RAVIER VALENTE
Ravier não podia acreditar em como os abutres da imprensa conseguem ser mais rápidos do que o resgate. Em pouco tempo, eles fotografavam e fazendo perguntas, enquanto Ravier tentava entender o que havia acontecido com o homem.
Ele fez o que aprendeu no único semestre de trauma, ele manteve o homem imóvel, estabilizou o seu pescoço e checava se tinha alguma categoria de sangramento, quanto até que enfim o resgate chegou. Eles então tomaram a dianteira e ele afastou-se, até o momento em que o colocaram na ambulância e ele informou que acompanharia o paciente.
Quando chegaram no hospital, além da imprensa, ele teve que dar uma declaração para os policiais. Que assim que viram o seu sobrenome trataram-lhe com muita cortesia, ofereceram até mesmo segurança, para os repórteres não se aproximarem.
Ravier nem se incomodou de ligar para sua família, ele sabe que a notícia vai chegar mais rápido que um foguete para eles. Antes mesmo que esses repórteres malditos consigam espalhar algo.
O cara atropelado é a maior preocupação de Ravier. Ele estava desacordado e é difícil saber o que vai acontecer com ele. Ele jamais se perdoaria se o homem morrer.
Os paramédicos iriam levar o homem para o hospital público, no entanto, Ravier insistiu para levarem o homem para o Hospital Santa Cura, que pertence ao seu amigo, Luciano Couto. Ali ele vai ser melhor atendido do que num hospital público.
Quando foi fazer a ficha foi outro problema, pois ele não sabe o nome do homem, só depois que procuraram nos seus pertences descobriram que ele se chama Gael Silva.
Encontraram em seu celular o número da mãe e os funcionários do hospital já ligaram para a mulher.
Como Ravier previu, o seu assessor entrava pela porta, ele foi salvo pelo médico que lhe chamou na sua sala. Os seus pais não viriam mesmo, para chamar ainda mais a atenção da imprensa.
Assim que Ravier sentou-se ele perguntou:
— Então, como está o homem?
— Ele está bem e está consciente, então eu penso que o pior já passou.
Ravier respirou aliviado, pelo menos ele não terá esse peso na sua consciência. Agora é que ele se assemelha à sua família, ele só precisa arranjar uma maneira de compensar o tal Gael e fazê-lo ficar com a boca fechada e longe da imprensa.
— Então eu posso vê-lo?
— Claro que sim Sr. Valente.
O médico chamou uma enfermeira para acompanhá-lo. A mulher, uma loira plastificada o olhou com interesse, mas Ravier apenas fechou a sua expressão, estava claro que essa mulher é pouco profissional.
Quando chegou no quarto, havia uma mulher na porta, hesitante em entrar. Ravier suspeitou que essa talvez fosse a mãe do homem que ele atropelara. Ela parece doente e está visivelmente abalada, na certa com medo do que pode ter acontecido ao filho.
— Olá, eu chamo-me Ravier Valente, infelizmente fui eu que atropelei o seu filho, eu peço desculpas desde já pelo que aconteceu e quero que fique tranquila, pois eu vou arcar com todos os custos da recuperação dele.
A mulher olhou para Ravier e disse:
— Só me diz que o meu filho está vivo.
Ravier sentiu um pouco desconcertado com a reação emocionada aquela mulher. Ele abriu a porta ainda sem responder e ambos entraram no quarto.
Antes que eles entrassem, Gael estava dentro do quarto pensando no quanto ele tinha sido azarado. Ele sempre fora na verdade, mas dessa vez ele estava de parabéns.
Bem quando ele estava cruzando a rua e faltava apenas uma quadra para chegar na Magestic, ele foi atingido em cheio por um carro de luxo, depois disso ele apagou. Esses malditos ricos, acham que podem fazer tudo nessa vida.
Gael sabe que ele deveria apenas estar a agradecer agora por estar vivo, mas ele não consegue se conformar com o fato de ter perdido a sua entrevista de emprego, ele precisava tanto disso e agora, ele vai ter que parar por pelo menos uma semana, tempo que ele não tem.
Aquilo tudo era um completo desastre e ele fechou e apertou os olhos para não chorar. Pois essa foi a primeira vez desde que ele voltou que esteve perto de fato de conseguir um emprego.
Depois de um tempo assim de olhos fechados, ele escutou um barulho na porta e ao abrir os olhos, ele viu algo que ele nunca imaginou que veria, sua mãe Iris, entrando no quarto ao lado de Ravier Valente, o CEO todo poderoso da Magestic.
Dona Íris logo se precipitou sobre o filho:
— Querido, você está bem?
Gael gemeu diante do rompante da mãe, doeu tanto que ele nem conseguiu dizer nada num primeiro momento.
— Ai meu Deus! Querido, eu te machuquei?
Ele trincara uma costela e quando Dona Íris o abraçou, ele sentiu a dor como uma pontada.
— Não se preocupa mamãe, eu já estou bem. Eu é que quero saber como você está.
— Eu estou bem, querido, se você está bem é o suficiente para mim.
Gael já tinha quase se esqueço do da presença de Ravier quando este se apresentou:
— Olá, me chamo Ravier Valente.
Ele é um homem imponente e exala arrogância, mesmo numa simples apresentação. O que fez Gael gaguejar um pouco:
— Eu... Eu sei quem você é.
— Muito bem, então vamos direto ao ponto, infelizmente eu o atropelei e eu estou aqui para te compensar, além de pagar por sua estadia nesse hospital.
A postura de Ravier era completamente arrogante e a sua beleza tornou-se nada diante da sua falta de humildade.
Gael achou que os boatos sobre a personalidade ruim de Ravier eram apenas isso, boatos, mas agora ele pôde ver que eram além disso, era tudo verdade.
Gael conhecia bem essa categoria de pessoa, estava cheio delas durante a universidade e ele nunca quis se aproximar de nenhuma delas.
— Obrigado pelo seu interesse, mas já fez o suficiente por mim hoje.
Ravier viu uma (sutil) mudança na postura de Gael, percebeu que ele é apenas um pobre mal-agradecido. Mas, ele não pode sair daqui com a possibilidade desse cara dizer algo sobre ele na imprensa, ele então decidiu sair e esperar a mãe dele.
— Com licença.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Anna Gomes Anita
estou gostando muito
2024-08-25
0
Ariel.mmk.90
perfeitos
2024-08-02
1
Madha
combinação perfeita
2024-07-06
0