No último dia de trabalho de Melanie no setor de limpeza, foi uma alegria para ela, porém, não foi Márcio quem fez par com ela e não conseguiu trocar a faxina da sala do CEO. Mas como o próprio, havia dito que não estava dormindo mais lá, ela confiou que faria o serviço sem interrupções. Deixou aquela sala por último e já tinha terminado quase tudo, quando ligou o aspirador de pó para passar no carpete.
Parecia um déjà vi, pois o CEO saiu pela porta do anexo, desligou o fio do aspirador e pegando o braço dela, levou-a para o quarto. Ela até tentou falar alguma coisa, puxou o braço, mas ele era mais forte e a calou com um beijo ardente e com suas mãos a acariciou até que ela não resistiu mais e se entregou por completo, novamente. Foi uma doce noite de paixão, seu corpo acendeu como fogo em pólvora e sentia o toque dele a deixá-la cada vez mais extasiada, naquela vertiginosa escalada de prazer.
Quando ele também sucumbiu ao clímax, jorrando sua semente, mais uma vez dentro dela, ele saiu de sobre ela, deitando de costas na cama e dormiu quase instantaneamente. Ela ficou ali um pouco mais, observando aquele rosto fino de nariz adunco, queixo firme e lábios bem feitos, lindo e achando-o um homem muito fácil de se apaixonar. Até que despertou no sonho e voltou a realidade de que precisava voltar ao trabalho, sentindo-se uma idiota por ceder de novo.
— Você é doido, ainda bem que não virei mais limpar essa sala. Aliás, nem essa e nem nenhuma outra. — resmungou ela, enquanto se limpava e vestia, saindo do quarto.
Pegou seu material de trabalho e seguiu em direção a sala de materiais. Guardou tudo, trocou de roupa e foi embora. Passou na portaria e entregou o seu crachá, cumprimentando o porteiro da noite e dizendo que no dia seguinte ela mudaria o turno de trabalho e provavelmente não se veriam mais. Ele e o segurança parabenizaram ela e desejaram felicidades no novo cargo, despediram-se e ela saiu, fingindo que não aconteceu nada naquela noite, com seu patrão.
Foi direto para casa e não esperou muito para deitar e dormir, pois teria que levantar cedo para enfrentar o novo turno de trabalho na contabilidade. Levantou depois de dormir por 6 horas apenas e teve uma surpresa, as meninas haviam comprado um conjunto de saia e blusa para ela usar em seu primeiro dia. Arrumou-se feliz e tomou um café com Dona Hélia, que lhe desejou boa sorte e assim foi para o seu primeiro dia de trabalho na contabilidade.
Assim que chegou na frente do prédio, parou mais uma vez para contemplar aquele painel onde passava propagandas coloridas e que era tão bonito. A natureza estava colaborando, apesar de ter esfriado, não estava chovendo e as árvores balançavam com a brisa que soprava. Ao seu lado parou novamente aquele mesmo par de sapato brilhoso e a cumprimentou:
— Bom dia, mudou de horário?
Pela primeira vez ela levantou o rosto para olhar aquele que sempre a cumprimentava:
— Bom dia. Sim. — ela o encarou e percebeu que era o tão importante CEO da empresa, que a tomara nos braços algumas horas atrás e agora falava com ela como se nada tivesse acontecido.
— Talvez seja melhor para você e o bebê. Ainda está grávida, sim?
— Sim — ela olhou mais uma vez para o painel no alto do prédio e começou a andar novamente.
— E o pai, vai assumir o bebê? — disse ele, que caminhou atrás dela.
— Não, fingiu que nem é com ele.
— Você devia tomar mais cuidado com quem se relaciona.
Ela parou e olhou bem fundo nos olhos dele, então perguntou:
— É mesmo, é? O que você tem com isso, ou vai assumir o filho?
Ele fechou a cara e não falou mais nada, voltando a andar e seguindo em direção ao elevador. Ela seguiu para o balcão da portaria e se identificou, pegando seu novo crachá e subindo para o andar onde trabalharia. Ele já havia subido no elevador quando ela chegou e a partir deste dia, pegaria o elevador em frente ao dele e não ao lado. Chegou ao seu andar e foi cumprimentada pelo gerente de setor, que a levou até onde seria seu local de trabalho dali em diante.
Gostou de tudo que encontrou, as pessoas não eram muito simpáticas, mas também não eram antipáticas, o que refletia o comportamento normal dos contadores. Ela nunca havia conhecido um contador que se expressasse francamente com alegria e esbanjando simpatia. Eles sempre eram taciturnos e racionais, procurando sempre respostas lógicas e nunca seguindo instintos.
Procurou também ser racional quanto ao que estava vivendo e por isso, contou logo para o seu chefe que estava grávida. Ele, também com sua racionalidade, perguntou se ela já estava grávida quando começou a trabalhar na empresa e ela garantiu que não e que já comunicou ao CEO. Então ficou tudo bem. Seu trabalho era simples e quando ela estivesse ciente de todo o mecanismo da contabilidade da empresa, seria promovida.
Como ela também era uma pessoa bem organizada, logo havia se entrosado no trabalho e nos horários. Foi almoçar no refeitório, junto com os outros e gostou do que viu. Os funcionários podiam se servir à vontade no self-service e não havia ninguém esbanjando comida ou comendo em demasia, eram todos muito bem educados. Mel perguntou para a pessoa ao seu lado:
— Esse refeitório serve a todos os setores?
— Não, há setores diferentes na firma e um refeitório para cada um, de acordo com sua classe de formação acadêmica.
— Obrigado.
Ela então entendeu que havia distinção de classes sociais, mas o seu colega continuou falando:
— Estamos no meio, nem na classe A e nem na C. — Ele deve ter achado aquilo engraçado, pois riu do que falou.
Seu primeiro dia chegou ao fim e ela se foi, como todos os outros, sorriu e deu boa noite, saindo. Naquela noite em especial, o CEO também estava deixando seu trabalho no horário certo, acompanhando seu amigo e advogado, George, a uma reunião com futuros associados e viu quando ela saiu do elevador da frente e franziu as sobrancelhas.
— O que foi, Rafael? — perguntou George, ao ver a expressão fechada do amigo.
— Ela desceu pelo elevador errado. — respondeu, conciso.
— Ela quem, Rafael?
— Aquela faxineira que não sabe controlar a libido! — exclamou ele.
George olhou para as pessoas que saíam, até identificar de quem Rafael estava falando e sorriu, achando que seu amigo estava interessado demais na jovem. Conhecia bem Rafael e o jovem CEO nunca olhava duas vezes para uma funcionária. Havia herdado a agência de propaganda dos pais e a transformou em uma grande empresa e como um empresário bem sucedido, era muito assediado. Também pela aparência, um homem relativamente bonito. alto, magro mas de musculatura definida, loiro, de olhos castanhos penetrantes e simpático. Só que neste instante, estava zangado.
— Qual o seu problema com esta jovem, Rafael? E por que ela não consegue controlar a libido?
— Problema nenhum e ela está grávida.
— Oh, agora está explicado.
— O que está explicado?
— O porquê do seu aborrecimento.
— Do que você está falando? Eu não estou aborrecido.
— Tá bom… — sorriu o amigo — deixa pra lá, vamos embora.
Rafael continuou carrancudo e precisou controlar seu temperamento para poder participar da reunião, sem se exaltar, era um grande contrato que estava em jogo e não queria estragar tudo por conta de uma jovem que não conseguiu fechar as pernas.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 52
Comments
Mirela Nascimento
acho que ele tem dupla personalidade
2025-01-29
0
Susana Sousa
ele deve ser sonâmbulo!!!
2024-11-21
2
Joselia Freitas
Ele deve ter problema de saúde mental,🤣🤣🤣🤣👏👏👏💋❤️🌹
2024-06-11
3