Minha vida está uma merda, estou em um lugar que não queria estar. Não sou uma pessoa de fazer muitos amigos, mas tem um que conheci, fiz amizade com ele na sala e agora dividimos quarto.
Estamos aqui conversando sobre a organização de uma festa em comemoração à nossa estadia aqui na universidade, todos estarão presentes lá. E eu amo estar em lugares bem badalados, rodeado de mulheres e bebidas. Meu pai sempre foi assim na adolescência, e eu puxei pra ele, não entendo porque ele quer dar uma de certinho, ainda mais com um assassinato que ele leva sobre as costas, que eu descobri a alguns meses atrás. Porém, ele é meu pai, e eu não contei nada a ninguém para não prejudicá-lo, nem ele mesmo sabe que andei revirando as coisas dele.
Após a nossa conversa, Alex deita-se na cama e de imediato acaba apagando, e eu não consegui dormir. Me levantei e fui pro jardim, olhar melhor a lua que clareava a janela do quarto. Assim que chego, vejo ela, aquela garota dos olhos cativantes parada, estava longe em seus pensamentos.
Chego de mansinho, ela parece não me ver e nem sequer percebe que eu estou chegando próximo a ela, não até ouvir a minha voz. Seu semblante era triste, mas havia um brilho intenso em seu olhar, e a tristeza não era capaz de apagar aquele brilho.
Tentei fazer com que ela falasse de sua tristeza, mas foi impossível. E na verdade, até eu mesmo estava triste com a vida que estou levando, que obrigatoriamente tive que aceitar, para mais uma vez agradar meu pai.
Fiquei trocando algumas palavras com Vick, e estranhamente me senti calmo ao conversar com ela. Como eu disse, é estranho sentir-se bem ao lado de alguém que você conheceu a poucos dias.
Mas eu percebi o quanto ela é especial, parecia uma pessoa quebrada pela vida ou por algo que viveu, e tenta esconder isso dentro de um baú trancado a sete chaves.
Assim que terminamos de trocar palavras, voltei para o meu quarto. Peguei meu celular e vi que havia duas chamadas perdidas do senhor Bennett. Suspirei ao me recordar do que ele havia feito para mim estar aqui.
Deixei meu orgulho de lado e retornei a sua chamada, no terceiro toque ele atendeu.
— Mal cheguei já está sentindo a minha falta, senhor Bennett? — perguntei com ironia.
— Boa noite para você também, filho. — respondeu.
— O que quer?? — perguntei, deixando claro a ele que eu não estava com nenhum pingo de vontade de falar com ele.
— Quero avisá-lo que comprei um apartamento no centro da cidade para você, amanhã não precisará ficar no quarto da faculdade.
— Não te entendo pai, uma hora quer me castigar e agora está dando uma de bom samaritano e por quê?
— Você é um Bennett. — falou papai.
— E daí? Isso não me torna mais humano que outros, só porque carrego seu sobrenome.
— Arthur, você vai para o apartamento e pronto, não tente passar por cima de minhas ordens, tenho muitos inimigos, e eu quero mantê-lo seguro. Um dos meus seguranças estará cuidando de você garoto, se fizer com ele como fez na festa, eu mesmo vou aí dar um jeito em você.
— Ok! Boa noite, pai. — falei e encerrei a ligação.
Coloquei o celular no criado mudo, fechei os olhos por instantes, pedindo mentalmente que o sono venha, mas foi impossível. A única coisa que vinha em minha cabeça era Vick, ela invadiu meus pensamentos e entrou em minha cabeça sem pedir licença.
Todas aqui dão em cima de mim, porém Vick foi a única que não liga para quem sou, se tenho fama ou não, eu não faço diferença para ela. E isso me excita. Com meus pensamentos aflorados na mente, permito-me dormir um pouco, já que eu teria que ir para o apartamento que meu pai falou que estava à minha disposição.
E eu só iria para o novo lar, após a festa que os alunos fariam, que no caso aconteceria pela noite.
No dia seguinte fui para a sala de aula, mesmo que as aulas me deixem entediado, essa aula ainda consegui assistir, passei o dia todo olhando para Vick, que estava linda dentro de um vestido comportado, minha mente me permitiu vê-la completamente nua sem aquele vestido, e de uma forma estranha, me senti atraído e encantado por ela mais ainda.
Vick tem um olhar tímido, mas é dona de uma beleza notável, eu não queria nutrir sentimentos por ela, mas era impossível.
Ao final da aula peguei minha mochila e fui caminhando pelo corredor na intenção de ir para o meu quarto, e de imediato um choro baixo me fez ficar curioso, caminhei até a pessoa que estava em um canto, abraçada às pernas enquanto chorava muito, eu conheci pela roupa que estava vestida.
— Vick, o que houve? Alguém te machucou? — perguntei.
— Não! — respondeu com os olhos manchados pelas lágrimas e a maquiagem.
Peguei uma toalhinha que tinha em minha mochila, e enxuguei as lágrimas dela, seus olhos agora estavam limpos. Havia uma química forte entre mim e ela, não saberia explicar, era diferente dos demais sentimentos que eu tinha por mulheres, aquele sentimento que vinha forte dentro de mim, me fazia sentir um turbilhão de coisas estranhas, mas com uma sensação boa, eu sentia necessidade de querer protegê-la, mas do quê, eu não sei.
— O que houve? Se não me contar, não terei como ajudá-la. — sentei-me ao lado dela.
— Não é nada, só senti saudades da minha família, só isso. — respondeu.
— Sua família não vem ver você?
— Meus pais andam ocupados.
— Entendi. Mas não se preocupe, tudo ficará bem. — passei meus braços ao redor de sua cintura, e a puxei para perto.
Eu queria que Vick sentisse que não está sozinha, e mesmo que tenhamos nos conhecido em poucos dias, eu estava ali para ajudá-la no que fosse preciso. Qualquer coisa, eu estaria disposto a ajudá-la. Ela encosta sua cabeça em meu peitoral, e rapidamente pude sentir descargas elétricas percorrer cada parte do meu corpo, seu perfume de flores suave me deixou louco, mas me controlei.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Maria Sena
Huuumm ...já temos um casalzinho se formando, mas como em toda história essa também com certeza vai ter vadias dispeitadas pra atrapalhar.
2025-02-25
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Elizabeth Fernandes
O pai é responsável pela mortes do pai dela
2025-03-01
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Keyla Souza
eu estou apaixonada 💘🤩😍 por essa história 😍❤️
2025-01-15
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