Vida Nova

Vida Nova

Algumas semanas depois de sua chegada na Turquia, o Sr. e a Sr.ª Dalca já se encontravam satisfatoriamente estabelecidos em seu novo destino. Iulian havia perdido completamente seus rastros e não fazia ideia de seu paradeiro.

Como todo o país de tradição Árabe, a Turquia era uma nação de mulheres e homens vaidosos que apreciavam exibir joias de grande valor. Dessa forma não faltavam entregas de mercadorias para o vampiro que pouco a pouco estava conseguindo juntar suas economias novamente.

Liana conseguiu trabalho na estalagem onde se hospedaram em troca de moradia, refeições e de uma pequena quantia que se somava ao salário de seu esposo. Por um breve momento pensaram em fazer daquela terra exótica seu lar. Entretendo não deveriam contar com a sorte, o ideal seria ir para o mais longe possível da Romênia, fariam isso assim que conseguissem juntar uma boa soma de dinheiro suficiente para começarem vida nova na Inglaterra ou nas Américas.

Um ano se passou, aprenderam o idioma local e os trajes turcos proporcionavam certa descrição ao casal, podendo manter seus rostos cobertos sem despertar olhares curiosos.

— Veaceslav, se ficarmos aqui por mais tempo podemos juntar dinheiro para comprar um amuleto solar para você.

— Pequena flor... sou vampiro a mais de 200 anos e um anel solar é um luxo que nunca tive. Já me acostumei com essa vida noturna e nossas economias estão destinadas a um bem maior... nossa liberdade. Logo você completará 18 anos... milhares de oportunidades nos aguardam no novo mundo...

Liana até agora não havia se dado conta de uma coisa... ela estava envelhecendo... enquanto Veaceslav não apresentava se quer um esboço de seus anos.

— Meu amor... da mesma forma que aquela doce menina te transformou em vampiro, é possível que você me transforme em vampira também, meu desejo é de acompanha-lo pela eternidade, e se não formos iguais isso não será possível... vou envelhecer e posso morrer a qualquer momento...

— Liana... eu também posso morrer a qualquer momento e além disso andarilhos não tem poder suficiente para criar um novo vampiro... você se transformaria em uma criatura horrenda chamada Groul com uma sede de sangue sem fim e fome incontrolável de carne humana... os Grouls pouco a pouco tem seus corpos deteriorados onde o estado de putrefação é tão repulsivo que eles não resistem mais do que 10 anos vagando sobre a terra... prefiro morrer do que fazê-la um Groul...

— Meu amor... então quando tivermos a chance devemos procurar um puro sangue que esteja disposto a me transformar em vampira... talvez sua criadora possa nos ajudar.

— Improvável minha querida... ela era apenas uma garotinha quando me salvou e o fez escondido de sua mãe... eu nunca mais a vi e procurá-la significa retornar a Romênia, o que está fora de questão...

— Então devemos estar de olhos bem abertos para identificar a presença de um puro-sangue durante nossa peregrinação...

— Liana puros sangues não andam por aí sem paradeiro... normalmente são ricos, possuem bens, título de nobreza e com raras excessos não transformam humanos em vampiros indiscriminadamente... — Respondeu ele sem esconder o riso.

— Pois não pense que me convenceu senhor meu marido, ainda pretendo ser seu par por toda a eternidade mesmo que o preço a ser pago por essa dadiva seja me tronar uma vampira.

— Sempre soube que era geniosa e que só faz o que quer, senhora minha esposa... mas foi por isso que eu a escolhi...

— Na certa dispunha de muitas opções não é Sr. Dalca? — Perguntou provocativa.

— De fato não posso me queixar...

— Convencido! — Bradou sem esconder seu ciúme.

Liana lhe deu as costas se dirigindo a porta do quarto, a brincadeira do marido a deixou desconfortável. Veaceslav a impediu, a tomou pela cintura de forma passional e reivindicou seus lábios com um beijo.

— Eu estava brincando minha adorada... nunca houve outra em meu coração que não fosse você... — Segredou em seu ouvido maliciosamente enquanto a conduzia em direção a cama.

— Hora de dormir? — Indagou mudando completamente seu humor.

— Tudo o que não quero fazer... é dormir! — Respondeu ao passo que ajudava sua amada a se libertar de suas vestes.

Apesar de fugitivos, o casal vivia em constante lua de mel, o vampiro saboreou cada curva do corpo de sua amada lambendo, sugando e mordendo cada milímetro de sua pele. Sua afeição por ela tornava seu sangue mais e mais doce, cada vez que se amavam parecia que seria a última, cada toque de Liana em seu corpo era um convite ao prazer.

Dedicaria cada segundo de sua existência para fazê-la feliz, desejava ofertar a ela coisas que não poderia comprar, queria brindá-la com luxos que não poderia pagar. Todavia, nada do que ele fizesse seria suficiente para demonstrar o tanto que a amava, devia a sua própria vida a ela, que com desmedida coragem para enfrentar o desconhecido o resgatou dos braços da morte.

O andarilho deslizou as mãos pelo seu corpo mapeando cada contorno, queria memorizar cada zona erógena guiando-se pelas reações da jovem que tornavam-se mais e mais intensas até explodirem em um delírio sem fim.

Sem mais se prolongar em reverenciar toda a sua perfeição, Veaceslav a deitou na cama de forma gentil e feroz ao mesmo tempo. Acomodou-se confortavelmente entre suas pernas invadindo-a com seu amor com o apetite de um adolescente em sua primeira experiência, cada instante dentro dela era um precioso fragmento de felicidade.

Seus movimentos tornaram-se cada vez mais ritmados enquanto sussurrando em seu ouvido, jurava amá-la para todo o sempre escolhendo as palavras mais doces para ressaltar o quanto ele era especial para ele. Liana retribuiu cada gesto de amor de seu vampiro apertando-o contra o peito beijando-o com intensa loucura. Até mais uma vez perder-se em sensações inexplicáveis explodido em um prazer que não poderia ser descrito em palavras.

Dormiram exaustos de paixão esquecendo-se pouco a pouco que deveriam manter os olhos bem abertos. O jovem mestre Iulian ainda não havia desistido de encontrá-los e cada dia que sua busca se mostra em vão, alimentava seu ódio contra os fugitivos. Seu único objetivo era encontra-los e fazê-los pagar pela vergonha de ser abandonado, traído e humilhado.

Mais populares

Comments

corrinha

corrinha

com a permissão da pessoa humana tudo fica mais fácil você é muito é preguiçoso vampiro só em fugir e bens apenas para uma refeição 200 anos é muito tempo pra não se ter nada ainda bem que ela não engravidou

2024-04-17

1

corrinha

corrinha

é o vampiro mais desinteressado e fraco que já li ele já era pra ter providenciado a transformação dela um ano fugindo é muito tempo

2024-04-17

1

corrinha

corrinha

18 anos não é velha autora e porque ele não a transforma?

2024-04-17

1

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!