Após conversarmos muito sobre nossa estadia na casa do senhor Miguel Bennett, meu sogro, dormimos um pouco. Acordamos um pouco mais tarde com meu celular tocando em cima do criado-mudo, anunciando uma nova chamada.
Levantei-me cuidadosamente para não acordar Arthur, peguei meu celular e fui para a sacada para atender.
— Alô. — Falei assim que atendi.
— Que história é essa de que você se juntou com um Bennett? — Titia Lena vociferou, quase fiquei surda.
— Calma, pra que gritar tanto? E afinal, você se recorda que me deixou na rua? Então tive que procurar um rumo e eu encontrei. — Respondi, não vou ser mais a mosca morta que não falava nada, só escutava os insultos das pessoas.
— Deixei você para que ficasse segura, mas pelo visto não adiantou tanto. — Falou. — A família Bennett...
Tia não terminou de falar, porque Arthur interrompeu. Pegou o celular da minha mão e falou com ela.
— Acho melhor você parar de falar mal da minha família, e não ligue mais para ficar incomodando minha esposa. Você a abandonou em uma calçada como um animal e agora liga pra quê? — Arthur encerra a ligação, tira o chip do meu celular e quebra entre os dentes.
— Por que fez isso Arthur? — Fiquei chocada com o modo de agir dele.
— Só quero que ela pare de infernizar nossa vida, não é de hoje que sua tia tenta nos separar. — Respondeu saindo da sacada.
— Por que diz isso? — Pergunto curiosa, indo em seu encalço.
— Porque tenho provas e isso basta. — Arthur caminha para a cozinha, e eu o sigo o tempo todo.
— Eu quero saber que provas são essas Arthur. — Insisti em saber.
— Sinto muito, mas não posso falar, são coisas complicadas e você não entenderia. — Respondeu, servindo-se de um suco.
— Por favor, é minha tia, não é uma pessoa estranha. — Falei.
— Eu sei, mas a partir de agora, você não tem tia e nunca teve, ela te deixou em uma calçada, abandonou você, isso não é tia. — Falou tomando o líquido e colocando o copo sobre a pia.
— Ela me explicou por quê. — Falei, chamando sua atenção.
— E o que ela disse? Porque duvido que tenha falado a verdade. — Virou-se para mim, seu corpo estava encostado na pia, Arthur cruzou os braços na altura do peito desnudo.
— Falou que estava me protegendo. — Respondi engolindo em seco enquanto ele me encarava com cuidado.
— Sim, sei. Protegendo dela mesma, porque uma monstra dessas, eu não queria como parente. — Falou sério.
— Não fala assim, ela é a única família que eu tenho. — O repreendi.
— Ah! Desculpa por ofender sua família que te abandonou. — Arthur falou com desdém.
— Não precisa jogar na minha cara. — Respondi.
— Perdão. Desculpa, eu não queria te magoar Vick, mas poxa, você não está prestando atenção em tudo à sua volta? Ela quer nos separar, e desde que te deixou na calçada da faculdade, só agora vem ligar? Você é ingênua demais para perceber maldades à sua volta. — Vociferou.
— Onde você vai? — Perguntei, vendo Arthur pegar uma camisa e vesti-la.
— Vou sair um pouco, esfriar a cabeça, mas tarde volto. — Respondeu.
Arthur estava aborrecido, bateu a porta com raiva e saiu me deixando sozinha no apartamento. Por minha vez, me sentei no sofá e coloquei um filme para assistir. As horas haviam se passado rapidamente e já era tarde da noite quando ele retornou.
Não falou nada, apenas foi até a cozinha, serviu-se com um copo de água gelada e foi para o banheiro. O barulho da água caindo deixou claro que ele estava no banho.
Eu desliguei a TV e fui deitar, e em poucos minutos senti Arthur deitar ao meu lado. Ele passou seu braço ao redor da minha cintura, prendendo-se mais ao meu corpo.
— Me perdoe por tê-la deixado sozinha, eu precisava sair um pouco e esclarecer algumas ideias. — Falou em um sussurro, me virei, ficando frente a frente com ele.
— Tudo bem, não se preocupe. — Respondi. — Você está com algum problema? — Perguntei.
— Muitos. — Respondeu Arthur, colocando uma mecha dos meus cabelos atrás da minha orelha. — E só você pode resolvê-los. — Acrescentou.
Ficamos nos observando por alguns instantes, até nos deixar ser levados por uma onda de excitação. Subi em cima de Arthur, seus dedos mornos e ábeis afastaram minha calcinha pro lado e me penetraram com urgência.
— Amo senti-la, seu corpo é como um porto seguro pra mim, e a solução dos meus problemas. — Falou em meu ouvido, mordiscando o lóbulo da minha orelha. — Eu te amo Vick. — Acrescentou Arthur movimentando-se dentro de mim com estocadas rápidas e fundas.
— Também te amo. — Falei com dificuldade, beijando seus lábios com desejo incontrolável.
Ficamos ali por algumas horas, trocando carícias e palavras cheias de promessas, até que nós dois atingimos o ápice. Nos deitamos um pouco e descansamos o suficiente para tomar um banho quente na banheira de hidromassagem e depois dormirmos como dois bons namorados.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Maria Sena
A tia da Vitória sabe da verdade, e acho que o Arthur também. porque senão ele teria quebrado o chipe pra ela não se comunicar com a tia, sendo que ele nem conhece ela.
2025-02-25
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Maria Das Neves
❤️❤️❤️😍😍😍🔥🔥🔥
2025-03-09
0
Angel Caldas
Acho que não foi o pai dele que matou os pais dela, foi vingança de alguém, não teria sentido, afinal, como os dois ficariam juntos?
2024-01-20
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