Eu estava me sentindo feliz, e ao ouvir Arthur me convidando para morar no mesmo lugar que ele, me senti ainda mais feliz. Claro, estando na universidade, além de pagar pelos meus estudos, teria que arcar com o custo do quarto também. Além disso, eu arrumaria um emprego de meio período, de preferência próximo da nova casa onde iria morar. Tudo ficaria mais fácil.
Acompanhei as meninas até o quarto. Apenas Alice estava falando comigo; Jaqueline estava diferente e totalmente estranha desde que me viu na companhia de Arthur.
Assim que entrei no quarto, fui tomar um banho. Depois, coloquei uma roupa confortável para dormir. As meninas já estavam na cama, Alice conversando com o namorado pelo celular e Jaqueline parecendo pensativa o tempo todo. Parecia estar tramando algo.
— Jaque, você está bem? — perguntei.
— Acho que isso não é da sua conta. — respondeu.
Alice olhou para ela e balançou a cabeça negativamente.
— Eu não fiz nada para você, por que responde com tanta ignorância?
— Porque não costumo dar satisfações para fura-olho. A última vez que falei sobre o que sentia por um garoto, não acabou bem, e a pessoa correu logo para os braços dele.
— Espera aí! Eu não sou fura-olho, entendeu? Se Arthur não tem olhos para você, o problema já não é meu.
— Agora a sonsa falou, né? — provocou Jaqueline enquanto Alice olhava para nós duas discutindo.
— Saiba que não estou discutindo por ninguém, estou me defendendo, já que você insiste em me ofender. Ou o quê? Pensou que eu ia ficar calada vendo você me chamar de fura-olho? Não, querida.
— Ah! Coitadinha, é só mais uma vítima. Que pena. — disse Jaqueline, vindo em minha direção, mas Alice a segurou.
— Venha me bater, assim vai descobrir que não sei só falar, mas também sei me defender. Vou arrancar esses seus apliques que você chama de cabelo. — falei, enquanto Alice se segurava para não rir.
— Meninas, parem de brigar por homem. — pediu Alice.
— Eu não estou brigando por ninguém, estou me defendendo. Ela só sabe me ofender.
— Vamos ver quem vai ficar com Arthur, veremos amanhã. — disse Jaqueline com raiva.
— O que está tramando, Jaque? — perguntou Alice.
— Você verá. — avisou me encarando.
Fiquei com medo da ameaça. Eu não sabia o que ela iria aprontar. Me deitei, estava me sentindo esgotada. Porém, acabei dormindo quase pela madrugada. Vai que dava uma doida nela e ela me atacava dormindo.
Acordei cedo, passei por Alice e Jaqueline, dei um "Bom dia", mas só Alice respondeu. Me movimentei pelo pequeno cômodo, fui até o banheiro, fiz minha higiene matinal, me vesti, peguei minhas coisas e fui para a aula. Jaqueline já havia saído, só Alice estava me esperando.
— Espero que Jaque não faça besteira. Se fosse eu no lugar dela e o garoto de quem gosto não me quisesse, jamais acabaria uma amizade por causa dele. — falou Alice.
— Nem todas pensam assim, Alice. Fico feliz por nossa amizade, não quero que fiquemos mal por causa de Jaqueline.
— Imagina, isso nunca. — respondeu Alice.
Ficamos conversando até chegarmos à sala. Alice foi para o seu lugar e eu entrei no meu sob olhares de todos. Achei até estranho, pois nunca ninguém me encaravam assim.
Me sentei em um dos bancos, o professor entrou na sala e começou a aula. Não demorou muito para que Arthur chegasse atrasado. No final da aula, passei pela turma e vi que cada um daqueles alunos tinha uma folha em mãos e me olhava, uns com desejo e outras com raiva.
Caminhei mais alguns passos e vi várias fotografias minhas espalhadas pelo mural da universidade. Meu coração pareceu ter errado uma batida, porque não era qualquer foto, era uma foto modificada, onde mostrava todas as partes do meu corpo que cuido com tanto zelo para não expor.
Me senti humilhada e eu sabia quem tinha feito isso comigo, e fez para se vingar de mim. Lágrimas escorriam dos meus olhos ao ver cada um falando do meu corpo com desejo e luxúria, sem pudor algum, como se estivessem falando de uma atriz pornô.
Eu iria sair correndo dali para o jardim, mas braços fortes me seguraram, me abraçando apertado, e aquele perfume tão familiar eu conhecia, e me sentia segura nos braços dele.
Arthur pediu para que eu me acalmasse, enquanto me apertava mais forte em seus braços, como se quisesse absorver todas as minhas tristezas e dores. Senti seu coração bater forte no peito, era bom estar ali, era bom ser protegida por alguém, mesmo que eu não o conhecesse o suficiente, já me sentia segura. Arthur era como meu anjo, meu porto seguro. Em tão pouco tempo, ele se tornou tudo em minha vida e agora sei que não estou mais sozinha e desamparada. Arthur me deixou por alguns instantes e saiu arrancando todas as fotos das paredes.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Maria Sena
Mas que vadia descarada, ela tá achando que com isso vai afastar o Arthur da Vitória, mas o que fez foi dar um tiro no pé. Caracas, nem bem a história começou e o inferno já se abriu. Eita, oh inferno pra ter cadeia.
2025-02-25
1
Elizabeth Fernandes
Que cobra peçoenta vagabunda
2025-03-12
0
Maria Das Neves
e uma cobra
2025-03-08
0