Assim que deixei Vick no quarto, fui para o meu, peguei meu celular e respondi algumas mensagens de amigos, além das mensagens do meu pai, que me enviou várias fotos do apartamento. Era muito chique, parecia ser o mais caro da cidade. Pela primeira vez na minha vida, mostrei desinteresse por algo tão luxuoso.
— Para que tudo isso, senhor Bennett? — digitei e enviei, aguardando a resposta.
— Dinheiro não me falta, não posso desfrutar de tudo na vida e deixar meu filho viver como um mendigo ou qualquer um. Este apartamento é o mais caro do Canadá e peço que você faça bom uso e tenha juízo. Ah! Também contratei uma governanta para cuidar de tudo para você.
— O senhor está exagerando, não é necessário, por mim eu ficaria aqui mesmo, não tem problema.
— O que foi, Arthur? Você nunca foi assim, sempre gostou de luxo, a não ser que... você está gostando de alguém? Está apaixonado?
— Não importa. Vou cuidar, tenho que ir para uma festa de boas-vindas. Até mais, pai. — Encerrei o bate-papo, fui tomar banho, me vesti e caminhei pelo corredor até chegar ao quarto de Vick. Bati na porta várias vezes, mas ela não abriu. Abri a porta e vi que não estava lá, já havia saído.
Apressei meus passos para chegar logo na festa. No meio do caminho, fui abordado por algumas meninas dando em cima de mim. Ignorei todas, por incrível que pareça, e segui meu caminho.
Há alguns dias atrás, eu teria aproveitado todas elas, mas depois que Vick entrou na minha vida de mansinho, meu interesse pela vida cheia de mulheres e luxos acabou. Tudo tem a ver com ela, é como se o ar que eu respiro fosse ela. As demais ao meu redor não têm graça, não preenchem meus olhos, não consigo me apaixonar por nenhuma delas.
Cheguei ao local onde a festa estava rolando, fiquei encostado em uma árvore, observei-a de longe. Todas estavam enturmadas na roda de garotos, e ela estava sentada sozinha, parecia estar pensando em algo, até que Charles, o garoto problema da universidade, se aproximou dela. Eu fui chegando e escutei ele perguntar se ela estava sozinha. Antes mesmo que Vick respondesse, eu falei por ela, deixando claro que em meu território ele não entra.
Quando ela me viu, ficou feliz, mas mudou a expressão rapidamente. Eu sei que ela gosta de mim, mas no fundo há algo que a incomoda. Papai me ensinou algumas lições sobre expressões, já que sou o futuro líder da máfia. Ele sempre me avisava que eu precisava dessas lições, já que trabalharei com pessoas. Graças a essas aulas, sei quando alguém me quer bem, quando sente algo. Sei quando está mentindo e quando está falando a verdade.
E tudo o que Vick me falou sobre "fotos tiradas e não queria que ninguém nos visse juntos, para evitar falsas especulações". Sei que tudo era mentira, algo a incomodava e não era o que ela disse.
Mas mesmo com a atmosfera pesada entre nós, conseguimos conversar tranquilamente. As horas haviam avançado bastante. Eu a peguei e fomos caminhando enquanto jogávamos conversa fora. Consegui fazer com que ela se abrisse comigo. Me contou sobre seus pais e sobre a tia tê-la abandonado.
Continuamos no mesmo assunto até chegarmos à universidade. Eu queria conhecer tudo sobre ela, mas sabendo o básico já me tirou toda a curiosidade. A partir de toda a sua história, tive uma ideia, mas não sei se ela aceitaria. Mesmo assim, fiz a pergunta.
— Vick, você aceita morar comigo? Podemos dividir o mesmo lugar, se quiser. Mas não se preocupe, não vou invadir o seu espaço. Só quero te ajudar.
Ela pareceu ficar em choque. Paramos um pouco próximo a algumas árvores no jardim. Eu queria ouvir sua resposta, estava ansioso por isso.
— Eu não sei, Arthur. Na verdade, não sei nem o que te dizer. Não quero abusar da sua generosidade.
— Você não está abusando de nada. Só quero que aceite. Seria uma honra ter você por perto.
Um sorriso surgiu em seus lábios e aquele sorriso era como obter o meu tão esperado "sim".
— Então? — perguntei. Queria ouvir a resposta sair de seus lábios.
— Sim, sim... — respondeu com uma imensa alegria. Vick me abraçou. Estávamos quase no ponto de nos beijarmos quando as amigas dela de quarto apareceram e nos interromperam. Percebi o quão desconfortável Vick ficou.
— Já vou indo, Vick. Nos vemos amanhã na aula. — respondi, saindo dali para o meu quarto. Livrei-me dos meus sapatos e me deitei. Acabei apagando ao som de uma playlist de músicas no celular.
O sonho daquele momento era com Vick, um sonho erótico e cheio de desejos. Eu prometi não tocá-la enquanto estivermos juntos, mas não sei se serei capaz de cumprir com o combinado, mas vou tentar.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Maria Sena
Noooossa mãe, isso não vai dar certo, é o mesmo que colocar palha próximo ao fogo. Isso com certeza vai ser um extremo fogarel, e eu aqui já ansiosa por isso.
2025-02-25
1
Maria Das Neves
estou amando essa história 😍😍😍 parabéns Naira ❤️
2025-03-08
0
Cizza le lait
Jaqueline garota problema??
2024-03-03
3