Visita Inesperada
Veaceslav visitava a noiva com regularidade, sempre trazia algum presente para a jovem... flores, brincos, luvas. Seu doce sorriso e seus beijos apaixonados eram seu pagamento.
Com a mesma frequência de suas visitas, os noivos trocavam sangue, mesmo o vampiro não conhecendo todas as responsabilidades que esse significativo ato implicava, sem ter a compreensão necessária, Veaceslav tornou Liana seu cálice.
Estava se preparando para dormir, quando mais uma vez as costumeiras batidas na janela fizeram seu coração acelerar.
— Não esperava por você hoje, senhor meu noivo!
— Então devo ir embora? — Perguntou acariciando seu rosto.
— Não diga bobagens! — Respondeu sorrindo!
— Já contou sobre nós ao seu pai?
— Ainda não... guardo o anel debaixo do travesseiro toda vez que preciso estar com ele.
— Pois apresse\-se. Na minha próxima visita, entrarei pela porta da frente e jantarei com vocês.
— E como pretende fazer isso? Vai beber meu sangue enquanto pede autorização ao meu pai para me desposar?
— Seria divertido... mas não. Eu consigo comer, apesar de não sentir o sabor dos alimentos e nem ficar saciado... se eu estiver com fome, posso comer tudo que estiver servido e mesmo assim continuarei com fome. Como vampiro, preciso de sangue para viver. Entretanto... um segredo de cada vez... por hora me contentarei em revelar nosso compromisso e conhecer seu pai.
A jovem precisaria imaginar todos os detalhes do primeiro encontro. Onde o conheceu, como ele a abordou e como surgiu o convite para jantar e conhecer seu pai. De forma alguma poderia dizer a verdade, pelo menos não agora.
— Está ficando tarde... devo ir.
— Ainda é cedo... suas visitas são tão curtas!
— Quanto mais tempo permaneço em seus aposentos, mais aumenta o meu desejo de te beijar... por isso sempre procuro abreviar o meu tempo ao seu lado pequena flor.
Liana ruborizou. Como diria que também desejava beijá-lo sem parecer oferecida? Enquano pensava no que dizer, sentiu a mão do noivo tocando sua nuca. Não havendo nenhuma resistência por parte da jovem, Veaceslav se atreveu a beijá-la, acomodando-a no leito e em seguida deitando-se sobre ela.
O beijo tornou-se mais intenso e ousado, o vampiro a abraçou envolvendo-a pela cintura apertando seus quadris. Sem querer, ela deixou escapar um gemido de prazer através de seus lábios entreabertos, sua respiração tornou-se ritmada, suas mãos deslizavam pelas costas dele onde não se encontrava nenhum vestígio ou cicatriz dos terríveis ferimentos de outrora.
Involuntariamente, a jovem afastou um pouco suas pernas permitindo que o noivo se acomodasse confortavelmente entre elas. Liana ruborizada e tímida, começou a experimentar sensações que ela desconhecia.
As reações da jovem, apesar de sutis, despertaram os desejos adormecidos do vampiro, que temia não conseguir se controlar. Seus caninos surgem, famintos, acompanhados de um volume que destacava-se sob suas calças. Para tentar não ultrapassar os limites impostos por ele mesmo, o sedutor Sr. Dalca pediu sussurrando no ouvido sua amada:
— Liana... eu posso fazê-la minha?
— Do que ele estava falando. — Pensou aflita, pois em seu entendimento ela já pertencia a ele.
Na ausência da resposta ele repetiu sua pergunta:
— Pequena flor... responda... Eu posso fazê-la minha?
— Veaceslav... Perdoe-me, eu não sei o que você quer dizer. — Respondeu a moça constrangida.
O vampiro envergonhado, mais uma vez, se deu conta de que Liana não tinha nenhuma experiência. Ela perdeu a mãe muito jovem, provavelmente o pai nunca teve essa conversa com ela. Arrependido, tratou de se retratar.
— Não se preocupe... Eu é que deveria implorar pelo seu perdão, sua resposta me fez enxergar que ainda é muito cedo para isso.... Prometo que antes de casarmos lhe direi tudo que precisa saber sobre a intimidade de um casal.
A jovem não ficou satisfeita com a resposta, porém não ousou questioná-lo, os breves momentos que passavam juntos não deveriam ser desperdiçados com brigas ou discussões.
— Agora eu realmente preciso ir. Você deve ir dormir, eu sei
que acorda cedo.
— Antes de ir, alimente-se de mim... só assim terei certeza que não está partindo zangado... — Suplicou com a face corada.
— Eu jamais me zangaria com você, meu amor. Não poderei recusar sua oferta... estou faminto.
O vampiro ajoelhou perante ela com respeito e devoção mordendo-a no pulso de forma tão delicada que ela mal sentiu sua pele ser perfurada pelas presas. O noivo se alimentou dela por alguns instantes sorvendo sua seiva com apetite.
Liana fechou os olhos e desfrutou do momento como se fosse um beijo demorado, estava feliz por poder fazer algo por ele.
Depois de saborear seu banquete, ele furou o dedo indicado em suas presas e ofertou um pouco de seu sengue a ela, adornando seus lábios como um batom vermelho carmim.
— Durma bem senhorita, dentro de uma semana virei conhecer seu pai. — Disse ele decidido vestindo sua capa e colocando o capuz.
— Uma semana? Espere Veaceslav... é muito pouco tempo!
Foi inútil. Antes que ele pudesse ouvi-la e antes de obter uma resposta o vampiro saltou pela janela fazendo surgir sua assas de morcego e sumindo na noite escura.
Liana deitou na cama e se cobriu com o lençol pensativa.
— Uma semana... — Repetiu em voz alta.
Como contaria ao pai que repentinamente estava noiva e que iria apresentá-lo ao rapaz em apenas uma semana? Nem se possuísse toda a criatividade do mundo tornaria sua tarefa mais fácil. Ansiosa não conseguiu pregar os olhos a noite toda, ficou rolando na cama de um lado para outro até o amanhecer. Levantou quando ouviu os galos do vizinho cantarem.
Preparou o café da manhã do pai e sem apetite ficou observando-o comer.
— Não vai tomar café filha?
— Estou sem fome...
— Está tudo bem?
— Pai... eu conheci um rapaz enquanto fazia compras no mercado. Casualmente eu continuei a vê-lo todas as vezes que sai... ele deseja conhecê-lo para pedir minha mão.
— Como? Pedir sua mão? — Gritou o pai cuspindo o gole de café que acabara de beber deixando a xicara de porcelana cair.
— Liana, meu aluno planejava pedir sua mão no final deste mês, em sua festa de aniversário de 21 anos. O que direi a ele se por acaso o jovem Iulian suspeitar que você anda flertando no mercado diante de todos?
— Pai, você não ouviu uma palavra do que eu disse? Eu e Veaceslav estamos apaixonados.
— Filha... eu proíbo de continuar a vê-lo. Antes de ir trabalhar, irei até o lar de órfãos do Convento e trarei uma jovem para trabalhar em nossa casa. A parir de hoje ela fará todas as compras do mercado em seu lugar.
— Mas pai... eu não quero ser noiva do Iulian. — Afirmou a jovem chorando copiosamente.
— Lamento filha, mas eu sei o que é melhor para você! Vou sair agora, quero ir no Orfanato antes de ir trabalhar. Não saia de casa e receba a nova criada assim que ela chegar.
O Sr. Ardelean saiu deixando a filha inconsolável. Liana sem saber o que fazer, retornou para seu quarto, deitando na cama colocou novamente seu anel de noivado e ficou um tempo incalculável olhando para ele sem cessar seu pranto.
Como contaria à Veaceslav que seus planos receberam um balde de água fria... orou à Deus suplicando que o noivo viesse vê-la antes daquela semana terminar.
Permaneceu deitada a manhã toda, quando estava pestes a pegar no sono, vigorosas batidas na porta a surpreenderam. Ainda era dia então descartou a possibilidade de ser seu vampiro, desceu as escadas apressada e atendeu a porta. Era uma garota de aproximadamente uns 13 anos, estava acompanhada de uma freira que não perdeu tempo em se apresentar:
— Boa tarde senhorita Ardelean, sou a Irmã Piedade do lar dos órfãos. Esta jovem é sua nova criada, ela se chama Mircea e a partir de hoje vai morar aqui.
Liana não conseguiu responder nada, ficou olhando-a em silencio, fechando a porta quando a religiosa finalmente foi embora. Pensou que talvez aquela menina pudesse ser sua aliada, resolveu ser o mais afetuosa possível para conquistá-la.
— Olá Mircea, eu me chamo Liana. Você está com fome? Fiz ontem uma deliciosa torta de Maçã... você aceita uma fatia?
A menina sorriu tímida balançando a cabeça positivamente, aceitando a fatia de torta.
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Atualizado até capítulo 31
Comments
Sílvia Nastaro
Liana está em um encantamento por Veaceslav, aceitando toda espécie de carícia que ele faça-lhe sem hesitar. Carícias sob sua camisola em sua primeira vez. Um beijo apaixonado interminável em sua segunda vez. Tê-lo deitado sobre ela, abraçando-a bastante ousadamente em cada noite. CLARO que ele ficaria excitado a ponto de querer possuí-la mesmo sem ela saber o que isso significa !!! Mas ele é um vampiro decente, que está apaixonado profundamente por ela e que não fará mal algum para sua flor. Mas que ele é atrevido ao máximo até lembrar que ela é uma virgem inocente ... Sem sombra de dúvida !!! Seu pai teve uma reação normal, condizente com seu caráter de professor e com seu papel de pai. MAS como assim ele fez com que seu aluno quisesse ser noivo de sua filha ???!!! Esse rapaz nunca viu essa menina !!! Um filho de um senhor abonado querer casar com uma filha de um professor humilde ???!!! TEM coisa nesse angu !!! Eu suspeito ... Eu espero que essa menina de orfanato não seja uma cobra nesse pomar !!! Que venha uma amiga para ela ...
2025-04-02
1
Rosária 234 Fonseca
haaaa o pai dela é do tipo que se importa com dinheiro mais o amor quando é sincero zombar dos seus inimigos e esse vai ser o caso
2023-09-15
3
❤ MYLLA CHARMED ❤
E os problemas começaram a surgir
2022-01-23
2