Acordei com os raios do sol inundando o quarto. Levantei-me devagar para não acordar a Vick. Fui até o banheiro, tomei um banho e me vesti.
— Bom dia, amor. — ouvi a voz serena dela.
— Bom dia, minha princesa. Não queria te acordar. Hoje preciso sair, mas será rápido, prometo não demorar.
— Tudo bem, vou ficar por aqui. — respondeu preguiçosamente.
— Você pode sair, tem uma piscina lá fora se quiser se refrescar. — falei, enchendo Vick de beijos. — Vou pedir para a Daiane trazer seu café da manhã.
— Não, amor. Posso ir até a cozinha, não se preocupe. — respondeu animada.
Saí, deixando Vick no quarto. Assim que cheguei à cozinha, todos estavam tomando café, inclusive Leila, que parecia me devorar com os olhos cheios de desejo.
— Arthur, vai sair cedo, hein? — provocou meu pai.
— Vou resolver alguns assuntos importantes, mas não se anime tanto, não tem a ver com o que falou ontem. — Falei, vendo o sorriso desaparecer de seu rosto.
— Que desapontamento. Hoje em dia, agente cria um filho para nada. — resmungou.
— Acontece até nas melhores famílias. — pisquei para ele e saí para resolver minhas coisas.
Peguei o jatinho e sobrevoamos. O jato pousou na pista e, assim que cheguei à cidade, um carro já me esperava.
Marquei uma pequena reunião com um dos chefes da máfia italiana. Eu precisava construir meu próprio império e não depender do meu pai.
Conversamos muito sobre alguns lançamentos futuros, fechamos um acordo e tudo correu bem. No entanto, enquanto meu pai estiver vivo, não posso assumir completamente o seu lugar. Esperarei até completar 29 anos para assumir meu posto na máfia cosa nostra. Assim, unirei as duas máfias em uma só e terei ainda mais poder.
Peguei o caminho de volta para casa, entrei no jatinho e em pouco tempo estava de volta. Minha paz foi interrompida ao ver Bruno, meu primo, sentado perto da piscina, admirando Vick nadar. E para piorar, ela estava apenas de biquíni.
— Sempre soube que essa menina não tinha vergonha, como pode nadar só de biquíni em uma casa de respeito? — a voz do meu pai me tirou dos pensamentos.
— Ela não está fazendo nada demais. — falei, voltando minha atenção para Vick.
Amo Vick tanto quanto amo minha própria vida e confio nela. Por isso, não arranjaria brigas por ciúmes bobos. Além disso, ela parece não se importar com a presença de Bruno ali.
Sai de perto do meu pai, caminhei até a piscina, me livrei das roupas, ficando apenas de cueca box, e entrei na água. Isso foi suficiente para Bruno se afastar, nos deixando sozinhos.
— Arthur, meu amor, você veio até mim. — sua alegria ao me ver era contagiante.
— Sim, meu amor. Estou aqui para você. — respondi.
A segurei com mais força, ela envolveu as pernas em minha cintura e nos beijamos com um desejo incontrolável.
— Amanhã vamos para casa. Quero ter mais privacidade com você. — falei, beijando seu pescoço.
— Como assim, Arthur?
— Porque aqui, você não pode gemer alto.
— Arthur, precisamos conversar. Quero que vá ao meu escritório agora mesmo. — meu pai nos interrompeu.
Fiquei irritado por ele ter interrompido esse momento, ele sempre fazia isso para me provocar. Saí da piscina, ajudei Vick e subimos para o quarto.
— Seu pai não gosta nada de mim.
— Não ligue para ele, ele sempre foi assim.
— Arthur, que organização é essa que ele tanto fala?
— Assuntos de homens, Vick, não há nada com o que se preocupar.
— Sinto que está me escondendo algo, eu te conheço Arthur, o suficiente para perceber isso.
— Victoria, por favor, pare com suas paranoias. Já tenho problemas suficientes.
— Ah, claro, senhor Arthur, você sabe tudo sobre a minha vida, mas sobre a sua, não posso saber? Parabéns.
— Não quero começar uma briga com você. Afinal, não ganharíamos nada com isso.
— Você sempre foge como um covarde.
— Depois conversamos. — saí, fechando a porta atrás de mim, antes que me estressasse ainda mais e perdesse a paciência com Vick.
Caminhei até o escritório do meu pai e, sem querer, flagrei-o aos beijos com Leila em cima da mesa.
— Olha só, hahaha... quem diria, duas cobras se beijando. Quer que eu traga uma câmera para tirar fotos?
— Por que não bateu na porta antes de entrar? — meu pai perguntou irritado.
— Esqueci. — falei, com ironia.
— Arthur, não é o que você está pensando. — Leila se aproximou de mim, mas eu me afastei.
— Não precisa me dar explicações, não tenho nada com você, Leila. Além disso, aproveite, porque estou indo embora.
— Arthur, fique, quero falar com você. Leila, pode sair. — meu pai ordenou.
Leila saiu e agora eu estava cara a cara com o meu pai, aguardando o que ele tinha a dizer.
— Quero que volte para casa, mas sozinho. Deixe a garota ir. Vou te dar tudo o que precisar e prometo não te incomodar mais.
— Como o senhor é mesquinho. Jamais trocaria minha vida e minha paz por suas misérias. Victoria é tudo para mim, e dinheiro nenhum vale mais do que ela.
— Está bem, Arthur. Sempre escolhe o caminho mais difícil. Por isso, me preparei para isso.
— O que quer dizer?
— Peguei de volta o apartamento que te dei no Canadá. Não quero vocês lá. Já que é um homem, dê um jeito de arrumar um lugar para ficar. Ou fique aqui sem essa mulher ou vá morar embaixo de uma ponte.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Maria Sena
Que desgraçado, já tô na força do ódio desse mequetrefe mesquinho. Arthur joga na cara dele que você já sabe que foi ele que matou os pais da Vitória.
2025-02-25
0
Elizabeth Fernandes
Esse pai canalha sem escrúpulos
2025-03-12
0
Maria Das Neves
esse pai dele é um escroto
2025-03-09
0