Saí para uma festa com alguns amigos, mesmo contra a vontade do meu pai. Horas depois, cheguei em casa sendo carregado por Gabriel e Caio, meu primo vinha logo atrás por medo de meu pai brigar com ele, já que foi o responsável por me levar até a festa. Eu tinha bebido um pouco demais, me envolvi com uma mulher casada e o marido dela veio para cima de mim. Brigamos feio na casa noturna, a qual, segundo o meu pai, ele era o proprietário.
Com os olhos um pouco turvos devido à quantidade de bebida que ingeri, observei meu pai levantar do sofá, jogando um livro que estava lendo sobre o criado-mudo e se aproximando de nós.
— O que houve aqui? — perguntou autoritário, agarrando o colarinho da camisa de Bruno.
— Senhor Bennett, acalme-se, eu posso explicar. — pronunciou Bruno, enquanto os meninos me colocavam no sofá.
— Estou esperando. — falou, soltando-o.
Bruno ajeitou a camisa e, por fim, falou.
— Acontece que eu bebi demais e saí com uma das mulheres da casa noturna, mas ela era casada e nós não sabíamos. Então, o marido dela fez um escândalo e começou tudo, tio, ele não é culpado por isso. — mentiu por mim.
— Claro que não, o único culpado aqui é você. Você veio aqui importunar meu filho para ir a esse lugar ao qual vocês não pertencem. — Ele os encarou. — Onde estão os dois seguranças que mandei acompanhar o Arthur? — perguntou bravo.
— Assim que chegamos na casa noturna, Arthur deu um jeito de dispensá-los. Disse que se eles não saíssem dali, ele iria arrumar confusão e o senhor os dispensaria do serviço. — respondeu Caio.
— Claro, e vocês, como bons amigos que são, concordaram e seguiram as ideias do Arthur, que é tão irresponsável quanto vocês. — Ele os encarou. — Saíam da minha frente, seus irresponsáveis. — Vociferou.
Escutei a porta de saída ser fechada e acabei apagando.
Acordei com meu pai me chamando várias vezes, sacudindo meu corpo e abrindo as cortinas da janela.
— Arthur, acorde agora mesmo, precisamos conversar.
— Agora não, papai, estou com muita dor de cabeça. — resmunguei, virando de costas para ele.
— Está certo. — falou, mas não deu atenção.
Meu pai sempre foi assim e no final nunca dá em nada. Escutei seus passos para fora dali, mas não ouvi a porta ser fechada. Porém, isso não me incomodava, eu só queria dormir e não acordar por agora.
Não demorou muito para eu sentir água fria ser jogada em cima de mim. Pulei da cama enquanto olhava para a funcionária com um balde seco em mãos, e o senhor Bennett estava com os braços cruzados na altura do peito e bastante irritado.
— Mas o que é isso? — perguntei, irritado com aquela situação que acabara de acontecer.
— Doralice, pode sair, obrigado pela ajuda. — meu pai agradeceu Dora.
Eu tinha vontade de pular no pescoço dela por fazer tudo que papai manda.
— Por que fez isso? — perguntei.
— Porque já faz horas que estou aqui pedindo para você acordar, aqui não é a casa da mãe Joana, seu moleque irresponsável. Estou atrasado para ir para a empresa e por sua causa ainda estou aqui, mas só vim avisar que amanhã você vai para o Canadá, vai estudar em uma universidade.
— Por que, pai? Eu estudei e terminei meus estudos como me pediu, agora vem com essas lorotas? Fui eu quem bebi e o senhor que se embriagou? Corta essa.
peguei a toalha para me enxugar enquanto gargalhava da ideia do meu pai. Na verdade, pensei que ele estava blefando, mas me enganei.
— Não está falando a verdade, não é?— indaguei.
— Preste bem atenção na minha cara, Arthur Bennett. Eu não estou brincando, arrume suas malas agora mesmo, e amanhã o jatinho particular vai te deixar em seu destino. — papai estava furioso enquanto apertava o meu braço.
— Tome meus carros, me coloque de castigo pelo ano todo se quiser, mas não me mande para a universidade, papai. Eu não sei me virar em outro lugar e não conheço ninguém no Canadá e nunca sequer fui para lá. — implorei.
— Pois está mais do que na hora de você aprender a se virar sozinho, já tem idade suficiente para isso. Nem tudo na vida é diversão, ostentação, luxo e prazeres carnais. Você é o meu herdeiro e, depois que eu partir, é você que estará no comando de tudo. — papai saiu fechando a porta.
Hoje é o dia em que sairei de viagem para estudar em uma universidade fora de minha cidade. Meu pai, Senhor Bennett, decidiu assim, e não tem quem o faça mudar de ideia.
Ai você me faz a pergunta! Mas minha cidade não tem universidade? Por que estudar fora?
Até segundos atrás eu também me fazia a mesma pergunta. Porém, não fiquei com essas dúvidas na cabeça, porque meu pai tratou de tirar todas elas, como ele sempre faz.
Por eu ser um jovem que ama baladas e gosta de gastar dinheiro, meu pai decidiu frear-me e mandar-me estudar longe de meus amigos. Segundo ele, meus amigos são uma má influência para mim. Meu pai é um Don da máfia cosa nostra mas ele disse que não pode contar a ninguém que ele tem esse trabalho, já que abriu uma empresa, e seu cargo de CEO é apenas fachada para que ninguém desconfie de nada.
Meus amigos pensam que o dinheiro que sempre esbanjo vem da empresa onde meu pai trabalha, só que não. Em tudo, eu conto com meu pai; minha mãe morreu em um acidente de carro. Perguntei ao papai como isso aconteceu, mas nunca quis me contar, porque esse assunto o faz sofrer bastante.
Estava no meu quarto arrumando minhas malas para a viagem, colocando minhas roupas na força do ódio, sempre que tenho viagens, quem arruma as malas são as funcionárias, mas para mim, meu pai não mandou ela arrumar.
— Não sei por que vai viajar, se aqui tem tudo, irmão. Você tem uma vida luxuosa, uma mansão enorme, vários carros de diferentes modelos. — Bruno, meu primo, invade meu quarto me enchendo a cabeça.
— Se fosse por mim, não iria, Bruno, e você sabe. Mas papai insiste em me manter longe daqui, das más "companhias", como ele chama. Até você está no meio.
— Eu sou jovem, você também é. Tem que aproveitar a vida, não pode ficar igual ao seu pai, um velho raquítico e sem coração.
— Se o Senhor Bennett te pega falando assim, arranca suas bolas e ainda faz você engolir. — nós dois rimos juntos de nossas conversas.
Assim que terminei tudo, entrei no jatinho particular e seguimos rumo ao Canadá. Horas haviam se passado, chegamos no meu destino e o primeiro azar que tive foi esbarrar em uma garota que entrava na universidade. Involuntariamente, minhas mãos a seguraram pela cintura, evitando que ela caísse no chão. Seus olhos castanhos claros me encararam e depois percebi o seu olhar descer até meus lábios. Imediatamente ela se afastou de mim e se desculpou pelo que houve. Ajudei ela a pegar as coisas dela no chão e em seguida cada um seguiu seu caminho.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Maria Sena
Nossa, se só um esbarrão já foi eletrizante, imagina quando rolar o beijo? ULALÁ!!!
2025-02-25
1
Maria Das Neves
😂😂😂😂😂😂
2025-03-05
0
Tânia Campos
Mereceu!!!
🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2025-02-27
0