Mel havia deixado a sala do CEO por último e já passava da meia noite, quando chegou lá e depois só faltava limpar o corredor. Tirou o pó e limpou quadros e objetos, passou lustra móveis na mesa e por último ligou o aspirador de pó. O barulho era grande, mas como não tinha ninguém trabalhando, não precisava se incomodar, então foi passando em tudo, rapidamente
Não percebeu que, em determinado momento, uma porta falsa, imitando parte da estante, se abriu e um homem alto saiu de lá trajando só uma calça moletom. Foi até a tomada e desligou o aspirador e só então ela percebeu que não estava mais sozinha. Ele foi até ela, examinou-a, sorriu e pegou-a pelo pulso, levando-a pela passagem e fechando atrás de si.
Ela viu então, que ali havia um quarto bem equipado, que teria que limpar, mas não era bem isso que o homem queria fazer. Ela se assustou, mas ele não a tratou com ignorância ou grosseria, mas com carinho. Primeiro a fitou profundamente nos olhos e passou um bom tempo assim.
Ele a puxou para si com cuidado e segurando seu rosto com as duas mãos, a beijou carinhosamente, percebendo que estava ferida e lambeu o ferimento. A envolveu tão mansamente e com tanto cuidado, que ela não opôs resistência. Havia uma luz fraca, indireta, iluminando o lugar e ela podia vê-lo. Era alto e magro, com musculatura definida e não desleixada.
Seu cabelo é curto, e estava despenteado, fazendo alguns fios loiros ficarem arrepiados. Sua barba estava áspera, sinal de que costumava fazer todos os dias e sua pele é branca e macia.
Ele a envolveu com seus carinhos, retirou seu uniforme aos poucos e a deitou na cama, amando-a como se fosse uma porcelana. Mel não era mais virgem, mas nem em sonho ela imaginou viver uma relação assim tão completa e deliciosa, com um homem bem apessoado e em um lugar tão inusitado e chique. Tratou de aproveitar o que considerou que nunca mais teria na vida, ainda mais depois de um dia em que foi tão destratada.
Ele lhe deu o primeiro orgasmo da vida, assim como o segundo e o terceiro e finalmente também se entregou ao ápice do prazer e saindo de sobre ela, dormiu, ou melhor, apagou. Ela se levantou devagar, para não despertá-lo e estava um pouco dolorida e cansada. Usou o banheiro do quarto e depois de se lavar, vestiu sua roupa e saiu. Não iria limpar nada ali, para não acordá-lo, ele que pedisse para o pessoal do dia limpar, ninguém saberia, mesmo, que ela esteve ali.
Saiu pela falsa porta, olhou tudo por ali e viu que parecia limpo, embora só faltasse passar o aspirador em uma parte. Recolheu seu material e saiu, com receio dele acordar ou de alguém chegar e perceber o que aconteceu. Márcio estava vindo encontrá-la, passando o esfregão no chão para adiantar.
— Terminou? Você demorou…
— Sim, foi aquela mesa da sala de reuniões. — disse ela usando a mesa como desculpa.
— É mesmo, esqueci daquela mesa, desculpe, da próxima, venho te ajudar. — disse ele, contrafeito.
Os dois saíram e guardaram tudo, se trocaram e foram embora. Mel deu graças a Deus da cidade não ser muito turbulenta e dois ônibus não pararem de passar durante a noite, assim foi para o ponto e entrou no ônibus com poucas pessoas, seguindo direto para o seu quartinho. Comeu alguma coisa numa lojinha próxima a sua nova morada, que também ficava aberta a noite inteira.
Entrou no seu quarto procurando não fazer barulho e deitou do jeito que estava para não ter que abrir o armário e acordar as outras inquilinas. Estava tão cansada que do jeito que deitou dormiu e só acordou com o burburinho das outras, levantando para sair para o trabalho. Uma delas ao vê-la se mexendo, teve a ousadia de perguntar:
— Você não trabalha não, é? Ou é da noite…?
— Para com isso, Lêda, deixa a menina.
— Sou da noite. — disse Mel e deu as costas para elas, tentando dormir mais um pouco.
Ela não percebeu que as outras ficaram paradas, admirando ela pelas costas, pois o que a Lêda queria dizer com ser da noite, era outra coisa bem diferente do que ela fazia. Logo a confusão estava feita e a tal Leda, foi chamar a senhoria para reclamar que havia uma garota de programa dentro do quarto. A senhoria veio e balançou com força a Mel, para interrogá-la.
Tudo que Mel queria era descansar do dia anterior e da noite que foram bem trabalhosas, sem contar com os intensos orgasmos que teve. Virou-se para a mulher, com os olhos meio fechados e perguntou sonolenta:
— O que foi?
— Você é garota de programa? — perguntou a senhoria, na bucha.
Mel levantou tão depressa que bateu a cabeça na cama de cima, esfregando a testa com a mão, sentou-se e olhou para a senhoria respondendo:
— Não, eu trabalho a noite, como faxineira em uma empresa de propaganda, será que agora eu posso dormir.
— Tudo bem, desculpa aê…
A senhoria olhou com cara feia para a tal Lêda e expulsou elas no quarto, para deixarem Mel dormir. Afinal, não havia se enganado com a menina, ela era realmente educada, simples e correta. O bom disso acontecer, foi que quando Mel finalmente levantou, o banheiro estava vazio e limpo e havia uma caneca com café e pão com manteiga na mesa da cozinha improvisada, esperando por ela.
— Não acostuma, não, hein! Isso foi só um pedido de desculpa por ter acordado você.
Melanie sorriu e comeu o seu café da manhã, amando ter alguém cuidando dela, pois sempre foi ela que cuidou dos outros.
— Obrigada, pode ficar tranquila. Eu comecei nesse trabalho ontem, foi minha primeira noite e por isso fiquei bem cansada. Meu organismo ainda não está acostumado com a troca de horário.
— E você trabalhava onde, antes?
— Eu morava e trabalhava na casa de uma colega de faculdade, mas tive que sair de lá porque ela arrumou um namorado muito malandro, que começou a me perturbar.
— Shiiiiii, já vi tudo.
Mel riu novamente e pensou que o que ela passou, é caso corriqueiro entre as jovens de baixa renda. Não fez mais comentários, pois tinha que ir para a faculdade, não podia relaxar agora que estava no finalzinho. Precisava terminar o seu TCC e para isso iria até a biblioteca.
Despediu-se da senhoria, de nome Hélia e foi para a faculdade a pé, pois era bem perto. Contemplou o dia, alegre pelo sol que clareava tudo, mas que estava fresco pela época do ano, primavera. O perfume que estava no ar, eram das flores que se abriram recentemente nas trepadeiras de buganville, ornamentando colunas da praça em frente ao prédio central da faculdade.
Também havia uma árvore bem frondosa onde os alunos gostavam de se sentar à sombra, para jogar, conversar, ou lanchar. Encontrou novamente com o professor e agradeceu pois havia dado tudo certo.
Não queria ficar pensando no que aconteceu durante a noite, no trabalho, mas não adiantava, pois seu corpo estava tão bem, devido ao prazer que sentiu, que sua mente voltava todo tempo para lembrar daqueles momentos tão prazerosos.
Sinceramente, esperava que não tornasse a acontecer, pois embora tivesse se comportado como as jovens que transavam no primeiro encontro, não queria passar por aquilo novamente e pediria para Márcio trocar com ela e começar a limpar a sala do CEO.
Chegou no prédio exatamente no seu horário de entrada e sentiu- se bem melhor do que no dia anterior, pois não brigou com ninguém e teve tempo para se alimentar. Cumprimentou o porteiro, se despediu do segurança que a acompanhou e seguiu para o seu andar. Márcio não se incomodou em trocar com ela e assim, sua noite de trabalho foi sem "incidentes".
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Joselia Freitas
Será que ele é sonâmbulo 🤣🤣🤣👏👏💋❤️🌹
2024-06-11
4
Anonymous
O bebê já está na forma.🤣
2024-04-11
1
Dayanne Sanntos
ela foi muito fácil.... deveria ter reagido agora tá grávida pq ñ se preveniu....
2024-02-21
1