cap 11 Dylan?

Domenico (Dom)

— Dylan — Ela tornou a chamar

— Melinda... — Tentei acorda-la — Acorda — Tornei a chamar.

— Você está com cheiro diferente — Sorriu delirando enquanto se aninhava em meus braços

Mas que merda!, Exclamei irando em minha cabeça, eram bom te-la em meus braços assim entregue, mas humilhanteela não estava de fato comigo.

E se eu continuar?, Sorri com meus pensamentos mas fiz, beijando o seu rosto, trazendo seus corpo que ainda pegava fogo para mais perto, minha intimidade logo cresceu.

— Estou aqui minha boneca — sussurrei a fazendo sorrir.

— Mas que porra eu estou fazendo? — Indaguei para mim, preciso disso não porr4, levantei rápido tentando me recompor.

Peguei um pano com uma tigela de água e fiquei umedecendo sua testa e braços, tentando fazer a febre baixar, foram horas fazendo isso até que deitei cansado ao lado dela e dormir.

Melinda Taylor

Acordei de madrugada com o peso do braço de Domenico sobre min, e o afastei, levantei e fui até a janela, na volta vi a tigela de agua e pano úmido no chão, ele estava de bruços para baixo com uma das mãos agarrada ao pano. Eu queria achar fofo que ele tenha dormido cansado cuidado de mim que provavelmente estava tendo febre. Mas que espécie de pessoas são essas? Eu sabia que eles não eram peças boas, mas ve-los tortura alguém daquela forma me chocou eu não poderia ficar aqui, nem mais um segundo.

Coloquei um casaco, disposta a fugir deste lugar. Desci as escadas sorrateiramente, e para minha surpresa não vi Alemão que fazia serão na sala. Peguei as chaves e sai da casa, o carro de Domenico nunca estava trancado, achei fácil entrar e fechar os vidros fumês dando partida no carro.

— É o carro do chefe? — Ouvi as vozes longe e o barulho do rádio, de Alemão que estava dentro do carro.

— Chefe, aonde está indo? — Segui com o carro lentamente, ignorando o rádio.

— Chefe? Está no carro? — Olhei pelas janelas e vi arm4s apontadas para o carro o que me apavorou, pisei no acelerador de forma inconsciente me apavorando os barulhos de tir0s, que certamente atingiram os pneus, perdi o controle do carro batendo contra uma casa, até ouvi outro tiro que de forma rápida me atingiu, pois, sentir meu braço perder a forma.

— Não atira mais porr4 — Ouvir os gritos vindo em minha direção.

— Abre a porta — Outro falou alterado.

A Porta abriu rápido e quatros rostos assustados me encaravam.

— Caralh0 porr4 é a Melinda — Ouvi a voz de desespero

— Passa o rádio, passa o rádio, chama alguém porr4.

— Chefe está na escuta? — Ele falava desesperado

— Ele vai nos mat4r porr4. — Alertou o outro

— A mina ia fugir, quem ia adivinha que era ela caralh0 — Eles discutiam entre si.

Minha mente girava, minha vista escureceu, eu não ouvia mais nada com clareza, o som estava distante, e não sentia mais o meu braço.

— Deixa ela aí porr4, vamos embora — Um dizia alarmado.

— Ela vai morrer, olha quanto s4ngue — Continuaram discutindo entre si.

— Se ela morrer ela não conta quem foi — eu de fato vi a morte, eles estavam planejando isso, e discutindo como se eu não estivesse lá.

— O que aconteceu aqui? — A voz não era estranha, porém também não era muito conhecida.

Ele colocou a cabeça dentro do carro minha visão estava turva, mas eu ainda enxerguei seus olhos azuis me encarando.

— Vou levar ela — Ele disse me pegando nos braços.

— Levar para onde maluco? — Um deles gritou

— O posto de saúde — Disse apressado atropelando as palavras.

— Aqui não tem não, está desativado por falta de medico que queria trabalhar aqui.

— Onde fica? Deve ter algo útil lá eu vou fazer o que posso — Dizia para eles — Fica calma Melinda vai ficar tudo bem — Tentou me acalmar.

— Larga a mina, deixa o chefe resolver — senti o meu braço ser puxando com força

— Quer que ela morra? É isso que estão planejando? Matar ela?

— Quem é tu pra se meter parceiro? Que morrer junto?

— Me ajuda — G3mi.

— Sai da minha frente — Gritou alterado para um dos quatro o que estava mais nervoso.

***

João vitor (Alemão)

Corri quando ouvi os tir0s, eu fazia uma ronda que eu costumo fazer nas madrugadas, não é normal tiros na comunidade, a não ser que tenha confronto, que não era o caso no momento.

— Que merda é essa porr4? — Gritei vendo o carro do Domenico dentro de uma casa e com marcas de tir0, mas o pior meus olhos estavam preste a ver, Melinda desmaiada nos braços do caio e com sangue pingando do braço.

— Ela levou um tir0 — Caio estava com ela nos braços, suando e transtornado.

— O que está fazendo vamos levar ela no médico — Se quer lembrei no momento que nçao poderia fazer isso.

— Vão chamar a polícia Alemão – Protestou um dos saldados.

— Claro, nem havia pensando nisso, como sou idiota, puxei a arm4 da minha cintura, e por causa disso me propões o que? Termino de m4tar ela? — Gritei irado com a arm4 na cabeça dele.

— Calma aí Alemão fica suave, ninguém queria matar a mina não porr4.

— Suave é um caralh0 porr4, vou acerta as contas contigo depois.

— Se apressa caio.

— Eu sei como tirar a b4la, eu posso fazer isso Alemão, me leve até o posto desativado — Me assegurou. — Ela está perdendo muito s4ngue, não chega até o hospital.

— E você é o que porr4? Medico por acaso? — Indaguei irritado, não colocaria a vida da Melinda nas mãos dele.

— Trabalhei muitos anos como medico nas bocas da América, não temos tempo — Alertou.

— Entra no meu carro, vou dá um jeito.

Ao contrário do que ele pediu, o levei para casa, depois passei no posto e peguei tudo que ele pediu, fiz um verdadeiro quarto de hospital no quarto da Melinda, eu queria sair e chamar Domenico, mas não queria deixa-lo a sós com ela, eu não confio nem um pouco nele.

— E ai? — Perguntei ansioso

— Tirei a bal4, mas ela vai precisar ir ao hospital — A impressão que eu tive era que ele queria deixa-la fora de perigo para então tira-la do morro.

— Tu dissesse que sábia o que estava fazendo porr4.

— Não tenho como fazer transfusão de sangue, temos que leva-la ao Hospital.

— Melinda? Melinda? — Os gritos desesperados de Dom anunciavam tempos ruim a quem fez isso com ela. — O que aconteceu aqui Porr4? — Indagou aos gritos meio atordoado por te acabado de acordar.

— Ela tentou fugir Domenico, no seu carro — Informei

— Quem atirou porr4, quem atirou contra o meu carro? Quem foram os despreparados?

— Uma coisa de cada vez Dom, temos que levar ela no hospital?

— Hospital? Não!

— Ela perdeu muito sangue — Disse Caio fazendo dom enfim nota-lo

— O que esse comedia faz aqui?

— Estou salvando a vida dela — Respondeu ele irritado.

— Então faz direito porr4, diz o que precisa que eu pego, eu r0ubo, mando buscar, só não vem com história de Hospital.

— Preciso leva-la ao Hospital — tornou a afirma.

— Já disse que não! Cuide dela aqui e a mantenha viva porr4 — Ordenou —  Da teus pulos, num disse que sabia, agora faz e faz direito tá ligado, se ela m0rrer eu te mat0.

— Domenico, e se ele tiver razão – Disse apreensivo, eu preferia ela viva do que aqui presa comigo ou com ele.

— Olha bem para a cara dele Alemão, ele quer uma desculpa para tirar ela do morro, arruma um médico para vim aqui, sequestra um se for preciso, quem estava na ronda? Quer saber quem atirou?

— De que vai adiantar isso agora Dom, porr4 se ela morrer?

— Alemão, se ela morrer eu dízimo cada um que mora na porra dessa comunidade, até que a pessoas que atirou assuma o que fez mat0 de bebê a velho, agora Desce e  procura um médico, soube que tem um cara na rocinha que trabalha no samu, traz ele aqui.

— Domenico — Paralisei com a voz fraca de Melinda e me f0deu ouvir ela chama dom e não a mim, eu nunca esperaria por isso.

Domenico (Dom)

Virei de imediato quando a ouvi sussurrar o nome que eu odeio, mas que pela primeira vez me deixou igual a um f0dido apaixonado ouvindo e querendo que ela repetisse de novo e de novo.

— Estou aqui minha boneca – Me agarrei a sua mão. — Está esperando o que Alemão? vai de pressa — ordenei.  — Porque está me olhando assim — Indaguei ao caio que me olhava estranho.

— Vocês são doentes — Disse Caio afim de morrer.

— Qual foi? Quer m0rrer Maluco?

— Ela precisa ir ao hospital, eu pensei que poderia fazer tudo aqui, mas não, ela precisa ir ao hospital

— Ela vai ser atendida por um médico — Disse desdenhoso.

— Acho que você ainda não entendeu Dom, estou afirmando que ela vai morrer se ficar aqui.

— Morrer o que? Ela está falando, não ouviu? — O encarei curioso levantando estreitando a minha distância em relação a ele — O que fazia próximo ao local? — Indaguei o vendo engolir a seco.

— Não sabia que sou prisioneiro, não posso andar pela comunidade?

— Pode, mas engraçado que ela sempre está em vários locais, vendo muitas coisas, aliás, com quem Alemão estava naquela noite?

— Não conheço a mulher que estava com ele.

Virei ouvindo a porta abrir, Alemão cruzou a porta às pressas.

— Não é um hospital, mas o carro do Samu está equipado aqui na porta — Suspirei aliviado.

Melinda não poderia ir ao hospital, ela foi dada como morta, a notícia passou na televisão, era arriscado.

— Onde meu carro está, me leva lá — Ordenei

— Agora Dom?

— Agora porr4 — Confirmei irritado.

Desci o morro e vi o carro dentro de uma casa, a proprietária gritava irritada baixando o tom quando me viu.

— Qual foi o problema aí senhora? Fiquei tranquila que eu vou pagar as despesas da casa beleza — Ela nem me encarou e fez bem, tem que mostrar respeito, mulher pra falar que só a porr4 maluco. — Quem atirou no carro? — Indaguei.

— Foi para acerta no pneu Dom, o carro acelerou dando a louca.

— Beleza quem foi então? Quem errou a mira?

— Foram os quatro Dom.

— Os quatro? — Cocei a barba me aproximando

— Quantos tir0 tem no braço da minha boneca, Alemão? — Indaguei com deboche

— Um — Ele respondeu

— Quem foi? — Eles ficaram em silencio se entre olhando? — Estica a mãos os quatro — ordenei.

— Qual foi dom, somos parceiros — Parceiros? Eu rir com deboche

— Estica a mãos porr4 — Gritei e eles fizeram — coloca uma em cima da outra — Eles fizeram com as mãos tremendo. — Temos quatro pneus e apenas três foram atingidos, a mãos de alguém acertou a Melinda, se ninguém que assumir, vãos levar um tiro juntos, gosto de ver a união dos quatro.

— Fui eu! Mas nãos foi por querer, a gente tem ordem para atirar nesses casos, ordens suas Dom, os vidros estavam fechados, ela acelerou, passamos o rádio várias vezes, mas, nenhum dos dois respondeu.

— Recolham as mãos — Os vi suspirar aliviados — Atirei sem aviso contra a cabeça dele que caiu no chão já morto os outros me olharam assustados, estiquei a mãos e Alemão que me entregou o gravador que fica no carro e dei o play.

“Deixa ela aí, ela vai m0rrer, se não m0rrer vai nos delatar”

— Isso é suficiente. — Desliguei o gravador — encarando seus olhos espantado – Agora vocês três orem, se é que acreditam em Deus, se algo acontecer a Melinda vamos rever sobre as mãos impecáveis de vocês, sumam com o corpo. — Ordenei dando as costas.

Melinda Taylor

Abri meus olhos devagar, analisando o local em que eu estava, tentei levantar, mas minha cabeça pesou.

— Está tudo bem Melinda – Mas uma vez ouvi a voz, nem desconhecia e nem totalmente conhecida.

— Quem é você? — Minha voz saiu com dificuldade.

— Eu? Você não sabe quem eu sou? Só se passaram quatro anos e você não lembra mais de mim.

Estreitei os olhos o encarando.

— Não sei — Forcei a mente que latejou.

— Humberto Ford, esse nome te lembra alguém? — Sorriu deixando a minha mente confusa.

— Ham? Humberto? — Indaguei confusa, embora eu conhecesse o nome eu não tinha total recordação, pelo menos não agora, não nesse estado.

— Eu vim te tirar daqui tinha certeza que você estava aqui mas fique calada, quero sair daqui vivo com você.

— Como soube que eu estaria aqui?

— Eu ouvi algo sobre isso do Dylan.

— Dylan? — Meu coração berrou.

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Comments

Fernanda Marins

Fernanda Marins

kkk

2024-03-08

0

Ariana Guimarães

Ariana Guimarães

que maravilha

2023-04-10

0

Nadila Beatriz

Nadila Beatriz

o povo fica torcendo pra ela ficar com quem a aprisiona, não consigo compreender a cabeça do ser humano, ela não está aí por vontade própria ela é o Dylan são enamorados,ele não tem culpa de ter uma mãe monstro 👹.
estes marginais deveriam serem presos,e não serem ovacionados como se fossem anjos,me polpe🤬

2023-03-22

0

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