Rafael e George foram para um prédio, não muito distante dali, onde lhes esperavam no escritório, o empresário de uma grande empresa multinacional. Iriam tratar de um contrato de propaganda e marketing feito pela empresa de Rafael e estavam esperando por ele na sala de reuniões, o presidente da empresa e sua filha. A jovem em questão era uma socialite muito bem vista, requisitada pela aparência muito bela e também por sua ousadia nos negócios.
Ela era uma das responsáveis pelo empreendimento e a responsável por contratar a firma de propaganda.
— Seja bem vindo, CEO Rafael. É um prazer recebê-lo. Minha filha Giulia, teceu muitos elogios ao senhor e sua empresa.
— Obrigado, CEO Torres, o prazer é meu em estar aqui.
— Sentem-se por favor.
Por uma hora trataram dos negócios e Rafael se prontificou em uma semana apresentar uma prévia de como poderia ser a propaganda que o CEO Torres queria. Depois de tudo decidido, o senhor Torres convidou todos para comemorarem com um jantar e eles, quase por obrigação de negócios, cederam e foram juntos, em direção ao restaurante que ficava no mesmo prédio. A jovem que participava ativamente da reunião, passou a mão pelo braço de Rafael sorrindo e continuando a conversar como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Rafael ficou incomodado, pois não queria que parecesse a ela ou ao seu pai, que ele estava disponível para qualquer tipo de relacionamento que não fosse estritamente profissional. Por isso, deu um jeito de se afastar dela, assim que entraram no elevador e a jovem notou, mostrando seu desagrado em suas feições. Jantaram sem que houvesse uma conversa mais pesada ou insinuante, mas falaram de trabalho, somente.
Quando estavam terminando, outro casal se aproximou para cumprimentá-los, eram seu tio com a nova esposa e a enteada. Rafael se levantou para cumprimentá-los por educação, pois não gostava de seu tio. Os outros, George, CEO Torres e sua filha, também se ergueram para cumprimentá-los, por educação.
Rafael precisou apresentar a todos e Suelen, a sua prima agregada, se pendurou em seu braço como se fossem íntimos e ele fechou a cara, não gostando da atuação intimista da jovem, puxou o braço, tentando disfarçar e ao se afastar, se aproximou da outra, que também aproveitou e segurou seu braço com as duas mãos, olhando com raiva para a outra jovem. George só fazia rir e o senhor Torres fazia gosto de sua filha com um CEO tão bem sucedido.
No final, todos se despediram e foram embora. George fazia piada com o "garanhão" Rafael, o conquistador. Quando Rafael deitou em sua cama, sentiu falta de um corpo junto ao seu, mas não sabia de quem era e dormiu sonhando com aquela pessoa, que pensava fazer parte de sua imaginação.
O tio de Rafael sempre lhe provocou asco. Não entendia o porquê de não gostar dele, mas era um sentimento muito antigo e que não conseguia controlar. Sempre que via seu sorriso, era como se fosse falso, uma caricatura de um ator de pantomimas, disfarçando seus truques. No fundo, seu tio era um homem ardiloso, que sempre teve inveja de seu pai quando era vivo e agora queria um quinhão da empresa que ele fez prosperar, com o suor de seu trabalho.
Não compreendia porque seu tio não fazia prosperar o que era seu, ao invés de cobiçar o que era do irmão. Os dois irmãos tiveram a mesma quantia herdada pelo pai para iniciarem a vida e seu tio optou pelo ramo do entretenimento, fez aplicações e investimentos ruins e findou perdendo quase tudo. A única coisa que ainda possuía era um hotel de prostitutas, que só o mantinha fora da miséria financeira.
De qualquer forma, não tinham muito contato mesmo e agora que ele casou novamente, estava um pouco melhor, mas não gostou de encontrá-lo em cada lugar onde ia.
Acordou pela manhã, correu um pouco na esteira e saiu para o trabalho, não parou e nem olhou muito para a natureza ou as pessoas à sua volta, algo na noite passada o incomodou e não sabia o que era, mas o deixou meio deprimido. Entrou no prédio sem cumprimentar ninguém e quando já estava dentro do elevador, viu aquela jovem entrando no elevador errado, novamente.
Não se deu conta do que estava fazendo, apenas agiu, saiu rápido se seu elevador e correu para parar as portas do outro. Assim que elas abriram de novo, puxou a jovem para fora e chamou-lhe a atenção:
— Este não é o seu elevador, o elevador correto para os faxineiros, é aquele. — disse apontando para o elevador ao lado do seu.
Melanie morreu de vergonha e o pior é que a porta do elevador não se fechou, pois os funcionários que lá estavam fizeram questão de ver o que o senhor estava aprontando com a nova contadora e prenderam a porta.
— Por favor, senhor, me solte. — pediu Mel.
— A senhorita precisa seguir as normas de serviço. — parou de apertar o braço dela, mas não o largou.
— Por favor CEO, solte a senhorita Fontes. Ela está no elevador certo. — esclareceu o porteiro, que veio correndo para "salvar" a donzela em perigo.
— Não, ela é faxineira. O elevador é aquele — apontou para o elevador.
— Senhor, me perdoe, mas o senhor está enganado, ela é contadora e o elevador certo é este. — insistiu o porteiro.
Mel apenas pegou o crachá pendurado em seu pescoço por uma fita e mostrou para ele. Ele olhou o crachá dela e confirmou que ela era da contabilidade. Largou-a imediatamente e perguntou:
— Porque mentiu para mim e apareceu no meu escritório vestida de faxineira? Também mentiu que estava grávida?
Aquilo foi demais para Melanie que não se conteve e avançando deu-lhe um pisão no pé e depois, enquanto ele reclamava, ela entrou no elevador, as portas se fecharam e ela foi para o seu andar. Os colegas que estavam dentro do elevador, primeiro olharam para ela espantados por ela ter agredido justo o patrão e depois caíram na risada, batendo palmas.
Mas logo se seguiu a fatídica pergunta:
— Você está mesmo grávida?
— Sim, estou. Trabalhei como faxineira por dois meses até a vaga sair e limpava justo a sala dele, por isso a confusão que ele fez.
— Nossa, você chegou cheia de histórias, tem certeza que é contadora? Aliás, muito prazer, sou a Vera, estou na contabilidade há um ano, então, somos novatas.
Ali começou uma boa amizade e Mel não almoçou mais sozinha. Se tornaram amigas de final de semana, também e conversavam sobre tudo, menos sobre o pai do bebê.
Rafael ficou tão constrangido, que quis confirmar que não estava louco e pediu a ficha de Melanie e só então entendeu o que houve. Sentado em sua cadeira confortável, apoiou os cotovelos na mesa e cobriu o rosto com as mãos, se lamentando, sem saber o que deu nele
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Joselia Freitas
Qual será a doença dele,ele não é normal 😅😁💋❤️🌺🌹
2024-06-11
1
Reni Oliveira Sousa
idiota ridículo
2024-06-08
0
Anonymous
Cara estúpido!
2024-04-11
4