Capítulo 10

Quando terminamos nossa refeição, Vick foi deitar-se e eu aproveitei para tirar um cochilo no sofá. Não sei até quando aguentaria dormir em um local pouco confortável. Acordei já no fim da tarde, olhei para a cama e Vick não estava mais lá. Levantei-me de sobre salto e a procurei. Um cheiro delicioso vinha da cozinha, contemplei aquela deusa de costas, cuidando de algo em uma bandeja.

— Pensei que tivesse fugido. — Falei encostado no portal da porta da cozinha.

— Ah! Oi! Eu estava aqui fazendo um bolo de morango, minha mãe me ensinou, fazíamos uma bagunça na cozinha. — Disse, colocando o bolo na mesa.

— Esse bolo parece ótimo. Deu até água na boca, mas não quero que você faça nada na cozinha. Espero que se acostume, amanhã teremos uma governanta para cuidar de tudo. — Falei, caminhando até Vick.

— Eu sei, mas enquanto isso, não podemos ficar com fome, não é? — Falou, cortando o bolo enquanto colocava suco nos nossos copos.

— Claro. — Respondi com um sorriso sereno.

Vick estava de costas. Aproximei-me dela, encostando meu corpo ao dela. Não aguentava mais vê-la de longe e não poder tocá-la, eu a queria muito.

— Não, Arthur. — Vick reclamou, virando-se para mim. Estava encurralada entre meus braços e a mesa.

— Eu sei que me quer, tanto quanto quero você, Vick. Não aguento mais te ver e não poder tê-la em meus braços, quero te beijar, quero sentir seu corpo colado ao meu. — Falei aproximando meus lábios dos dela. Vick pareceu ceder, mas me empurrou para longe.

— Não posso, Arthur, não faz isso. — Pediu, quase implorando. Não obedeci a ela, me aproximei novamente, agarrei carinhosamente em seus cabelos, trazendo-a para mim, nossos lábios se chocaram, pude sentir seu gosto, sentir o cheiro de seu perfume que é tão doce quanto ela.

— Eu te quero, te desejo todos os dias, quero cuidar de você. — Falei, colando testa com testa.

— Também te desejo, mas não é assim que quero fazer as coisas. Somos novos ainda e quero fazer tudo certinho. — Respondeu ofegante.

— Eu sei. Me dê uma oportunidade de te fazer feliz pelo menos, te dar tudo aquilo que você nunca imaginou ter. — Falei deslizando minhas mãos por baixo da blusa de Vick, e meus dedos puderam alcançar o bico rígido de seus seios. Ela soltou um grunhido baixo. — Quero te dar prazer, te fazer uma mulher realizada. — Acrescentei.

Estávamos bem, e Vick pouco a pouco estava cedendo. Eu a queria tanto, que me sentia constrangido pela demora em tê-la logo em minha cama, meu membro já estava duro como uma rocha, e com esses toques tenho a absoluta certeza de que Vick também estava toda molhada.

Porém, não é só a alegria de pobre que dura pouco, a do rico também. Alguém bate na porta e xingo mentalmente, a pessoa do outro lado por me atrapalhar em um momento tão especial como esse.

— Desculpe, minha princesa, continuaremos em outra hora. — Falei vestindo a camisa, a mesma cobria meu membro evidente na calça.

Abri a porta com uma cara de poucos amigos, e fiquei ainda mais irritado ao ver que era meu segurança me importunando naquele momento.

— O que quer, Charles? — Perguntei.

— Me desculpe, senhor, mas vim avisar que seu pai mandou entregar a você um carro, está no estacionamento, e aqui estão as chaves. — Falou esticando o braço.

— Um carro? — Perguntei sem acreditar.

— Sim, senhor.

— Está bem, Charles, pode se retirar e por favor, não me incomode por hoje. — Falei batendo a porta.

Não entendo meu querido pai, me manda pra longe como um miserável leproso, e diz que é um castigo, e agora me presenteia, e diz que só quer me manter seguro. A consciência deve ter pesado, não é possível. Peguei meu celular, disquei o número do papai e ele não custou a atender.

— Oi, filho? Como estão indo as coisas aí em Canadá?

— Estão ótimas, mas me fale, por que está me mandando presentes? Não quero nada disso, quero apenas que o senhor termine com essa obsessão de querer me castigar e que me diga para que volte pra casa.

— Sabe que não pode, assim que você saiu daqui, as coisas se complicaram, na verdade já estavam complicadas e você sabe.

— Não, não sei de nada. Na verdade, nunca sei, por que o senhor faz de tudo para me manter fora dos assuntos importantes, sempre foi assim, até me mandar pra longe como um doente.

— Não seja dramático, Arthur, faço isso pra te proteger. Você ficará sem saber o que acontece, até quando você arrumar uma noiva e casar com ela, aí sim, saberá o que rola no meio da máfia e também terá seu lugar de imediato, estou quase me aposentando. Mas, você só poderá casar com uma mulher que eu escolher pra você, é nossa regra.

— Não exagere.

— Não é exagero, eu como Don, pai e chefe procurarei uma noiva pra você, e ela tem que ser pura. E pelo amor dos deuses, não haja com a cabeça de baixo e toque em outra mulher pura, porque aí sim, você estará encrencado comigo, garoto.

Papai e eu, ficamos trocando ideias e jogando conversa fora, até eu encerrar a ligação.

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Comments

Maria Sena

Maria Sena

Arthur meu boy magia, não escuta o que a Carla tá falando, parte pra cima e toma posse do que já é seu. Senão vai ficar com as bolas roxas e não vai conseguir fazer herdeiros. 🤣🤣🤣🤣🤣🤣

2025-02-25

1

Elizabeth Fernandes

Elizabeth Fernandes

Arthur não faça besteira seu pai é um carrasco

2025-03-12

0

Maria Das Neves

Maria Das Neves

❤️❤️❤️😍😍😍

2025-03-09

0

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