Segui para a entrada da universidade, a movimentação estava a todo vapor. Alunos bem animados e bem humorados, passavam pra lá e pra cá no corredor.
Caminhei pelo imenso corredor, em um quadro, continha uma grande lista, onde havia os nomes de todos os alunos. Procurei meu nome na Relação.
O primeiro nome que olhei da lista era Arthur, nem sabia quem era, mas achei o nome muito lindo. Era o primeiro da lista.
Ainda procurando meu nome na mesma, vi um braço se estender na altura da minha cabeça, estava também procurando o nome, virei - me para ver quem estava atrás de mim, e novamente encontrei aquele par de olhos castanhos.
— Perdão, só estou procurando meu nome mas já achei. — falou ele me olhando.
— E como se chama ? — perguntei.
— Sou Arthur Bennett, a sua disposição, e você, como devo chamá-la ?
— Victoria. — respondi.
— Lindo nome, tão lindo quanto a dona. — falou.
observei Arthur caminhar pelo corredor até chegar em uma sala.
Assim que achei meu nome, caminhei até minha sala, e para minha surpresa, Arthur Bennett estudaria na mesma que eu. Sentei em uma das cadeiras que ficavam atrás.
Não demorou muito para que uma professora entrasse e desse início à aula. De vez em quando, eu observava Arthur, que estava bem concentrado. Em seu rosto, havia alguns machucados, e não tive coragem de perguntar o que aconteceu, ainda mais por vê-lo pela primeira vez.
Assim que o sinal tocou, peguei minhas coisas e fui até o portão. Tia Lena estava já à minha espera, abriu um sorriso assim que me viu, mas ela parecia triste e desapontada.
— Oi tia ? Como está ? — perguntei, abrindo a porta do carro para entrar.
— Estou com problemas filha. Você não voltará comigo para casa, eu trouxe suas malas, já falei com o reitor, para que você fique aqui na universidade, como as aulas começaram agora, não será difícil se adaptar. — falou com tristeza.
— Oh tia. — falei. Senti-me desamparada, desprotegida, sabia que aquela mudança de minha tia era por causa de Paulo. — O que eu vou fazer da minha vida sozinha ? Por que ser tão cruel comigo ? A senhora prometeu para minha mãe, que cuidaria de mim, a senhora prometeu tia. — falei sentindo lágrimas escorrerem de meus olhos .
Tia Lena abriu o porta-malas do carro e colocou minha mala na calçada.
— Eu sei querida, eu sei o que prometi, mas não posso jogar meu casamento no lixo, espero que me entenda. — falou saindo no carro, eu me ajoelhei na calçada e chorei bastante, meus olhos estavam inchados de chorar.
Peguei minhas coisas e entrei, segui por um imenso jardim, e já de longe pude observar uma linda casa nos fundos da universidade, abri a porta de vidro e passei por ela. Subi alguns degraus e com um pouco de sorte encontrei o reitor.
— Oi senhor Bile, sou a Victoria, e eu queria saber onde fica o meu quarto. Por favor !!!
— Vou ver aqui. — ele mexeu no teclado rapidamente, até que me olhou.
— Quarto de número 6, dividirá o espaço com mais duas meninas, Alice e Jaqueline.
Concordei com ele, e quando estava prestes a sair, ele me parou.
— Olha Vick, veja como ficará a sua situação, as aulas aqui são pagas incluindo sua estadia aqui, sua tia falou comigo, e por isso eu aceitei, mesmo indo contra as regras da uni.
— Sim, eu sei. Vou dar um jeito senhor, não se preocupe.
Saí dali. Tia pagava por mim, já que eu não havia arranjado nenhum tipo de emprego. Mas vi que com ela não posso contar, então de alguma forma, vou ter que me virar. Caminhei pelo corredor, procurando pelo número do quarto, assim que achei entrei e já dei de cara com as meninas.
— Bem-vinda ao seu novo quarto. — falou uma delas.
— Obrigada. — respondi.
Agradeci as meninas e fiquei feliz por fazer amizade com elas, elas me ajudaram a organizar todas as minhas coisas em um pequeno espaço do guarda-roupa.
— Você já viu um novato gatinho que entrou na universidade? Estuda com você. — Jaqueline puxou assunto.
— Sim estuda comigo, Arthur Bennett. — falei entusiasmada, me lembrei daqueles olhos castanhos claros que me encaravam com carinho.
— Que pena que ele não dorme aqui, porque eu tinha coragem de invadir o quarto dele à noite, só pra beijar aqueles lábios tão vermelhos . — Acrescentou ela mordiscando os lábios inferiores.
— Arthur Bennett não fica com qualquer uma Jaque, tire seu cavalinho da chuva. Eu pesquisei sobre ele, é filho de um dos homens mais importantes da sociedade, o CEO Miguel Bennett . São podres de ricos, uma hora dessas, o gato está em uma suíte com tudo que tem direito, não trocaria um conforto luxuoso, pra ficar nos quartos de uma universidade.— Falou Alice em forma de repreensão, Jaque revirou os olhos e a encarou.
Fiquei calada vendo as meninas discutirem por um carinha rico, que nem sequer estava ali para se defender. A noite havia chegado como um passe de mágica, as meninas já estavam deitadas para dormir, eu fiquei no meu celular pesquisando alguns trabalhos disponíveis por perto, mas não havia nenhum, como o sono havia ido embora, decidi ir até o jardim, tomar um pouco de ar.
A lua estava cheia e bem dourada, cruzei os braços na altura do peito e fiquei fitando a lua, por um momento fechei meus olhos e respirei o ar puro.
— Pensei que eu fosse o único que gostava de admirar a lua, quando está cheia. — uma voz conhecida me fez sair dos meus devaneios.
— Arthur? Você também está dividindo um quarto ? Não que seja da minha conta. — falei sem graça.
— Por incrível que pareça sim, meu pai é bem severo quando quer me castigar. — Arthur mostrou um belo sorriso.
— Claro !!! Típico castigo pré-universidade, onde os pais castigam os meninos difíceis, para que assim eles amadureçam. Já li histórias assim. — falei olhando para ele .
— Não achei que isso fosse ser tão real . — falou ele me encarando.
Apenas sorri da careta feia que ele fez, suas bochechas estavam coradas, havia um brilho intenso em seus olhos.
— E você Vick ? Você é daqui mesmo?
— sim. — dei uma resposta evasiva.
— E porque está dormindo em um quarto da universidade? — Arthur se manteve curioso.
— Problemas familiares, não quero falar sobre isso .
— Desculpe. Só quero dizer a você que tem um amigo, se quiser conversar estarei por perto. — assenti com a cabeça. — Boa noite Vick . — Arthur se despediu dando um beijo na minha bochecha e saiu dali.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Maria Sena
Tô achando que os pais dela eram também mafiosos e rivais da máfia do Miguel pai do Arthur. E foi ele que matou os pais dela.
2025-02-25
1
Maria Das Neves
😍😍😍😍😍
2025-03-08
0
Cizza le lait
Eu acho que os pais dela era malvados.
2024-03-03
1