Ravier não poderia estar mais enfadado, ele já conhece todos os artifícios de seus pais e simplesmente em seus quase trinta, ele não consegue mais ter paciência com toda essa enrolação.
Então assim que ele viu que apenas iriam para a casa de campo da família, ele sentiu e relaxou.
O seu pai ainda se mantinha com a expressão fechada, como se a qualquer momento fosse partir para cima dele e a sua mãe, parecia estar a ponto de desmaiar. Por que sua família tinha que ser tão dramática?
Com certeza a falta de problemas reais os faziam assim. Isso o levou a pensar em Gael. Sim, o seu secretário sim, tinha problemas reais, a sua mãe estava num tratamento de saúde difícil e ele parecia mais feliz do que ele. Se ele juntasse mais meia dúzia de funcionários, ele tem certeza de que vai achar muitos problemas mais importantes do que o fato do filho não querer casar com alguém desmiolada como Felicite, seus pais deveriam lhe agradecer.
Talvez seja verdade o que digam, que dinheiro não trás felicidade, mas que se dane, ele ama o poder e não vai abrir mão disso, ele sabe exatamente o que fazer para que seus pais o deixem em paz quanto a esse assunto.
Quando eles chegaram na casa, Ravier foi o primeiro a descer foi direto para o seu quarto ali, precisa pelo menos de um banho para tirar o cansaço do dia e aguentar o drama por vir.
Alberto não conseguiu ficar calado diante da atitude displicente do seu filho.
— Por que ele age assim? Por acaso usa drogas?
— Não fale essas coisas Alberto, é claro que o nosso filho não faria isso.
— Eu já não sei, não consigo reconhecê-lo.
— Já parou para pensar que talvez estejamos o pressionando demais?
— Não fale bobagens Marjorie, não é hora de passar a mão na cabeça dele. Ravier é um homem, não um menino.
— Sim, ele é um homem, deveríamos confiar nele para tomar suas decisões.
— Você sabe por que não posso confiar nele.
— Isso é passado Alberto, ele já teve experiências e tempo o suficiente para provar que tudo isso foi apenas um mal-entendido.
Quando Ravier desceu, os seus pais já estavam à mesa para o jantar.
— Sente-se ao meu lado querido.
Ele foi até o lado da mãe, mesmo sabendo que ela estava apenas o tentando proteger de alguma forma. O que ele não precisa, pois há muito tempo que ele não tinha medo do seu pai.
Depois do jantar, ele supôs que seria a hora deles conversarem, então eles sentaram-se na enorme sala.
— Então rapaz, vai insistir em não se casar com Felicite?
— Foi ela quem terminou o noivado, eu não fiz nada para ela pedir isso.
— Você sumiu.
— Então a minha mãe sabe onde você está vinte quatro horas no dia?
Ravier tinha comprado faziam apenas alguns meses, fotos de seu pai com sua nova secretária. Ele apenas quis evitar a vergonha de sua mãe, por isso ele as comprou antes que a revista publicasse. Embora sua mãe já tenha feito o mesmo com Alberto.
Ele encarou o seu pai, Alberto sabia exatamente do que Ravier falava, ele consertou a garganta e disse:
— Isso não é o que importa aqui.
— Então o que importa?
— Você vai se casar ou não com Felicite.
— Já sabe a minha resposta.
Se Alberto queria jogar duro, ele tinha alguém à sua altura. Enquanto ele estava a ponto de ter um enfarto, Ravier simplesmente estava tão calmo quanto ele podia ser.
— Muito bem, então eu devo dizer que você deve arrumar outra noiva o mais breve possível e se casar com ela imediatamente.
— Nem uma coisa, nem outra, eu não estou interessado em ninguém.
— Você tem quase trinta, na sua idade eu já estava casado com a sua mãe.
— Eu não tenho um script para a minha vida. Aliás, até tenho, mas o da minha vida, eu mesmo escrevo.
— Eu vou ter que agir de maneira mais forte com você.
— Não se preocupe com isso...
Ravier colocou o copo da sua bebida na mesa de centro e disse:
— Eu renuncio.
Os seus pais ficaram tão surpreendidos que não tiveram nenhuma reação enquanto ele saía porta afora. Só depois de algum tempo que Alberto perguntou à sua esposa.
— Ele disse realmente aquilo?
— Sim, ele disse.
Abandonando o braço do marido Marjorie disse:
— Eu falei-te para não pressionar ele dessa maneira.
Enquanto os dois começaram uma discussão, Ravier só pegou um dos carros na garagem e embora estivesse cansado, ele dirigiu até um hotel próximo, que não era a categoria de lugar que ele costuma se hospedar, mas serviria por essa noite.
Amanheceu muito rápido e Ravier só mandou um correio eletrónico para Gael dizendo para remarcar os seus compromissos profissionais e tentou relaxar.
Ele foi para sua própria casa de campo, afinal não fica tão longe da casa de campo da sua família, embora eles não saibam que ele tem a propriedade, ele não poderia baixar o seu padrão e aquele é a melhor zona da área rural.
Ravier não estava preocupado em fazer parte ou não da empresa dos seus pais, com este último empreendimento, ele tem certeza de que poderá manter o seu padrão de vida de maneira confortável.
Embora nos últimos tempos ele tenha se dado conta de que ter dinheiro e poder demais podem não ser benéficos, basta observar os seus pais.
Por falar no seu empreendimento, como sempre ele assistirá à inauguração da sua sala, pois ele ainda não quer que ninguém saiba do seu êxito.
Ele lembrou-se de Gael e deu-lhe um toque, no entanto, o mesmo não atendeu. Nem mesmo sequer sabe o que vai dizer, então ele desistiu.
Gael observou a ligação de Ravier, mas ele decidiu não atender, ele já havia passado o dia todo remarcando os seus compromissos e já não está no seu horário de trabalho.
Ele precisa de verdade nessa noite, encontrar um homem bem lindo e simpático para pegar nessa noite.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Da Silva Lopes Clinger
ufa ele vai pegar o dono da boate isso aí vai dar uma reviravolta hein kkkk
2024-09-28
0
Jane Negrinha Joner
bem q ele faz
2024-03-09
6
Elenilda Soares
cada tem direitos dw viver a sua vida
2023-12-19
2