Melinda Taylor
Por que aquele homem me olhou daquela forma? Quem é ele? Andei sendo arrastada por Alemão que parecia irritado.
— Pare de me puxar assim — Gritei puxando meu braço.
— Conhece ele? — Virou-se irritado com o rosto próximo ao meu.
— Não, Shit! (merda!) — Dei alguns passos para trás.
— Eu vi a forma que ele te olhou Melinda. — Vociferou.
— E dai? Não é diferente da forma que você me olha ou de qualquer outro aqui nessa droga de lugar, porque eu sou um pedaço de carne que vocês querem devorar — Grite andando rápido com ele em meu encalço.
— É isso que você pensa de mim? — Me puxou de volta colando os nossos corpos.
— Sim, é isso que eu penso — Reafirmei.
Ele puxou-me para mais perto enrolando as suas mãos em meus cabelos, segurando forte meu rosto contra o dele, sua respiração estava pesada.
— Você não faz ideia do quanto eu odeio ver o Dom com você, não sabe o quanto eu odeio não poder te tirar daqui. O quanto eu odeio não ceder as suas seduções, eu queria arrancar as suas roupas e te fud3r te fazer g3mer o meu nome com suas unhas cravadas na minha carne, satisfeita? — Sua respiração ainda estava rápida, eu sentia seu coração se chocando com o meu.
Fiquei imóvel em silêncio, por essa eu não esperava, e nem sabia como reagir, o que pensar, e muito menos o que eu sinto, tombei para trás caindo no chão, arranhei minha mão no processo, eu olhava para ele com meus olhos esbugalhados, que merda Melinda, que merda! Exclamei em minha mente.
— O quê? Por que está me olhando assim? — Perguntei o vendo me encarar.
— Você viu o que me fez fazer Melinda? — Abaixou me tirando do chão assoprando a minha mão. — Esquece o que eu disse ok? forget it (esqueça) — Pronuncio com perfeição as palavras em ingles.
Voltamos para casa, cruzei a porta apressada subindo as escadas como se os degraus nem existissem e eu andasse em linha reta.
— Calm (calma) Melinda! Calm Melinda! — Repeti para mim várias vezes ainda com a respiração acelerada. — Eu amo o Dylan, eu sempre amei — Reafirmei para mim algumas vezes me convencendo que não sentia nada por Vitor.
Encostei minha cabeça no travesseiro e não faço ideia de que horas dormir, acordando com a luz entrando pela janela enquanto espremia meus olhos sentindo o incomodo da luz em meus olhos.
— Assim fica melhor? — A voz rouca e apressa me despertou.
Ele colocou as mãos em frente aos meus olhos fazendo sombra.
— Domenico? — Sentei rápido na cama.
— Dom, eu não gosto desse nome. — Disse sentando ao meu lado — Já viu a hora boneca?
— Desculpe, o café da manhã? Vou fazer — pulei da cama, mesmo que eu não tenha feito trabalhos domésticos esses dias, eu nunca sei se ele mudou de ideia.
— Ei! Relaxa, minha boneca, não vim para isso não, mas você nunca acorda tão tarde, só vim checar se você estava bem — disse me tocando carinhosamente. — Que porr4 é isso? Onde você se machucou? — Olhou curioso para as minhas mãos.
— Cai, não posso cair? — Falei irritada puxando minhas mãos.
— Pode cair, mas onde você caiu? — Um vinco se formou entre as suas sobrancelhas me analisando.
— Desculpe, esqueci que tenho que te dizer tudo já que é meu dono.
— Ei, ei, qual foi Melinda? Que estresse é esse? — Berrou puxando o meu braço.
— O quê? Falei alguma mentira? — Gritei de volta
— Foi só uma pergunta Porr4 — Pronunciou também irritado.
Eu ainda estava sob o estresse de ontem, sob as minhas dúvidas de hoje, o que me fez desabar em lagrimas.
— Que porr4 Melinda — Senti seus braços fortes me envolver de forma carinhosa, ele não era um homem que esbanjava romantismo, pelo contrário eu já o vi torturando pessoas, o ódio estava cravado nos seus olhos, mas ele estava ali, me abraçando, um abraço apertado o suficiente para me fazer sentir protegida, e mais uma vez a confusão me invadiu, como protegida?
— Eu quero ir embora — Disse em meio a soluços.
— E eu desejo que você queira ficar — sussurrou
— Você está sendo egoísta.
— Eu sempre fui minha boneca, eu sempre tive a necessidade de ter o que eu quero — foi sincero.
— Eu sou uma pessoa Domenico, não um objeto.
— Quando foi que eu te tratei como objeto Melinda?
Eu me sentia assim todos os dias, a cada raiar do sol e a cada estrela que nasce no anoitecer, pensei sem pronunciar as palavras em voz alta.
— Toma um banho e desce, vou cuidar do machucado – Foi carinhoso alisando meu rosto enxugando as minhas lagrimas.
***
Domenico (dom)
— Que cara é essa? — Alemão perguntou me vendo descer.
— Melinda está estressada, machucou a mão.
— As pessoas se machucam o tempo todo, não é como se tivesse sido atingida por uma bala.
— Estou ligado, mas a parada é outra, que porr4! — Exclamei irritado.
— Qual foi? — Me olhou curioso.
— Ela chorou porr4, e eu senti meu coração doer, tá ligado? — Pressionei meu peito ainda com o desconforto.
— Você gosta dela, é normal — Disse com naturalidade.
— Normal? Tu já gostou de alguém Alemão? — O estudei aguardando a resposta.
— Claro! — Pareceu obvio para ele a resposta.
— Eu não, nem sei como funciona isso tá ligado, só sei que eu quero estar com ela o tempo todo.
— Sei como é, mas não gosta o suficiente para deixar ela livre.
— Livre? E longe de mim, presa e ao meu lado. O que faria no meu lugar? — dei de ombros.
— Não faço ideia, eu não quero estar no seu lugar — sentou ao meu lado levando uma fatia de pão a boca.
Melinda não demorou para descer, parecia mais calma, se jogou no sofá ao meu lado estendendo as mãos, ela saiu de casa, ela não iria conseguir se machuca daquela forma em casa o corte era um pouco fundo.
— Te viram na rua ontem a noite boneca — Ela levantou os olhos rápido me encarando espantada, e eu joguei e acertei, ela saiu.
— Deve ter sido outra pessoa — puxou mão para arrumar uma mecha de cabelo que caiu no seu rosto.
— Deve ter sido, alguém ruivo parecido com você, exitem muitas aqui na comunidade — Fui irônico, porem ela não me respondeu. — Me dá a mão, me deixa cuidar disso — Peguei uma pomadada na mesa ao lado do sofá e beijei as suas mãos após colocar remédio. — Então alemão já viu o novato? — ME virei para ele que nos encarava.
— Já o vi ontem à noite.
— O que achou?
— Nada, não achei nada ainda — Seus olhos passearam pela Melinda que estava de cabeça baixa, olhando as mãos.
— Se arruma, vamos descer, quero que você olhe bem para ele — meu tom foi de ordem, e ele me olhou atravessado, somos como irmão, governamos tudo isso juntos, mas ainda assim sou eu que mando.
— Não demoro para descer.
Olhei para Melinda que resolveu levantar os olhos.
— Qual foi boneca? — Perguntei curioso
— nothing (nada) — Volta ou outra ela sai com essas palavras em inglês, alemão ainda entende melhor que eu.
— Não entendi.
— Nada, eu não tenho nada, estou igual a todos os dias.
— Beleza então, eu vou descer com Alemão, se precisar de algo avisa — Eu sempre deixava o rádio para ela se comunicar.
Me aproximei do seu rosto levantando seu queixo desenhei seus lábios, meu corpo queimava vendo essa boca deliciosa, e não resistir a beijando, era só isso que fazíamos mesmo, nos beijamos e ficamos de amasso.
Alemão desce limpando a garganta.
— Vamos nessa — Disse me pondo de pé.
Chegando lá no Jordan encontramos o tal caio com ele, seu ar era de deboche hoje e eu logo iria descobrir o porquê.
— Qual foi que cara é essa? — Cheguei mando logo a real, esse louco pensa que está onde?
— Relaxa Dom estamos suaves — Jordan tentou amenizar.
Mas os olhares dele estavam indo por Vitor qual foi a deles dois.
— Qual foi Alemão? — Indaguei me afastando dos dois.
— Encontrei com ele ontem no alto do morro, disse que estava perdido, mas parecia estar espionando sei lá.
— Por que tu só me disse isso agora? — Levantei a voz irritado.
— Você disse para ficar de olho, eu estou — Justificou tranquilo.
— Desculpa alemão, eu não quis atrapalhar você e a mina lá — Caio se aproximou com um sorriso debochado de quem acabou de entregar alguém.
— Mina? Que mina? — Indaguei, encarando Alemão
— Ta suave. — Alemão o respondeu de volta.
— Quem era a mina? — Indaguei o encarando.
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Atualizado até capítulo 40
Comments
Fernanda Marins
🤭🤭🤭🤭
2024-03-08
0
Maria Cristina Santos
apoia...vai dar merda!
2024-02-19
0
Fernanda Figueiroa
eita atrás de vixi
2023-12-31
0