Enquanto Rafael estava no hospital, George deu instruções para que não deixassem ele receber visitas e foi para o para o escritório, ou não daria conta de tudo que tinha para fazer. Enquanto isso, o tio de Rafael, foi até a justiça e pediu uma liminar que o permitisse visitar o sobrinho, já que era seu único parente. Já era noite quando chegou ao hospital e não foi difícil driblar a recepção e o segurança, com a autorização do juiz na mão.
Ele entrou no quarto sem bater e qual não foi sua surpresa ao encontrar seu sobrinho acordado.
— Olha só quem acordou! Meu sobrinho querido, que bom vê-lo com saúde. — disse o tio, com um sorriso falso.
Rafael não teve dúvidas em acionar a chamada técnica de emergência, que estava em sua mão. Seu tio não percebeu e ele continuou conversando tranquilamente.
— Obrigado pela visita, tio. Mas não era necessário. Devo deixar o hospital amanhã, foi só uma infecção muito forte.
— Ah, entendo. Mas mesmo assim, eu precisava vir, afinal sou seu tio. — Notava-se a decepção em seu rosto.
Uma enfermeira entrou no quarto e viu o tio do jovem ali e rapidamente chamou a segurança. Quando os dois homens da segurança chegaram, o tio se exaltou e mostrou o documento que havia trazido para poder visitar o sobrinho.
— Podem levá-lo, com documento ou sem documento, eu não o quero aqui. — disse claramente, Rafael.
O homem saiu bufando e falando impropérios e logo depois que ele saiu chegou George, com Melanie e Márcio.
— Boa noite, você parece agitado. — comentou George.
— Você acredita que meu tio conseguiu uma liminar para entrar no hospital e vir me visitar. Sorte que eu estava acordado e chamei logo a enfermeira, que tirou ele daqui junto com dois seguranças.
— Que absurdo! Você quer que eu contrate seguranças particulares para ficarem na porta do quarto?
— Não será necessário, sairei amanhã e creio que ele não voltará mais.
— Quer que eu fique com você? — perguntou George.
— Não será necessário, você já ficou a noite passada e precisa descansar nessa.
— Posso ficar, se quiser?
Finalmente Rafael pareceu perceber que havia mais duas pessoas no quarto, olhou para ela intensamente, fitando aqueles lindos olhos azuis e se desfez neles.
— Sim, você pode ficar, trabalha para mim mesmo. — a arrogância continuou presente em sua fala.
— Eu fico sem problemas. — disse ela, seca, sem mais nenhum carinho na voz.
— Boa noite, senhor. É bom vê-lo bem. — disse Márcio.
— Por acaso você me viu mal? — perguntou o ciumento, só porque viu o rapaz ao lado de Melanie.
— Foi ele quem encontrou você e trouxe para o hospital, desacordado, mal educado. — contou George.
— Ah! Desculpe. Obrigado pelo que fez, lhe darei um bônus no próximo salário. Ainda bem que não jogou o lixo fora...— conseguiu fazer uma graça, mas não teve graça.
Passaram mais um tempo ali e conversaram sobre o trabalho, até que George se despediu e junto com Márcio, foram embora. Melanie colocou sua bolsa dentro da parte de baixo da mesinha de cabeceira e foi ao banheiro, depois de se refrescar, voltou e sentou na poltrona de acompanhante. A enfermeira do plantão de dia, veio se despedir e trouxe roupas de cama limpa para ela.
Rafael observava tudo calado e quando a comida chegou, ela recebeu e foi arrumar para ele na mesinha. Colocou tudo ali e saiu de perto.
— Você poderia ser mais cordial, não é mesmo?
— O que você quer, que eu te dê comida na boca?
— Não, mas pelo menos perguntasse se preciso de ajuda?
— Precisa de ajuda, senhor?
— Me ajude a levantar a cama e sentar, para comer ereto.
Ela foi lá e apertou os botões que moviam a cama e viu que estavam bem na altura da mão dele e ele poderia fazer sozinho. Não estava entendendo o porquê de toda aquela exigência, mas ficou quieta, não queria causar confusão com o chefe. Ele comeu e quando terminou, ela tirou a bandeja do colo dele e foi levar até a mesa, próxima à porta. Logo depois, chegou a refeição da acompanhante e ela pode, enfim, sentar e comer, estava com muita fome.
— Você parece que está esfomeada. Não comeu durante o dia?
— Você esqueceu que eu estou grávida?
— Sim, esqueci, desculpe.
Depois que ela fez sua refeição, foi ao banheiro com sua escova de dentes, escovou-os e foi ajudá-lo. Ele pediu ajuda para ir ao banheiro e ela o ajudou a descer e ir até lá, embora ele não tivesse nenhum ferimento no corpo que o impedisse de ir sozinho. Ele já tinha tomado banho na parte da manhã com auxílio de um técnico, não precisava de outro banho, por isso só passou uma água no rosto e escovou os dentes, para poder voltar a se deitar e dormir.
As luzes do corredor ficavam acesas, mas a do quarto podia ser apagada e foi o que Melanie fez e enfim pode deitar-se em sua poltrona e dormir. Rafael custou um pouco, mas também dormiu profundamente, só que pela madrugada acordou e chamou por ela.
— Ei, você, acorda?
Ela acordou, pois estava com sono bem leve e foi até ele. Acendeu a luz de sobre a cama, que era regulável e deixou bem baixinha.
— O que foi? Precisa de algo? — perguntou ela.
— É você! Tranque a porta, por favor. — pediu ele, após reconhecê-la.
— Claro que sou eu. Por que você quer que eu feche a porta?
— Pra ninguém entrar, é claro! Tenho medo do meu tio.
— Então tá. — ela trancou a porta e voltou — Mais alguma coisa?
— O que deu em você? Nunca me questionou assim. Vem logo aqui.
— Arre, o que você quer? — perguntou, mas obedeceu e se aproximou.
Ele não respondeu, apenas pegou no seu pulso e puxou-a para a cama e só então ela percebeu que não era mais o Rafael e sim o seu clone noturno. Puxou-a para cima de si e a beijou profundamente, já tirando-lhe a roupa. Ela tentou se soltar, mas ele a manteve bem segura em seus braços. Virou-os sobre a cama, ficando por cima e prendendo-a com seu corpo.
— Você nunca reclamou antes, porquê agora?
— Porque estamos no hospital e você está muito doente.
— Já estou bem e quero você, pode sentir? — Esfregou o sinal de sua excitação em seu ventre e ela sentiu sua potência.
Ele tomou seus lábios novamente, em um beijo arrebatador e ela não teve como resistir, já que conhecia bem a forma dele fazer amor e lhe agradava muito. Ele tirou-lhes a roupa e logo estavam pele com pele, se amando profundamente. Ele tocava no corpo dela como ninguém jamais tocou e ela sentia um prazer que só ele conseguia lhe proporcionar, não que tivesse muita experiência, mas esse não era o momento de fazer comparações.
Se entregou como nunca, esquecendo completamente do outro Rafael. Quando os dois estavam saciados, ela deitou em seu peito e antes que ele apagasse como fazia sempre, ela lhe contou:
— Estou grávida.
— Grávida? Que coisa boa, eu vou ser pai! — falou e apagou.
— Não deve nem ter dado tempo do cérebro dele gravar, mas fazer o quê? — murmurou ela, levantando-se e indo ao banheiro, precisava limpar todos os resquícios do que houve.
Só depois de tudo limpo e arrumado, inclusive ele, que ela se deitou para dormir as poucas horas que faltavam para amanhecer.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Giorgia
Que ele não morra sem conhecer a verdade.... E a conhecendo, fique feliz, afinal, senti ciúmes de si mesmo, o pobre coitado....kkkkk
2024-08-07
1
Joselia Freitas
Eles são tão engraçados ,🤣🤣❤️🌹💋
2024-06-23
4
Josenira Ferreira
AMANDO A HISTÓRIA.
E OS PROTAGONISTASKKKKKK.
2024-04-22
2