Rafael continuou chegando no mesmo horário no trabalho, tentando encontrar Melanie "por acaso", mas ela estava fazendo o contrário dele, chegando mais cedo e nunca mais parou para observar o painel de propaganda colorida. Evitava ao máximo encontrar com ele, não querendo passar humilhação, justamente com o pai do seu filho.
Até que ele não aguentou continuar só pensando o dia todo nela e tentando encontrá-la por acaso. Procurou algo que lhe desse motivo para chamá-la e focou na nova campanha, ligou para a contabilidade e pediu que enviassem a nova funcionária para auxiliá-lo. Melanie foi chamada à sala de seu chefe e seguiu, toda temerosa, com medo de ser repreendida por causa do CEO, mas foi pior. Precisou ir a sala dele para trabalhar junto com o desmemoriado.
Ela se identificou para a secretária e só depois da mulher, que a olhou com desconfiança, confirmar com o patrão que ela era esperada, que autorizou sua entrada. Se a secretária não gostou, ela muito menos, entrou na sala, com sua postura elegante e de cabeça erguida, não devia nada para aquele homem de humor estranho.
— Bom dia.
— Bom dia, senhorita Fontes. Aquela será a sua mesa, trabalhará aqui, fiscalizando a contabilidade de nossa nova conta.
— Hum?
— A senhorita é surda? — perguntou o patrão, finalmente olhando para ela.
— Eu sou apenas uma contadora Júnior e acabei de entrar no quadro de funcionários, o senhor tem certeza que quer que eu faça a contabilidade de uma conta nova, senhor?
— Eu sou o patrão, você acha que como tal, não sei quem você é? — levantou-se e saiu de trás da mesa, aproximando-se dela, como uma serpente se preparando para o bote. — responda, faxineira.
— Senhor, se o senhor sabe quem sou, sabe também que não sou mais a faxineira e também não entrarei mais no seu anexo. Se é pra trabalhar, eis-me aqui. Com licença.
Ela tentou correr para sua mesa, mas ele foi mais rápido, segurou-a pelo braço e a puxou. A força foi extrema, para o pouco peso da jovem e ela foi de encontro ao peito dele, chocando-se com força.
— Ai…
— O que pensa que está fazendo, sua desastrada?
Quando Melanie escutou aquela pergunta, que mais parecia uma acusação, enraiveceu-se a tal ponto, que dobrou o joelho, levantando o pé e arriou com toda força sobre o sapato brilhante, novamente. O grito de dor dele, chegou aos ouvidos da secretária, que em um instante já abria a porta para ver o que estava acontecendo. A sorte de Melanie, foi ela ter agido rápido e se afastado assim que ele gritou e afrouxou o agarre de seu braço.
— Algum problema, senhor? — perguntou a secretária, olhando de um para o outro, tentando adivinhar o que estava acontecendo.
— Não — respondeu ele, fazendo careta de dor —, está tudo bem, Olivia.
Mel seguiu para sua mesa e sentou-se para examinar os papéis que estavam lá. Trabalhou a manhã inteira, digitalizando todos os papéis no computador e analisando todos os dados contábeis que lhe foram passados. Rafael contentou-se em sentar na sua mesa resmungando, e de tempos em tempos olhava para ela. Foram almoçar cada um para o seu lado e ele esperou ela sair primeiro e seguir para o elevador de funcionários, mas ele a impediu, puxando-a mais uma vez, pelo braço.
— O que é isso? Vai deixar meu braço roxo! — reclamou ela.
— Esse aqui é o seu elevador a partir de hoje. — empurrou-a para dentro e só então a soltou e também entrou.
— Esperem! — gritou George.
Rafael segurou a porta para o amigo entrar e no que entrou e avistou Mel, fez logo um gracejo.
— Olá! O elevador está florido hoje. Como vai, minha jovem?
— Ela não é sua, George.
— Porque, é sua?
— Pare ou irá no próximo elevador. — ameaçou Rafael.
— Pelo visto, ela é a flor e você os espinhos. — disse George e Mel tentou conter o riso.
Rafael ficou calado e o elevador desceu, mas Mel não conseguiu descer no andar do refeitório dos funcionários, pois o implicante ficou na frente do painel e não deixou ela apertar o andar correto. Mas não reclamou, ao sair do elevador, correu para o seu que estava fechando e conseguiu entrar e subir com os outros funcionários e desceu no andar certo, encontrou sua amiga Vera e foram almoçar.
Rafael ficou parado, olhando para o elevador por onde Mel tinha entrado, com uma expressão de quem não entendeu o que aconteceu.
— Vamos, homem, e me conta o que você aprontou dessa vez. — disse George, puxando Rafael pela manga do casaco.
— Não, vamos almoçar no refeitório, já que aquela faxineira, não quis almoçar conosco. — disse ele, puxando o braço e voltando para o elevador.
— Você perdeu o juizo, Rafael? Está perseguindo a funcionária, agora?
— Ela me irrita de uma forma que não sei explicar.
— Já fez uma análise desse sentimento, será que é irritação mesmo? Pode ser paixão reprimida ou rejeição. Você convidou ela para almoçar conosco? — Rafael olhou para ele com cara de nada.
— Muitas perguntas, chegamos, cale-se.
Entraram no refeitório e os cochichos começaram, os funcionários se agitaram e logo o gerente veio recepcioná-lo.
— Seja bem vindo, senhor. Veio fazer uma inspeção surpresa?
— Vim almoçar. — desviou do homem e foi pegar a bandeja para se servir, localizando Mel se servindo no buffet de pratos quentes.
Os funcionários que estavam na sua frente, lhe deram passagem e ele aproveitou para se aproximar mais dela, com sua bandeja, prato e talheres, serviu-se sem sequer olhar o que pegava, chegou do lado dela e olhou o que ela pegou.
— Só isso? Você precisa se alimentar melhor. Pegue mais. — Terminou de falar, acrescentando ele mesmo, mais comida em seu prato.
— Mas…!?
— Vamos sentar, venha.
Ela não o seguiu e George tentou amenizar:
— Não liga, é melhor obedecer, logo essa implicância passa.
Ela aquiesceu e o seguiu, sentando-se em frente dele e George ao lado.
— Resolveu comer abóbora, hoje? Você nunca gostou de abóbora. — Comentou George, fitando o prato do amigo.
— Peguei para ela, que precisa se alimentar bem. — colocou a abóbora de seu prato, no dela, sem nenhuma cerimônia. Não percebia que mesmo sem reconhecer o filho, se preocupava e cuidava deles
— Afff!!!— resmungou Mel.
Ela olhou para o seu prato carregado de abóboras e brócolis cozidos no vapor e fez um muxoxo. Era muito vegetal para o seu gosto, mas não reclamou, começou a comer e o bom é que tinha pego um frango ensopado, que temperou toda a comida e ela saboreou e comeu tudo.
Nem olhou ou falou com o CEO e assim não percebeu que ele não tirou os olhos dela, apreciando sua forma de saborear a comida. Acabou comendo bem pouco e se levantou, quando ela se levantou, largando a sobra de comida no prato.
Assim seguiram-se vários dias e Mel precisou se habituar com as loucuras do chefe, se queria seguir conquistando seu sonho.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 52
Comments
Marizete Leite
/Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm/
2025-03-22
0
juliana brandao
Rafael nem trepa nem sai de cima🤣🤣🤣🤣🤣
2024-11-13
1
juliana brandao
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-11-13
1