Capítulo 13

Após conversarmos muito sobre nossa estadia na casa do senhor Miguel Bennett, meu sogro, dormimos um pouco. Acordamos um pouco mais tarde com meu celular tocando em cima do criado-mudo, anunciando uma nova chamada.

Levantei-me cuidadosamente para não acordar Arthur, peguei meu celular e fui para a sacada para atender.

— Alô. — Falei assim que atendi.

— Que história é essa de que você se juntou com um Bennett? — Titia Lena vociferou, quase fiquei surda.

— Calma, pra que gritar tanto? E afinal, você se recorda que me deixou na rua? Então tive que procurar um rumo e eu encontrei. — Respondi, não vou ser mais a mosca morta que não falava nada, só escutava os insultos das pessoas.

— Deixei você para que ficasse segura, mas pelo visto não adiantou tanto. — Falou. — A família Bennett...

Tia não terminou de falar, porque Arthur interrompeu. Pegou o celular da minha mão e falou com ela.

— Acho melhor você parar de falar mal da minha família, e não ligue mais para ficar incomodando minha esposa. Você a abandonou em uma calçada como um animal e agora liga pra quê? — Arthur encerra a ligação, tira o chip do meu celular e quebra entre os dentes.

— Por que fez isso Arthur? — Fiquei chocada com o modo de agir dele.

— Só quero que ela pare de infernizar nossa vida, não é de hoje que sua tia tenta nos separar. — Respondeu saindo da sacada.

— Por que diz isso? — Pergunto curiosa, indo em seu encalço.

— Porque tenho provas e isso basta. — Arthur caminha para a cozinha, e eu o sigo o tempo todo.

— Eu quero saber que provas são essas Arthur. — Insisti em saber.

— Sinto muito, mas não posso falar, são coisas complicadas e você não entenderia. — Respondeu, servindo-se de um suco.

— Por favor, é minha tia, não é uma pessoa estranha. — Falei.

— Eu sei, mas a partir de agora, você não tem tia e nunca teve, ela te deixou em uma calçada, abandonou você, isso não é tia. — Falou tomando o líquido e colocando o copo sobre a pia.

— Ela me explicou por quê. — Falei, chamando sua atenção.

— E o que ela disse? Porque duvido que tenha falado a verdade. — Virou-se para mim, seu corpo estava encostado na pia, Arthur cruzou os braços na altura do peito desnudo.

— Falou que estava me protegendo. — Respondi engolindo em seco enquanto ele me encarava com cuidado.

— Sim, sei. Protegendo dela mesma, porque uma monstra dessas, eu não queria como parente. — Falou sério.

— Não fala assim, ela é a única família que eu tenho. — O repreendi.

— Ah! Desculpa por ofender sua família que te abandonou. — Arthur falou com desdém.

— Não precisa jogar na minha cara. — Respondi.

— Perdão. Desculpa, eu não queria te magoar Vick, mas poxa, você não está prestando atenção em tudo à sua volta? Ela quer nos separar, e desde que te deixou na calçada da faculdade, só agora vem ligar? Você é ingênua demais para perceber maldades à sua volta. — Vociferou.

— Onde você vai? — Perguntei, vendo Arthur pegar uma camisa e vesti-la.

— Vou sair um pouco, esfriar a cabeça, mas tarde volto. — Respondeu.

Arthur estava aborrecido, bateu a porta com raiva e saiu me deixando sozinha no apartamento. Por minha vez, me sentei no sofá e coloquei um filme para assistir. As horas haviam se passado rapidamente e já era tarde da noite quando ele retornou.

Não falou nada, apenas foi até a cozinha, serviu-se com um copo de água gelada e foi para o banheiro. O barulho da água caindo deixou claro que ele estava no banho.

Eu desliguei a TV e fui deitar, e em poucos minutos senti Arthur deitar ao meu lado. Ele passou seu braço ao redor da minha cintura, prendendo-se mais ao meu corpo.

— Me perdoe por tê-la deixado sozinha, eu precisava sair um pouco e esclarecer algumas ideias. — Falou em um sussurro, me virei, ficando frente a frente com ele.

— Tudo bem, não se preocupe. — Respondi. — Você está com algum problema? — Perguntei.

— Muitos. — Respondeu Arthur, colocando uma mecha dos meus cabelos atrás da minha orelha. — E só você pode resolvê-los. — Acrescentou.

Ficamos nos observando por alguns instantes, até nos deixar ser levados por uma onda de excitação. Subi em cima de Arthur, seus dedos mornos e ábeis afastaram minha calcinha pro lado e me penetraram com urgência.

— Amo senti-la, seu corpo é como um porto seguro pra mim, e a solução dos meus problemas. — Falou em meu ouvido, mordiscando o lóbulo da minha orelha. — Eu te amo Vick. — Acrescentou Arthur movimentando-se dentro de mim com estocadas rápidas e fundas.

— Também te amo. — Falei com dificuldade, beijando seus lábios com desejo incontrolável.

Ficamos ali por algumas horas, trocando carícias e palavras cheias de promessas, até que nós dois atingimos o ápice. Nos deitamos um pouco e descansamos o suficiente para tomar um banho quente na banheira de hidromassagem e depois dormirmos como dois bons namorados.

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Comments

Maria Sena

Maria Sena

A tia da Vitória sabe da verdade, e acho que o Arthur também. porque senão ele teria quebrado o chipe pra ela não se comunicar com a tia, sendo que ele nem conhece ela.

2025-02-25

0

Maria Das Neves

Maria Das Neves

❤️❤️❤️😍😍😍🔥🔥🔥

2025-03-09

0

Angel Caldas

Angel Caldas

Acho que não foi o pai dele que matou os pais dela, foi vingança de alguém, não teria sentido, afinal, como os dois ficariam juntos?

2024-01-20

3

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