O dia de ir embora da mansão havia chegado. Então, acordei um pouco mais cedo e arrumei algumas roupas nas malas, roupas minhas que eu havia deixado para trás quando fui para a universidade. Também arrumei as de Vick. Terminando, fui até a cozinha. Pedi para Mikaela, uma das funcionárias da mansão, arrumar na bandeja um café com bolo e eu mesmo levaria para o quarto.
Esperei alguns minutos e tudo, como eu havia pedido, estava pronto. Peguei a bandeja em mãos e subi para o quarto. No meio do caminho, encontrei a desagradável pessoa chamada Leila.
— Arthur, meu amor, está cada vez mais lindo. E eu tenho uma novidade para você.
— Com sua licença, Leila, não quero que o café da minha esposa esfrie. Então, se vai falar qualquer coisa para provocar, perdeu seu tempo. — Passei por ela, mas antes mesmo de passar pela porta do quarto, ela falou alto.
— Serei mulher do seu pai, sua madrasta, e quero respeito. — Falou, a raiva me dominou.
— Respeito? Acho que você não sabe nem o significado dessa palavra. Se vai casar com papai pensando que herdará alguma coisa, coitada de você.
Entrei no quarto e fechei a porta. Com o barulho que fez, Vick acordou e me olhou com aqueles olhos tão lindos e inocentes.
— Meu amor, o que houve? — Perguntou, sentando-se na cama.
— Não se preocupe, meu anjo, coisas de família. Mas ainda bem que vamos embora daqui hoje. Então, eu trouxe seu café da manhã na cama, e quero que se alimente bem.
— Tá. — Respondeu Vick, deixando um beijo em meus lábios. — Você cuidando assim de mim, eu como tudo.
— Então coma, quero ver você bem. — Respondi.
Peguei uma toalha e fui para o box tomar banho, e não demorou muito para que Vick entrasse no banheiro e vomitasse todo o café no vaso sanitário.
— Droga, Vick, o que houve? — Falei, segurando os cabelos dela para não sujar.
— O café me fez mal, só isso. — Respondeu.
Ajudei ela a se levantar do chão. Vick tirou a roupa e tomou banho comigo. Não deixei de notar que estava pálida, talvez fosse porque colocou o café todo para fora agora.
— Vamos. Terminar de tomar banho, se arrume. Iremos até a cozinha, vou pedir para Mikaela fazer um suco para você mais leve, e enquanto toma seu suco, ligarei para o médico da família vir examiná-la.
— Não precisa, Arthur. Deve ser mal-estar mesmo, e já estou bem melhor. Tomarei o suco, e se ocorrer novamente, prometo que eu não lhe impedirei de chamar o médico.
— Tudo bem, odeio sua teimosia, mas tá ok. — Respondi olhando para ela.
Vick se vestiu, e depois descemos para a cozinha. Como eu havia dito, pedi para Mikaela fazer um suco, e ela tomou, e estava tudo sob controle.
— Mikaela, papai está no escritório?
— Sim. Faz horas que está lá trancado, não quis tomar café. — Respondeu.
— Ok! Vou falar com ele. — Falei, deixando Vick na companhia de Mikaela. As duas começaram a conversar e eu prossegui até chegar no escritório. Dei leves batidas na porta.
— Entra. — Falou papai.
— Quero falar que hoje à noite estarei retornando para o Canadá, e não se preocupe com seu apartamento, eu apenas passarei por lá para pegar nossas coisas que deixei.
— Onde irá viver? Aqui você tem todo o luxo, tem tudo o que quer diante de seus pés. Por que jogar sua vida no lixo dessa forma?
— Não estou jogando minha vida no lixo, eu...
— Tá certinho, você não está jogando, você já jogou. Acabou com o sobrenome dessa família, desonrou os preceitos e as regras da máfia. Ou já esqueceu que você é um herdeiro? — Me interrompeu.
— Não esqueci, senhor Benetti, mas o senhor esqueceu que tenho direito de refazer minha vida, e não era você escolhendo uma mulher para mim, que me faz ser alguém digno.
— Desgosto de ver você, e dizer que é meu filho, que carrega nas suas veias o sangue dos Bennett. Te coloquei na melhor universidade para te dar uma oportunidade de ser alguém melhor do que já era...
— Não minta. O senhor sempre falava que eu era um imprestável e um irresponsável, que só gastava seu maldito dinheiro de merda e por isso me mandou para longe, porque eu seria um problema a menos para o senhor, como a mamãe foi, não é? — Falei, sentindo um tapa queimar meu rosto.
Ficamos ali nos encarando por alguns segundos, a raiva em minha face era notória e aquele tapa serviu para que eu sentisse mais raiva daquele homem à minha frente.
— Você só é assim, porque te mimei demais, dei tudo para você, te dei do bom e do melhor, e assim que me paga, com desgosto e desobediência.
— Não tem direito de me cobrar nada, porque suas mãos estão sujas, de sangue inocente que o senhor matou por inveja.
— O que você sabe? Andou bisbilhotando minhas coisas?
— Sim!!! Eu andei. Queria saber que tipo de monstro é você. Então já que estamos aqui, frente a frente, me fala. Por que matou os Huston, hã?
— Matei, porque tinha que morrer e acabou. Agora sai da minha frente, vai para onde quiser.
Sai dali, mas aquela história ainda não acabou para mim. Eu terei que saber o que houve na morte dos pais de Vick, e eu vou descobrir.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Maria Sena
Sinto que tem muita nerd escondida debaixo do tapete, esse protótipo de homem é mãe tá tramando algo contra o próprio filho.
2025-02-25
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Maria Das Neves
estou amando cada capítulo 😍😍😍
2025-03-09
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Fernanda Figueiroa
acho que uem é rica é a Vick
2025-03-05
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