos foi o que ele pensou, mas já havia passado alguns minutos) o mesmo segurança retornou para falar com ele.
— Senhor, a senhorita exige falar com o dono da festa.
Léo bufou impaciente, não era bem o "dono" da festa, mas o responsável pela casa, então acompanhou o segurança. Fora da casa, no gramado estava o namoradinho da Aline, vomitando as "tripas", e uma loira segurando o rapaz pelas costas, dando inúmeros sermões. O segurança apontou a garota, e se afastou dos três.
Léo cruzou os braços olhando a cena.
"Moleque fraco!"pensou Léo.
*William Ferraz, 21 anos*
Quando o garoto se acalmou, a loira se virou com olhos furiosos, deu direto com o Léo, que estava de braços cruzados, sobrancelhas arqueadas, em clara impaciência.
— É você o dono dessa casa?— a loira se aproximou do Léo.
— Sim. Algum problema, senhorita?— Léo perguntou irônico.
William sentou no chão atordoando, lá vinha sermãozinho da irmã mais velha.
— Algum problema? Como é cínico! Que absurdo fazer uma festa com bebida desenfreada em plena segunda-feira! Aposto que é um filhinho de papai que não faz nada da vida! As pessoas trabalham, estudam... como meu irmão vai pra faculdade amanhã, nessa situação?— a loira esbravejou com Léo, apontando para o irmão jogado na grama.
— Pera aí, loirinha! Quem disse que não tenho o que fazer? Não tenho culpa se seu irmãozinho não aguenta beber!— retrucou Léo com raiva.
A loira bufou e se virou para puxar o irmão. Nesse momento, Aline veio cambaleando, e se juntou ao William, que tentava acompanhar a irmã, com passos embaraçados.
*Aline Almeida, 22 anos*
— Ele não vai!— Aline puxou William das mãos da loira.— Vamos dançar!— Aline falava rindo e com voz embargada.
— Saí daqui, garota! Vai cuidar da sua vida!— a loira puxou William de volta.
Léo observou a cena com raiva da irmã descontrolada. Foi até ela e a puxou.
— Não seja ridícula, Aline!— esbravejou Léo.
— Que isso, irmãozinho...— ela murmurou enjoada.
Foi só o tempo de puxa-la, e Aline vomitou no Léo, lavando a sua camisa de bebida digerida até os pés. A loira riu e não perdeu a oportunidade de alfinetar o rapaz.
— Já vi que meu irmão não é o único "que não aguenta beber"!— ela terminou a frase tentando imitar a voz de Léo, o que irritou o rapaz profundamente.
Léo revirou os olhos e deu as costas, mas para não ficar por baixo voltou a olhar os dois que entravam no carro.
— Controle seu irmão, porque não quero ele perto da minha irmã novamente!— falou enraivado.
Virou as costas e caminhou a passos largos de volta para casa, puxando sua irmã, mas ainda ouviu a resposta da loira.
— Será um prazer!
"Que garota irritante!" pensou Léo.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Susa Oliver
uauu lindoooo a cara do pai Jonathan
2025-02-27
0
Fatima Vieira
kkkk gostei da garota
2024-09-30
3
Sueli Silva
Começando a ler 26/09/24, estou gostando da história
2024-09-27
2